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Defensor da humanização na assistência obstétrica e do respeito à autonomia da mulher. 🩺✨ Acompanhando histórias de vida com cuidado, acolhimento e dedicação. 🤰💛

Por que ainda precisamos de uma semana específica para falar sobre a amamentação de mulheres negras?Porque recomendar o ...
28/08/2026

Por que ainda precisamos de uma semana específica para falar sobre a amamentação de mulheres negras?
Porque recomendar o aleitamento para todas não significa que todas recebam as mesmas condições para mantê-lo.

As desigualdades podem começar no acesso ao pré-natal, continuar na qualidade das orientações recebidas e se intensificar no puerpério, com a falta de suporte profissional, proteção no trabalho, renda, tempo e rede de apoio.

A Semana de Apoio à Amamentação Negra coloca essas diferenças no centro da discussão. No Brasil, existe um projeto de lei em tramitação para incluir oficialmente a data no calendário nacional e estimular ações voltadas à identificação e ao enfrentamento das desigualdades raciais relacionadas ao aleitamento.

Uma assistência comprometida com a equidade precisa reconhecer essas barreiras, não para responsabilizar ainda mais a mulher, mas para cobrar formação antirracista, políticas públicas e condições reais de cuidado.

Tornar essa semana parte do calendário nacional pode ampliar a conscientização e fortalecer ações concretas.



*Link d PL3.945/2021 https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2306352&utm_source=chatgpt.com

26/08/2026

Não. Mas pode fazer muita diferença na forma como a mulher atravessa esse momento.

A doula permanece ao lado da mulher oferecendo suporte contínuo, acolhimento, incentivo, massagens, auxílio com posições, respiração e outras medidas de conforto. É uma presença que ajuda a gestante a se sentir amparada durante um processo tão intenso e transformador.

Na minha prática, gosto de trabalhar em parceria com doulas. Quando cada profissional compreende o próprio papel e existe diálogo entre todos, o cuidado se complementa e a mulher permanece no centro da assistência.

A doula não faz o parto. Ela cuida, apoia e acompanha a mulher enquanto ela vive essa experiência.

Você teve uma doula no seu parto ou trabalha como doula? Conte nos comentários como essa presença fez diferença.

A mulher amamenta. Mas quem sustenta essa mulher?Recentemente, encontrei uma reportagem da Agência Mural sobre os desafi...
24/08/2026

A mulher amamenta. Mas quem sustenta essa mulher?

Recentemente, encontrei uma reportagem da Agência Mural sobre os desafios enfrentados por mulheres negras e periféricas durante a amamentação. A leitura reforçou uma reflexão que precisa estar mais presente quando falamos sobre esse tema.

Não basta dizer a uma mulher que ela deve amamentar exclusivamente até os seis meses. É preciso perguntar quais condições ela tem para sustentar essa recomendação.

Ela teve acesso a orientações de qualidade durante o pré-natal? Pode contar com alguém para dividir os cuidados? Tem direito à licença-maternidade? Encontrará um ambiente adequado para retirar e armazenar o leite quando voltar ao trabalho? Será ouvida se sentir dor ou enfrentar alguma dificuldade?

Quando essas condições não existem, não é justo transformar a interrupção da amamentação em culpa individual.
Apoiar a amamentação também significa cobrar políticas públicas para mães em situação de vulnerabilidade, ampliar o acesso aos bancos de leite e a profissionais capacitados, proteger os direitos trabalhistas e fortalecer redes que cuidem da mulher enquanto ela cuida do bebê.

A mulher amamenta, mas a responsabilidade de criar condições para que ela possa continuar é coletiva.

Você se sentiu apoiada durante a amamentação ou precisou enfrentar esse período praticamente sozinha? Compartilhe seu relato nos comentários.



Matéria https://agenciamural.org.br/amamentacao-mulher-negra/

Amamentar exclusivamente até os seis meses é uma recomendação para todas. Mas as condições para mantê-la ainda não são i...
21/08/2026

Amamentar exclusivamente até os seis meses é uma recomendação para todas. Mas as condições para mantê-la ainda não são iguais.

No Brasil, apenas 45,8% das crianças menores de seis meses estavam em aleitamento materno exclusivo. Ao mesmo tempo, mulheres negras enfrentam menor acesso ao pré-natal adequado e estão mais expostas à informalidade, ao retorno precoce ao trabalho e à falta de proteção social.

Esses dados não significam que mulheres negras desejam ou valorizam menos a amamentação. Eles mostram que uma recomendação de saúde também depende de informação, renda, tempo, assistência de qualidade, proteção no trabalho e divisão dos cuidados.

Na minha visão, não basta orientar uma mulher a amamentar por seis meses e responsabilizá-la quando isso não acontece. Precisamos discutir quais condições reais foram oferecidas para que ela pudesse sustentar essa escolha.

Na sua percepção, qual barreira mais dificulta a continuidade da amamentação: retorno ao trabalho, falta de apoio, acesso à informação ou outra? Vamos ampliar essa discussão nos comentários.

19/08/2026

O estudo que comento neste vídeo reforça um ponto importante: na maioria das gestações, manter o corpo ativo também faz parte do cuidado.

Quando não existem contraindicações, a atividade física regular pode ajudar a reduzir o risco de diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, ganho excessivo de peso e cesárea, além de contribuir para o bem-estar e a saúde mental da mulher.

A recomendação geral da Organização Mundial da Saúde é de, pelo menos, 150 minutos de atividade física moderada por semana para gestantes sem contraindicações. Mas isso não significa seguir qualquer treino ou ignorar as mudanças do corpo. Tipo de exercício, intensidade e adaptações precisam considerar o histórico da mulher e as características de cada gestação.

Eu não vejo a gravidez como um motivo automático para interromper o movimento. Vejo como uma fase em que orientação e segurança precisam caminhar juntas.

Você conseguiu se manter ativa durante a gestação? O que mais ajudou ou dificultou esse processo?

LINK do estudo: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10092296/?utm_source=chatgpt.com

Nenhum obstetra pode garantir a via de parto. O que pode ser oferecido é uma assistência comprometida com segurança, esc...
17/08/2026

Nenhum obstetra pode garantir a via de parto. O que pode ser oferecido é uma assistência comprometida com segurança, escuta, informação e respeito às escolhas da mulher.

Na minha prática, cada conduta é avaliada de forma individual, explicada com clareza e baseada nas melhores evidências disponíveis. Porque protagonismo não significa ausência de cuidado médico. Significa participar das decisões sobre o próprio corpo e sobre o nascimento do seu bebê.

Se você procura um pré-natal e uma assistência obstétrica com esse olhar, me siga aqui para acompanhar os conteúdos e entre em contato para saber mais sobre o acompanhamento.

Foto: Elis Tuxa

O médico que sou hoje começou a ser construído muito antes da faculdade de Medicina.Sou soteropolitano, filho da Cidade ...
14/08/2026

O médico que sou hoje começou a ser construído muito antes da faculdade de Medicina.

Sou soteropolitano, filho da Cidade Baixa. Até os 19 anos, morei numa favela chamada Mangueira, em uma rua próxima às palafitas. Quando chovia, muitas vezes saía de casa com a água acima dos joelhos para chegar à escola. Naquele lugar, estudar também significava aprender a insistir.

Segui estudando. Em 1997, passei para o Colégio da Polícia Militar da Bahia. Anos depois, em 2010, prestei vestibular para Medicina na UFBA. Era a possibilidade que eu tinha naquele momento. E passei.

Foi durante o internato na Maternidade Climério de Oliveira que encontrei a Obstetrícia. Depois vieram as Forças Armadas, a residência e anos de trabalho em maternidades públicas, filantrópicas e privadas.

Cada lugar me ensinou sobre nascer, cuidar e também sobre acesso ao cuidado.

Por isso, hoje não consigo falar de Obstetrícia sem falar de equidade. Nem de parto sem defender que a mulher seja ouvida, informada e participe das decisões sobre o próprio corpo.

A técnica me formou médico. A minha história e as mulheres que acompanhei ajudaram a construir o obstetra que escolho ser: humano, antirracista, baseado em evidências e comprometido com a autonomia da mulher.

No parto, meu papel não é ocupar o centro da história. É estar preparado para cuidar para que ela possa ocupá-lo.

Se esse jeito de praticar a Obstetrícia faz sentido para você, me acompanhe por aqui.

Dr. Matheus de Sá
CRM-BA 28982 | RQE 19063

12/08/2026

1. Como posso ajudá-la durante o trabalho de parto?
Pergunte sobre massagens, posições, respiração, movimentação e outras formas de conforto. O acompanhante deve apoiar sem ocupar o lugar da mulher ou decidir por ela. A presença contínua de uma pessoa escolhida pela gestante é recomendada pela Organização Mundial da Saúde.

2. Quais sinais indicam que devemos entrar em contato ou ir à maternidade?
É muito importante sair do pré-natal sabendo pra quem ligar, para onde ir e quais situações exigem avaliação. Essas orientações devem considerar a gestação e o histórico daquela mulher, não apenas informações genéricas encontradas na internet.

3. Como as decisões serão tomadas se o plano precisar mudar?
Quem acompanha a mulher nesse momento pode ajudar a lembrar as preferências dela registradas no plano de parto e pedir que as alternativas sejam explicadas. Mas a decisão continua sendo da mulher, sempre que ela estiver em condições de participar. O plano orienta o cuidado, mesmo quando precisa ser adaptado por segurança.

Acompanhante bem informado não fala pela gestante mas sim permanece ao lado dela, oferece suporte e ajuda a proteger seu protagonismo.

Marque aqui quem precisa levar essas perguntas para a próxima consulta.

Eu não entro em uma sala de parto para ocupar o centro da cena.Meu papel é acompanhar, avaliar, orientar e intervir quan...
10/08/2026

Eu não entro em uma sala de parto para ocupar o centro da cena.

Meu papel é acompanhar, avaliar, orientar e intervir quando necessário. Sempre explicando o que está acontecendo, apresentando as possibilidades e respeitando a participação da mulher nas decisões sobre o próprio corpo e o nascimento do seu bebê.

Parto humanizado não é ausência de técnica. Também não é promessa de parto normal.

É uma assistência segura, individualizada e baseada em evidências, comprometida com consentimento, privacidade, comunicação respeitosa e protagonismo da mulher.

É assim que conduzo o pré-natal e a assistência ao parto: com responsabilidade médica, trabalho em equipe e respeito à história de cada gestante.

Se esse é o tipo de acompanhamento que você procura, siga o perfil e entre em contato para saber mais sobre as consultas.

Foto:

Indução do parto não é um único procedimento. É um processo que pode envolver diferentes métodos, escolhidos de acordo c...
07/08/2026

Indução do parto não é um único procedimento. É um processo que pode envolver diferentes métodos, escolhidos de acordo com a indicação, a condição do colo do útero, o histórico obstétrico e o bem-estar da mãe e do bebê.

Nem todas as mulheres passam pelas mesmas etapas. O processo também pode levar horas ou mais de um dia, sempre com acompanhamento e reavaliação.

Na minha prática, cada intervenção precisa ter indicação, ser explicada com clareza e acontecer com consentimento. Parto humanizado não é parto sem intervenção. É cuidado com evidência, segurança e participação da mulher nas decisões.

Quem já passou por uma indução do parto, como foi a sua experiência? Compartilhe nos comentários.



Fotos: Capa by
Fotos página 3 e 5:

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