12/10/2024
Aprisionamentos Psíquicos nas Estruturas Religiosas
A gravidade de todas as neuroses e psicoses quem determina é a instância do superego (Freud, 1925). Dentro da clínica psicanalítica temos diversos relatos de experiências de adultos que trazem suas experiências de quando criança, com teor de cargas se***is. O adulto traz esses conteúdos envolto de constrangimento, acreditando que algo condenável esteve com ele constantemente e que sabe que a vida inteira foi punida por ter pensamentos com teor se***is, e pelos envolvimentos de brincadeiras também se***is. Acreditando que não estavam seguros nem nos seus quartos escuros onde descargas de pulsões libidinais, estivessem prestes a explodir no autoerotismo, acreditando que o olho do onipotente estivesse ali o observando, julgando e avaliando uma forma de castigar, punição que na mente do neurótico religioso, em constantes repetições na vida, atribuindo suas mazelas ao contexto das suas experiencias do desenvolvimento sexual ainda criança.
Dentro dessa castração nasce os diversos crimes se***is acobertado de uma moralidade representada tão bem dentro das igrejas. A moralidade consiste exatamente no indivíduo ser flagrado pela sua consciência e pelos outros, transgredindo em ações e atitudes, fazendo o que ele julga ser pecaminoso e indecente. Esse moralista torna-se um perigo não somente para si mesmo quanto para aqueles que estão sob a sua disciplina. Como um pai tentando impor uma moralidade e educando uma criança (Erikson, 1950). Nesse mesmo contexto vemos inúmeros casos desses moralistas, líderes religiosos escravizando crianças e mantendo-as reféns se***is. A religião sempre está mantida em casos onde há violência e vário tipos de atrocidades, percebemos que dentro de uma demanda na qual não se avalia com realidade e sim dentro de delírios, tornam-se sempre presas vulneráveis.
Quanto mais o indivíduo mantém distância do seu passado, sem reconhecer sua estrutura psíquica mais estará atrelado as circunstâncias que levará ao desespero e ao caminho das igrejas e similares. Quando não temos o reconhecimento de quem fomos deixando o passado distante da realidade de demanda construída, estaremos distantes de um futuro preciso. Sem falar das angústias, não se reconhece a base da qual foi construída. Manter distância de religiosos, consequentemente de igrejas e afins é o que torna a vida real. Com revisita ao nosso passado, nos aproximamos da nossa autenticidade, é o que exerce a prática psicanalítica freudiana: devolver o indivíduo para o próprio indivíduo, e não, ajustá-lo para devolver a sociedade. Sendo assim nossa carga pulsional, o mesmo que a Melanie Klein cita que “trazemos à luz uma quantidade correspondente de impulsos agressivos e reprimidos e podemos observar a conexão causal entre os temores da criança e suas tendências agressivas,” estará ao nosso alcance, conhecer os conteúdos que recalcamos nos permite reconhecer nossas transições de pulsão de vida e de morte, na realidade do nosso eu autêntico.
Quando se fala em análise, é possível que esses impulsos sejam reconhecidos e com isso chegamos perto das nossas transições, reconhecendo do quanto absurda a vida é, entretanto, um adulto autêntico estará mais saudável nas instituições já existentes na sociedade, principalmente nessas instituições religiões, que têm como objetivos: repressões e compensações, brotando o medo, a insegurança e a castração. Um adulto que se auto reconhece saberá fazer suas escolhas dentro dos seus próprios valores e sentimentos, e, consequentemente, a demanda será bem mais fácil de conduzir, ao menos reconhecendo uma realidade, podemos tentar ser senhores, na nossa própria casa (Freud, 1917).