08/03/2026
Como psicóloga, vejo no consultório que muitas queixas de ansiedade, insônia e falta de foco não são falhas individuais. São respostas normais a um contexto de sobrecarga crônica.
A ideia de que a mulher precisa ser resiliente e guerreira é, muitas vezes, uma armadilha que nos impede de questionar por que o peso do cuidado (da casa, dos filhos, dos idosos, da gestão emocional da família) ainda recai majoritariamente sobre nós.
Saúde mental é um projeto político.
Não há mindfulness ou autocuidado que resolva o impacto de salários desiguais, da tripla jornada ou da falta de políticas que amparem a maternidade e a carreira.
Neste 8 de março, meu desejo como profissional de saúde não é que você seja mais forte. É que você tenha o direito de ser humana. Que tenhamos redes que nos segurem e direitos que nos protejam.
Pela saúde mental que nasce da liberdade, e não do esforço isolado.
DireitosDasMulheres