07/04/2026
No começo da vida, isso aparece de um jeito muito visível. Um bebê cresce no cuidado, no colo, na presença, no rosto que o encontra com ternura. Mas essa necessidade não f**a só na infância. Ao longo da vida, todos nós seguimos precisando de olhar, de atenção, de cuidado, de alguém que de algum modo nos diga, eu vejo você.
Não existimos sozinhos por completo. Vamos nos reconhecendo também nos encontros, nos gestos, na escuta, na delicadeza de quem percebe quando estamos bem e quando já não estamos tanto. Cuidar uns dos outros não é excesso, é parte do que nos sustenta.
Talvez por isso pequenos gestos tenham tanto valor. Um abraço, uma mensagem, uma pausa para ouvir, um olhar que acolhe. Às vezes, é nesse cuidado simples que a vida se reorganiza por dentro.
No fundo, todos precisamos disso, sentir que a nossa presença toca alguém, e que a presença do outro também pode nos amparar.