Doutor Luiz Henrique Rodrigues

Doutor Luiz Henrique Rodrigues Ortopedista - Quadril. CRM: 116403 | RQE: 29512

21/08/2026

“Ela já tem idade demais pra isso.”

Essa frase adia mais cirurgias de quadril do que qualquer exame alterado.

Dona Masa, 83 anos, está caminhando aqui no pós-operatório da prótese de quadril direito.

Idade não é contraindicação.

Tem também o outro lado da conta, que quase ninguém coloca na mesa: adiar é uma decisão, e ela cobra preço. Dor que encurta a caminhada leva a menos movimento.

Menos movimento leva a perda de massa muscular e de equilíbrio. Perda de equilíbrio aumenta risco de queda. E queda, nessa faixa etária, costuma ser um evento mais grave do que a cirurgia que se tentou evitar.

Não estou dizendo que toda paciente de 80 anos com artrose precisa de prótese. Estou dizendo que a idade não deveria ser o argumento que encerra a conversa antes da avaliação começar.

Prótese de quadril, quando bem indicada e bem-preparada, não é o fim da linha. Pode ser o retorno da autonomia que a dor tinha tirado.

Dr. Luiz Henrique Rodrigues
Cirurgião de Quadril
CRM-SP: 116.403 | RQE: 29512

Artroscopia de quadril não é uma “limpeza”.Ela pode envolver correção de impacto ósseo, reparo do labrum, avaliação da c...
20/08/2026

Artroscopia de quadril não é uma “limpeza”.
Ela pode envolver correção de impacto ósseo, reparo do labrum, avaliação da cartilagem e tratamento de alterações que interferem no movimento e na função do quadril.

Ou seja: não é entrar, “tirar o que está incomodando” e pronto.

O mais importante é entender o que está causando o problema e o que precisa ser preservado.

Por isso, a cirurgia começa antes do centro cirúrgico.

Começa com diagnóstico, indicação correta e planejamento.

Uma técnica minimamente invasiva pode ter acessos pequenos. Mas o raciocínio por trás dela precisa ser grande.

Dr. Luiz Henrique Rodrigues
Cirurgião de Quadril
CRM-SP: 116.403 | RQE: 29512

19/08/2026

Levantar da cadeira ficou mais difícil. A perna parece falhar em um degrau. A caminhada encurtou.

Quase sempre isso é resumido em uma palavra: idade.

Só que existem duas coisas diferentes se escondendo aí, e elas pedem condutas opostas.
A sarcopenia é a perda de músculo, força e função. O problema está no que move e sustenta a articulação.

A artrose de quadril é o desgaste da própria articulação. O problema está na cartilagem, no encaixe, no atrito.
São patologias completamente diferentes, mas que podem andar juntas.

Se a sua força e a sua caminhada mudaram, vale entender o que está por trás antes de aceitar como coisa da idade.
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Dr. Luiz Henrique Rodrigues
Cirurgião de Quadril
CRM-SP: 116.403 | RQE: 29512

Tem dois pacientes que parecem opostos, mas chegam com a mesma queixa.Um treina todos os dias e não para. O outro parou ...
18/08/2026

Tem dois pacientes que parecem opostos, mas chegam com a mesma queixa.

Um treina todos os dias e não para. O outro parou de se mexer há anos.

O atleta acha que o problema é falta de preparo. Quase nunca é. O quadril dele não cede por fraqueza, cede pela soma: repetição sobre repetição, impacto sobre impacto, sem recuperação suficiente entre um treino e outro.

A articulação avisa devagar. Uma dor na virilha depois do treino. Uma rigidez que some com o aquecimento. Um desconforto que ele aprendeu a ignorar. Até o dia em que ignorar deixa de ser opção.

O sedentário vive o oposto e termina parecido. O quadril foi feito para se mover. Quando o movimento some, a musculatura que sustenta a articulação enfraquece, a cartilagem recebe menos nutrição e a estabilidade diminui.

A dor aparece não por excesso, mas por ausência. Movimento de menos não é descanso. É deterioração lenta.

O quadril saudável não vive em nenhum dos dois extremos. Ele vive no movimento com critério: carga adequada, recuperação real e força muscular como proteção da articulação.

Seja você atleta ou sedentário, o quadril pede atenção antes de pedir socorro. Quando algo dói além do esperado, avaliar vem antes de continuar.

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Dr. Luiz Henrique Rodrigues
Cirurgião de Quadril
CRM-SP: 116.403 | RQE: 29512

17/08/2026

“Já fiz fisioterapia, tomei remédio, fiz infiltração. E a dor voltou. E agora?”

O Marcelo trouxe na Rádio Tribuna duas das perguntas mais difíceis para quem convive com dor no quadril: o que define o momento certo da cirurgia e o que fazer quando os tratamentos param de responder.

A resposta não está num único exame nem na data marcada no calendário. O momento certo aparece quando a dor deixa de ser controlada pelos tratamentos e passa a roubar função: o sono, a caminhada, o trabalho, a autonomia de fazer o que sempre fez.

Fisioterapia, medicação e infiltração têm papel real. Controlam sintomas, melhoram o ambiente da articulação e, em muitos casos, adiam a cirurgia. Mas têm limite. Quando já existe uma limitação estrutural importante, insistir só no alívio pode custar tempo e qualidade de vida.

É por isso que a decisão nunca é sobre operar mais. É sobre indicar melhor, no ponto em que a cirurgia deixa de ser motivo de medo e passa a ser a estratégia mais segura para recuperar a função.

Se você já tentou de tudo e a dor continua limitando sua rotina, vale entender em que estágio o seu quadril realmente está.

Sorocaba faz 372 anos.Quando olho para a história daqui, vejo uma cidade que sempre me acolheu. Cuido de quadril. E o qu...
15/08/2026

Sorocaba faz 372 anos.

Quando olho para a história daqui, vejo uma cidade que sempre me acolheu.

Cuido de quadril. E o quadril é, no corpo, exatamente isso: a articulação que sustenta cada passo, que leva a pessoa de um lugar ao outro, que carrega uma vida inteira de movimento.

Talvez não seja coincidência exercer isso justamente aqui.

Que a cidade siga em movimento. E que cada sorocabano possa continuar caminhando, com autonomia e sem dor.
Parabéns, Sorocaba.

Muitos pacientes chegam ao consultório depois de meses fazendo tudo o que foi indicado. Fisioterapia, infiltração, ácido...
14/08/2026

Muitos pacientes chegam ao consultório depois de meses fazendo tudo o que foi indicado. Fisioterapia, infiltração, ácido hialurônico, ajuste de carga. E a dor voltou mesmo assim.

A primeira reação costuma ser: será que eu fiz algo errado?
O tratamento conservador tem um papel real e importante. Ele controla sintomas, melhora o ambiente da articulação, adia uma cirurgia por bastante tempo, e em muitos casos, é o suficiente.

Mas trabalha dentro de um limite: funciona enquanto a estrutura do quadril ainda tem capacidade de responder.

Ultrapassado esse limite, repetir a mesma conduta raramente muda o resultado. E aqui mora o ponto que quase ninguém comenta: enquanto se insiste em algo que já não responde, a função continua caindo.

A musculatura que sustenta o quadril perde força. A marcha se ajusta à dor. A rotina vai encolhendo de forma silenciosa.

Continuar nem sempre é o caminho mais seguro. Às vezes é apenas o que parece mais seguro.

Isso não significa que a resposta seja cirurgia. Significa que a decisão precisa sair do automático e voltar para o critério: o que a imagem mostra, o que o exame físico revela, qual função você precisa recuperar e quanto o tratamento atual ainda entrega.

Se o tratamento do seu quadril parou de responder, o próximo passo não é tentar mais do mesmo. É entender em que ponto da história você está.

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Dr. Luiz Henrique Rodrigues
Cirurgião de Quadril
CRM-SP: 116.403 | RQE: 29512

14/08/2026

Hoje, entre uma conversa e outra com a Ana Luiza, ficou uma coisa muito clara:
a distância muda. A dor que limita a vida, não.
Teve paciente vindo de outro estado, enfrentando horas de viagem, porque já não conseguia fazer coisas simples sem pensar na dor primeiro.

E isso pesa.
Pesa no trabalho, no sono, no exercício, nos momentos em família e até na vontade de sair de casa.

Quando alguém percorre tantos quilômetros em busca de ajuda, não está procurando apenas tratar uma articulação.

Está tentando recuperar partes da própria vida que a dor foi tirando aos poucos.
E é isso que torna cada atendimento tão importante e especial para mim.

13/08/2026

Três meses depois de duas artroscopias, ela voltou.

Voltou com brigadeiros e um gesto que carrega muito mais do que um simples presente: gratidão por voltar a viver com mais liberdade e confiança.

Na ortopedia, existem resultados que aparecem nos exames.

E existem aqueles que chegam assim: em um sorriso, em um abraço e uma lembrança feita com carinho.

Obrigado pela confiança em cada etapa do caminho. É por momentos assim que tudo faz sentido.

12/08/2026

Hoje foi dia de artroscopia de quadril, ao lado do Dr. Danilo, em um paciente que veio diretamente do Acre para realizar o procedimento.

A artroscopia de quadril é uma cirurgia que exige amplo conhecimento da anatomia, domínio técnico e precisão em cada etapa.
A indicação e o planejamento precisam ser individualizados para que o tratamento seja conduzido com segurança e de acordo com as necessidades de cada paciente.

Mais do que executar uma técnica, é entender o quadril em detalhes e definir a melhor estratégia para cada caso.

Seguimos por aqui, unindo experiência, técnica e cuidado em cada cirurgia.

Dr. Luiz Henrique Rodrigues
Cirurgião de Quadril
CRM-SP: 116.403 | RQE: 29512

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