14/04/2026
Pequena filósofa.
Desde cedo a complexidade humana me intrigou. Suas linguagens, seus sentimentos, sua arte. Não é à toa que o apelido surgiu no seio familiar — eu perguntava demais, sentia demais, e nem sempre havia respostas para sustentar isso.
Por muito tempo, essa sensibilidade pareceu um excesso. Algo difícil de acomodar no mundo prático, objetivo, rápido. Mas foi justamente nela que encontrei o caminho.
Hoje, como psicóloga clínica, trabalho a partir da Psicologia Analítica — uma abordagem que não busca silenciar o sintoma, mas escutá-lo. Porque o sofrimento, muitas vezes, não é um erro a ser corrigido… é uma mensagem a ser compreendida.
Ao longo da minha trajetória, percebi que muitas pessoas chegam até a terapia quando já não conseguem mais sustentar os próprios padrões, quando a repetição cansa, quando o “eu não aguento mais” finalmente ganha voz.
E é nesse ponto que o trabalho começa de verdade.
A terapia que proponho não é um espaço de respostas prontas, nem de alívio imediato a qualquer custo. É um espaço de encontro — com a própria história, com aquilo que foi silenciado, com o que ainda pede elaboração.
Isso exige algo que nem sempre é confortável: disposição para olhar, para sustentar, para se responsabilizar pelo próprio processo.
Mas é também o que possibilita transformação real.