23/07/2026
A vida não se organiza em linhas retas. Ela avança, recua, contorna, retoma caminhos que pareciam esquecidos. O sujeito também.
Por isso, este símbolo não se fecha por completo. Seu traço permanece aberto, lembrando que a história de cada pessoa nunca está definitivamente concluída. Sempre existe a possibilidade de um novo sentido.
Na psicanálise, não se trata de apagar o passado nem de buscar respostas prontas. Trata-se de construir um espaço onde aquilo que permaneceu sem palavras possa, aos poucos, ser simbolizado.
Quando uma experiência pode ser nomeada, deixa de existir apenas como repetição.
É justamente nessa abertura que a borboleta encontra seu lugar. Ela lembra que as transformações mais importantes raramente acontecem de uma só vez. Revelam-se aos poucos, quase em silêncio, até que um dia percebemos que já não respondemos à vida da mesma maneira.
Não há aqui a promessa de uma vida sem sofrimento. Há o compromisso com uma escuta que possibilite compreender aquilo que insiste em retornar e abrir caminho para novos sentidos.
Assim como a vida, este símbolo permanece aberto: à escuta, ao tempo e à possibilidade de novos sentidos.
𝐶𝑎𝑟𝑙𝑎 𝐿𝑜𝑢𝑟𝑜
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