Mário Bertini Psi

Mário Bertini Psi ◻️Mestre em Psicologia - "Seja bem-vindo. Onde esteve? Vou te ouvir. E, juntos, vamos imaginar para onde você irá." _Sanni Paljakka

Fui conversar com o IA sobre essa frase, s**o só:Eu: Como é aquela frase do Picasso sobre a mãe, o monge e o papa?Claude...
02/06/2026

Fui conversar com o IA sobre essa frase, s**o só:
Eu: Como é aquela frase do Picasso sobre a mãe, o monge e o papa?

Claude: “Minha mãe me dizia: ‘Se queres ser um soldado, serás general. Se queres ser um padre, acabarás sendo Papa.’ Então eu quis ser um pintor e agora sou Picasso.”

Eu: O que ele quis dizer com isso?

Claude: Que ele recusou a lógica da mãe de buscar o topo de uma hierarquia — e criou uma categoria própria. O nome “Picasso” não é um posto, é uma singularidade.

Eu: Há uma nuance que você não percebeu: ele recusou a lógica narcísica da mãe. Foi sendo ele mesmo que atingiu o sucesso — não buscando o sucesso para validar a vida.

Claude: Você tem razão. A frase não é uma proclamação de grandeza — é quase uma crítica ao narcisismo. O “sou Picasso” é consequência da autenticidade, não objetivo dela. Tem algo winnicottiano aí: o self verdadeiro emerge quando a criança não precisa se conformar ao desejo do outro, mesmo que esse outro seja uma mãe bem-intencionada.

Não é uma pergunta sobre o que é certo ou errado.É uma pergunta sobre o que f**a.Porque no fim da vida, raramente nos le...
04/05/2026

Não é uma pergunta sobre o que é certo ou errado.
É uma pergunta sobre o que f**a.
Porque no fim da vida, raramente nos lembramos das metas que batemos. Lembramos do rosto de alguém. De uma conversa que mudou algo em nós. De um momento em que nos sentimos, de verdade, encontrados.
Isso não signif**a abrir mão de ambição ou realização. Signif**a perguntar: a serviço de quê você está construindo?
Conquistas podem ser formas de evitar encontros. E encontros, às vezes, exigem abrir mão de certas conquistas.
A pergunta não pede uma resposta definitiva — pede honestidade sobre como você tem vivido.

“Pessimismo da inteligência, otimismo da vontade.”— GramsciA inteligência que enxerga o mundo como ele é — suas limitaçõ...
29/04/2026

“Pessimismo da inteligência, otimismo da vontade.”
— Gramsci
A inteligência que enxerga o mundo como ele é — suas limitações, suas violências, seus impasses — não precisa se render ao desânimo. Pode, ao contrário, ser o ponto de partida para outra coisa.
Thomas Ogden escreveu que a análise é, em algum sentido, um espaço para sonhar — não para fugir da realidade, mas para habitá-la de outro modo. Um lugar onde o que foi vivido como destino pode começar a ser vivido como história. Onde o sofrimento que parecia definitivo encontra forma, palavra, possibilidade de movimento.
Não se trata de otimismo ingênuo. A dificuldade permanece. A realidade não desaparece porque sonhamos com ela. Mas sonhar — no sentido que Ogden empresta ao termo — é justamente isso: a capacidade de manter viva, mesmo no peso do real, a experiência de que as coisas poderiam ser de outra forma.
É disso que se trata o trabalho analítico. E talvez também o que Gramsci tinha em mente: não negar a dureza do que existe, mas recusar que ela tenha a última palavra.

Passeio na praça. Dia de sol.Toda escolha signif**a uma renúncia e nenhuma satisfação é plena!A vida é vivida nos pequen...
30/12/2025

Passeio na praça. Dia de sol.
Toda escolha signif**a uma renúncia e nenhuma satisfação é plena!
A vida é vivida nos pequenos momentos como no passeio na praça, na pose da criança que se encanta com flores e as colhe pra levar pra mãe e no sorriso de um cachorro feliz por perder correr livre pela grama.
Não desperdice a vida buscando ilusões. A felicidade é sua situação atual, menos as expectativas!

Amar é arriscar-se a perder.A entregar o corpo e o sentido ao imprevisível do outro.É abrir a pele para que algo nos toq...
01/11/2025

Amar é arriscar-se a perder.
A entregar o corpo e o sentido ao imprevisível do outro.
É abrir a pele para que algo nos toque e, inevitavelmente, nos fira.

Freud sabia: o amor é o ponto em que o desejo e a dor se entrelaçam.
Não há prazer sem vulnerabilidade, nem vínculo sem ferida.
Quem ama, consente em ser transformado — e toda transformação dói.

Mas é também nesse lugar de risco que a vida pulsa.
O sofrimento do amor não é o sinal de que algo deu errado,
mas de que algo vivo está em jogo.

---

🪞Psicanálise não promete o fim da dor,
mas a possibilidade de habitá-la com verdade.

Na ditadura do psiquismo, há censura, repressão e medo. O eu governa pela força, silencia o desejo, manipula a história ...
01/11/2025

Na ditadura do psiquismo, há censura, repressão e medo. O eu governa pela força, silencia o desejo, manipula a história — como um Estado que proíbe a palavra e castiga o afeto.

A análise é a lenta transição desse regime interno: uma revolução silenciosa.
Cada sessão abre espaço para novas vozes — as partes caladas, os afetos exilados, as memórias apagadas.

Ser analista é sustentar o caos que antecede a liberdade. É suportar as eleições internas, o dissenso das pulsões, o barulho da alma quando ela começa a debater-se consigo mesma.

A democracia psíquica não é ausência de conflito, mas a possibilidade de existir sem tirania.
Quando o sujeito aprende a ouvir-se — a realmente ouvir-se — nasce o gesto mais político da psicanálise: o de restituir ao indivíduo o direito de ser múltiplo.

---

💭 “A liberdade começa quando deixamos de temer o que sentimos.”

Hoje olho para o espelho da cidade e vejo olhos que se fecharam ao outro. Vejo gritos que ecoam no silêncio do medo — o ...
30/10/2025

Hoje olho para o espelho da cidade e vejo olhos que se fecharam ao outro. Vejo gritos que ecoam no silêncio do medo — o medo que gera o ato fatal. Neste instante, a crueldade brota não apenas do ódio explícito, mas da covardia que recusa ver, ouvir, agir.

Quando uma comunidade inteira é dilacerada pelo sangue, o que vemos, afinal, senão o fruto da fraqueza de alma que prefere destruir do que confrontar o próprio terror? O massacre que se abateu sobre o Rio não seria apenas um crime concreto — seria também o sintoma de um corpo social que descuidou das suas dores, das suas feridas, das suas vidas que clamavam para serem vistas.

Covardia: recuo diante do outro que sofre.
Crueldade: ataque implacável ao que é vulnerável.
E a cidade, como Montaigne advertia, transforma esse medo em brutalidade — porque o covarde que teme o outro, procura esmagá-lo antes que ele se levante.

Hoje, cada lágrima, cada silêncio, cada “não é comigo” é parte desse ciclo. E se quisermos interromper esse ciclo, devemos começar por resgatar a coragem — não a valentia estúpida, mas a coragem de cuidar, de acolher, de resistir ao fechamento do olhar.

Que a vida não se entregue à covardia, para que, juntos possamos cultivar o que é oposto: a presença, o escutar, a solidariedade.

Sob um olhar da psicanálise relacional, essa “derrota” não acontece no isolamento de uma jornada heroica, mas no espaço ...
15/10/2025

Sob um olhar da psicanálise relacional, essa “derrota” não acontece no isolamento de uma jornada heroica, mas no espaço compartilhado do encontro com o Outro.
As “coisas cada vez maiores” que nos transformam não são metas abstratas, mas os próprios relacionamentos que nos desafiam. É ser “derrotado” pela perspectiva de alguém que nos força a abandonar velhas certezas. É permitir que a intimidade desorganize o nosso eu controlado para dar espaço a uma nova forma de ser, co-criada a dois.
A verdadeira expansão não está em conquistar o mundo, mas em ter a coragem de ser profundamente afetado, mudado e reconstruído pelo outro. A derrota do nosso eu rígido e autossuficiente é a vitória da conexão e o nascimento de um novo universo relacional.
É na vulnerabilidade desse encontro que encontramos nosso verdadeiro tamanho.

12/10/2025

Endereço

Rua Agenor Paes, 32
Uberlândia, MG
38400-118

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Mário Bertini Psi posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Mário Bertini Psi:

Atalhos

Compartilhar

Categoria