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A mastocitose é uma condição rara caracterizada pela proliferação anormal de mastócitos, o que resulta no seu acúmulo em...
01/02/2026

A mastocitose é uma condição rara caracterizada pela proliferação anormal de mastócitos, o que resulta no seu acúmulo em órgãos como a pele, a medula óssea e outros órgãos. Assim, podemos dividir a mastocitose de várias formas, sendo as duas formas principais a forma cutânea, mais prevalente em crianças, e a sistêmica, que geralmente aparece até a terceira década de vida e quase sempre leva ao acometimento da medula óssea.

As formas cutâneas podem passar despercebidas: por sua raridade, geralmente são subdiagnosticadas e o tratamento é feito baseado no controle dos sintomas: as lesões podem gerar muito prurido e, por vezes, urticária. Em casos mais graves, podem ocorrer reações sistêmicas anafilactoides devido à grande liberação de substância pelos mastócitos - essas reações se assemelham às reações anafiláticas, sem que haja, de fato, um alérgeno.

Na forma sistêmica, o acometimento da medula óssea pode levar ao desenvolvimento de leucemia mastocitária, de prognóstico reservado. Além disso, o acometimento do trato gastrointestinal está associado ao surgimento de úlceras pépticas, devido a secreção de histamina, e também à presença de outros sintomas inespecíficos, como náuseas, vômitos e diarreia crônica.

Assim, o patologista é essencial para identificar essa proliferação anormal de mastócitos em amostras de biópsia de pele em um contexto clínico . A imunohistoquímica é crucial no diagnostico diferencial com outras entidades em que observa uma superposição morfológica, em especial a identificação de mastócitos clonais — importante para definir mastocitose sistêmica. A biópsia de medula pode ser necessária para descartar a forma sistêmica da doença.

Hoje tivemos o prazer de receber em nosso setor o SESMT para um bate papo sobre brigada de incêndio e a importância do u...
30/01/2026

Hoje tivemos o prazer de receber em nosso setor o SESMT para um bate papo sobre brigada de incêndio e a importância do uso do Extintor

Hoje tivemos o prazer de receber o SESMT em nosso setor, abordando o tema sobre Brigada de Incêndio e a importância do u...
30/01/2026

Hoje tivemos o prazer de receber o SESMT em nosso setor, abordando o tema sobre Brigada de Incêndio e a importância do uso do Extintor

A crioablação é um procedimento que vem sendo cada vez mais adotado na prática clínica. Consiste na utilização de temper...
18/12/2025

A crioablação é um procedimento que vem sendo cada vez mais adotado na prática clínica. Consiste na utilização de temperaturas extremamente baixas para destruir, de forma controlada, tecidos anormais, como neoplasias, realizando congelamento intenso e repetido. Microscopicamente, a intenção é gerar cristais de gelo que induzam isquemia tecidual e necrose da área a ser removida com muita precisão e preservando estruturas adjacentes saudáveis.

Além disso, é uma técnica que se destaca pela possibilidade de tratar as lesões de forma minimamente invasiva, proporcionando uma recuperação muito rápida, com menos dor, efeitos colaterais e a possibilidade de ser feita de forma ambulatorial. Por isso, vem crescendo como uma alternativa em diversas especialidades médicas.

Tumor significa aumento de volume e nem sempre está relacionado a uma neoplasia maligna (câncer).Na Patologia, diferenci...
17/11/2025

Tumor significa aumento de volume e nem sempre está relacionado a uma neoplasia maligna (câncer).
Na Patologia, diferenciamos neoplasias benignas de malignas de acordo com o aspecto histológico e o comportamento. É no estudo histopatológico que essas diferenças entre neoplasias benignas e malignas se revelam.

Neoplasias benignas tendem a crescer lentamente, permanecem bem delimitadas e não invadem os tecidos circunjacentes, tais como os lipomas e leiomiomas.

Já as neoplasias malignas (câncer) apresentam crescimento desordenado, invasão local e potencial metastático, o que define sua gravidade clínica.

Por outro lado, as lesões pré-neoplásicas (pré-malignas)são alterações teciduais com variável grau de atipias citológica e arquitetural, mas ainda não invadem a membrana basal, ou seja, não configuram câncer (são chamadas de lesões ‘in situ’). Entretanto, sua presença indica risco aumentado de malignização. Dentre essas alterações temos as displasias acometendo o epitélio de vários órgãos, tais como colo uterino, ca**l a**l e conjuntiva.

Por trás de cada lâmina existe um processo rigoroso de controle de qualidade que cada laboratório deve seguir, já que a ...
17/11/2025

Por trás de cada lâmina existe um processo rigoroso de controle de qualidade que cada laboratório deve seguir, já que a excelência no diagnóstico depende tanto do conhecimento técnico quanto da padronização de cada etapa do fluxo laboratorial.

Dentre essas etapas, podemos destacar a correta fixação e processamento dos tecidos, o controle da temperatura, reagentes e tempo de coloração das substâncias, a calibração de equipamentos, a revisão técnica e a dupla checagem das lâminas.

Esses cuidados garantem que o patologista veja na lâmina reflita exatamente o que está no tecido, minimizando assim artefatos e distorções que, eventualmente, possam dificultar a elaboração de diagnósticos conclusivos.

Por trás de cada lâmina existe um processo rigoroso de controle de qualidade que cada laboratório deve seguir, já que a ...
29/10/2025

Por trás de cada lâmina existe um processo rigoroso de controle de qualidade que cada laboratório deve seguir, já que
a excelência no diagnóstico depende tanto do conhecimento técnico quanto da padronização de cada etapa do fluxo laboratorial.

Dentre essas etapas, podemos destacar a correta fixação e processamento dos tecidos, o controle da temperatura, reagentes e tempo de coloração das substâncias, a calibração de equipamentos, a revisão técnica e a dupla checagem das lâminas.

Esses cuidados garantem que o patologista veja na lâmina reflita exatamente o que está no tecido, minimizando assim artefatos e distorções que, eventualmente, possam dificultar a elaboração de diagnósticos conclusivos.

A Doença de Crohn (DC) e a Retocolite Ulcerativa (RCU) são duas doenças inflamatórias intestinais que compartilham manif...
23/10/2025

A Doença de Crohn (DC) e a Retocolite Ulcerativa (RCU) são duas doenças inflamatórias intestinais que compartilham manifestações clínicas semelhantes, mas seus padrões histopatológicos são distintos. Cabe ao patologista revelar com clareza essas diferenças.

Na Doença de Crohn, a inflamação é transmural e se estende desde a mucosa até a serosa. Na histologia podem ser observados microgranulosas não caseosos, fissuras profundas, edema e fibrose da submucosa, além de espessamento da canada muscular. A distribuição é segmentar, com áreas de mucosa preservada entre regiões afetadas (lesões salteadas).

Na Retocolite Ulcerativa, a inflamação permanece restrita à mucosa e submucosa, de forma contínua; entretanto, a histologia mostra distorção arquitetural das criptas, abscessos crípticos, depleção de células caliciformes e um infiltrado inflamatório difuso que sempre acomete o reto.

Esses padrões morfológicos refletem o comportamento clínico das doenças e são fundamentais para um diagnóstico preciso.

O câncer de mama não é uma doença única: ele reúne diferentes tipos histológicos e perfis imunohistoquímicos, cada um co...
13/10/2025

O câncer de mama não é uma doença única: ele reúne diferentes tipos histológicos e perfis imunohistoquímicos, cada um com suas particularidades, que determinam comportamentos e respostas terapêuticas próprios.

🔬 O patologista é fundamental no exame anatomopatológico: é responsável por identificar o tipo histológico do tumor (como ductal, lobular ou mucinoso). Além disso, utiliza o recurso da imunohistoquímica para avaliar marcadores celulares, como receptores hormonais (RE e RP), HER2 e Ki-67. Essas informações permitem classificar o tumor em subtipos biológicos:

* Luminal A — geralmente apresenta crescimento lento e bom prognóstico.
* Luminal B — mais proliferativo que o luminal A, geralmente necessita de uma abordagem combinada.
* HER2 positivo — também são proliferativos, mas respondem bem a terapias-alvo.
* Triplo negativo — é o subtipo mais agressivo e sem marcadores específicos.

O patologista integra esses achados para oferecer um diagnóstico completo, confiável e que orienta com precisão o tratamento!

Encontrar epitélio em linfonodo pode gerar dúvida: é inclusão benigna ou metástase?🔹 Inclusão epitelialRestos embrionári...
09/10/2025

Encontrar epitélio em linfonodo pode gerar dúvida: é inclusão benigna ou metástase?

🔹 Inclusão epitelial

Restos embrionários ou tecido benigno (salivar, tireoidiano, mamário, escamoso).

Bem delimitada, organizada, sem atipias ou mitoses.

Achado reacional, sem significado maligno.

🔹 Metástase

Arquitetura desorganizada, infiltração do parênquima.

Atipias, pleomorfismo, mitoses, necrose.

Geralmente associada a tumor primário conhecido.

📌 Como diferenciar?

Morfologia é o principal critério.

Imuno-histoquímica ajuda em casos duvidosos.

Sempre considerar o contexto clínico-patológico.

⚖️ Diferenciar corretamente evita diagnósticos errados e condutas desnecessárias.

🔎 Um caso que chama a atenção pela complexidade e pelos aprendizados que traz à prática clínica.Paciente diagnosticada e...
11/09/2025

🔎 Um caso que chama a atenção pela complexidade e pelos aprendizados que traz à prática clínica.

Paciente diagnosticada em 2015 com câncer de mama (carcinoma com metástase axilar) foi tratada com cirurgia conservadora, esvaziamento axilar, quimio, radio e hormonioterapia. Desde então, seguia em acompanhamento.

Em 2024, durante a investigação de uma lesão pélvica, descobriu-se metástase óssea e pélvica do câncer de mama. Ela iniciou novo tratamento quimioterápico.

No mesmo período, surgiu outra surpresa: uma lesão no cólon sigmoide, confirmada como adenocarcinoma primário de cólon — ou seja, um segundo câncer, independente do primeiro. A paciente foi submetida à cirurgia, que confirmou o câncer colorretal sem metástase linfonodal dessa neoplasia.

No entanto, no mesmo ato cirúrgico, foi retirada uma amostra de linfonodo da região ilíaca comum, e o resultado trouxe um detalhe impressionante:
➡️ ali havia metástase do câncer de mama, confirmada por imunohistoquímica.

✨ Esse caso mostra a importância do seguimento de longo prazo, do olhar atento a novas lesões e do papel fundamental da imunohistoquímica no diagnóstico diferencial das neoplasias, tanto tumores primários quanto em doença metastática.

📌 Um mesmo paciente pode apresentar dois cânceres distintos, coexistindo com metástases de outro tumor prévio — reforçando a complexidade e a individualidade de cada trajetória oncológica.

Endereço

Teresina, PI
64020000

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