23/03/2023
A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) incluiu a Radioembolização Hepática no Rol da Agência Nacional da Saúde. A inclusão foi colocada nos seguintes termos:
- Radioembolização hepática, procedimento em radioterapia usado para o tratamento de carcinoma hepatocelular em estágio intermediário ou avançado.
Aproveitando este tema, realizo aqui um do momento em que o Hospital São Rafael e o Hospital Cárdio Pulmonar promoveram esse procedimento, sendo uns dos pioneiros em todo o Brasil.
Confira trechos da minha entrevista sobre a Radioembolização Hepática:
"Outro detalhe é que este tratamento envolve uma série de profissionais especializados de diversas áreas, como oncologistas, hematologistas, cirurgiões, médicos nucleares, radiologistas, físicos e equipe de enfermagem. O planejamento é passo fundamental para o sucesso do tratamento".
"A depender do caso, a radioembolização pode ser associada à quimioterapia ou a outras formas de tratamento contra o câncer".
Como já ficou claro, este procedimento objetiva tratar pacientes com tumores de acometimento predominantemente hepático, e é realizado em duas fases.
Na primeira, feita a investigação com base em exames de imagem, que são grandes auxiliares do radiologista intervencionista.
Na segunda, é injetado o rádio isótopo, material importado especialmente para cada intervenção.
É uma forma de braquiterapia intravascular que consiste na injeção de microesferas radioativas nas artérias, que perfundem as lesões tumorais, promovendo uma alta dose de radiação intra tumoral, preservando o parênquima hepático saudável. As partículas são “carregadas” com radiação beta (Y-90), que são importadas para o tratamento personalizado.
Você tem dúvidas? A DM está aberta!