26/08/2026
Hoje, eu e a psicóloga Ana Berâ🦋 Psicóloga | CRP 06/212605 unimos nossas pacientes para um momento diferente: um piquenique.
Enquanto elas brincavam, conversavam, compartilhavam e se divertiam, nós também observávamos, mediávamos e intervínhamos de forma natural, leve e signif**ativa.
Para mim, aquele momento possibilitou avaliar e, ao mesmo tempo, intervir, especialmente nas habilidades que fazem parte do processo de aprendizagem e da vida escolar: atenção, memória, funções executivas, flexibilidade, planejamento, controle inibitório, interação social e resolução de problemas.
Em alguns momentos, oferecemos dicas, fizemos mediações, ajudamos a organizar estratégias e incentivamos novas tentativas. Não era simplesmente observar o que elas conseguiam fazer, mas criar oportunidades para que pudessem experimentar, aprender e avançar.
Até o simples fato de lembrar que haveria o piquenique, organizar o que levariam e chegar preparadas para aquele momento fez parte da experiência.
E teve jogo: Tapa Certo! Teve dica, ajuda, troca, erro, tentativa, comemoração e, principalmente, participação.
Também exercitamos coisas que nenhum teste reproduz exatamente da mesma forma: empatia, colaboração, solidariedade, partilha, respeito ao outro e convivência.
Duas profissionais. Crianças de idades diferentes. Um ambiente diferente do consultório, e o resultado? Deu super certo!!!
Porque o brincar também comunica. O comportamento também ensina. As relações também revelam habilidades.
Às vezes, é no meio de um piquenique, entre uma brincadeira e outra, que conseguimos perceber como uma criança pensa, se organiza, lembra, espera, resolve, interage e aprende e também encontramos oportunidades para intervir e favorecer esse desenvolvimento.
E o mais bonito? Elas estavam apenas vivendo o momento.
Nós estávamos criando oportunidades para que elas aprendessem, fossem acolhidas, desenvolvessem habilidades e, acima de tudo, criassem memórias.
Sem pressão. Sem cobrança. Sem transformar o momento em uma “sessão”.
Porque quando a criança se sente segura para brincar, ela também encontra espaço para mostrar quem é e nós encontramos caminhos para ajudá-la a descobrir tudo aquilo que consegue fazer!