27/08/2026
Hoje, 27.08, é Dia do Psicólogo.
E queria, neste dia,
falar sobre o que **SER psicóloga** fez comigo.
Ao longo dos anos, muitas pessoas passaram pelo meu consultório.
Pessoas com histórias, dores, medos, escolhas e maneiras muito particulares de estar no mundo.
E nenhuma delas passou por mim sem deixar alguma coisa.
Porque existe o conhecimento técnico.
Existe a responsabilidade.
Existem os limites que precisam ser preservados.
Mas existe também o encontro.
E estes encontros também me transformaram.
Eu me importo com as pessoas que atendo.
Não porque esse seja o meu trabalho.
Mas porque, dentro de um espaço profissional cuidadosamente construído, duas pessoas se encontram de verdade.
E eu também sou afetada por esses encontros.
Às vezes, uma fala de um paciente continua reverberando depois da sessão.
Uma mudança me emociona.
Uma descoberta me ensina.
Uma história me faz pensar.
E, sem perceber, aquele encontro também passa a fazer parte da psicóloga que estou me tornando.
Talvez seja por isso que, depois de tantos anos atendendo, eu não me sinta apenas uma psicóloga com mais experiência.
Eu me sinto uma psicóloga mais sensível à singularidade de cada pessoa.
Mais consciente da força de uma relação.
Mais disponível para estar verdadeiramente presente.
A FAP me ensinou, entre tantas coisas, que a relação não é apenas o lugar onde a terapia acontece.
A relação também é parte do próprio processo de mudança.
E talvez essa seja uma das coisas mais bonitas e mais complexas do nosso trabalho.
Cada pessoa que passou pela minha sala deixou um pouco da sua história.
E, de algum modo, deixou também um pouco de si na psicóloga que eu sou hoje.
Por isso, neste Dia do Psicólogo, eu não quero celebrar apenas a profissão.
Quero agradecer aos encontros.
**Eles também me fizeram quem eu sou.**