Maíra Della Negra Psicóloga

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Cansaço não é identidade. É sintoma. É sinal de um sistema que nos adoece.Até quando a gente vai fingir que não vê?Até q...
23/06/2025

Cansaço não é identidade. É sintoma. É sinal de um sistema que nos adoece.
Até quando a gente vai fingir que não vê?

Até quando vão dizer que exaustão é normal?
Que dor é detalhe?
Que mal-estar é frescura?
Que mãe cansada é só uma boa mãe.
Que mulher sobrecarregada é só uma mulher forte.

Eu sou psicóloga. Eu sou mãe.
E, mesmo com toda consciência, mesmo com todo conhecimento, eu também fui engolida.
Porque não é sobre não saber. É sobre ser mulher em uma sociedade que romantiza o nosso esgotamento.

Ignorei quando o corpo gritou — e gritou alto.
Fiz o que ensinaram pra gente fazer: anestesiar.
Massageei, tomei remédio, apertei os dentes e segui.
Cuidando dos filhos, da casa, do trabalho, das demandas invisíveis — aquelas que ninguém vê, mas que a gente sente pesar todos os dias nas costas e na pele.

Até que o corpo parou por mim.
Coçou tanto… que eu precisei parar.

Fui pro hospital.
Suspeita de sarna. Depois alergia.
E então veio o laudo dos exames:
“Você teve dengue. Está na fase final do vírus.”

Sete dias com dengue.
Sete dias achando que era “só cansaço”.
Sete dias ignorando meu corpo, meus sinais, minha existência.

E aí ficou impossível não olhar:
O que parecia “só uma dengue” virou um espelho cruel de uma estrutura que ensina mulheres — principalmente mães — a se ignorarem. A se anularem. A se colocarem sempre por último.

Porque é isso que fazem com a gente:
Nos convencem de que dar conta de tudo é sinônimo de amor.
De que se escolhermos parar, descansar, priorizar, somos egoístas, frágeis ou incapazes.

Mas eu não sou.
Você não é.
Nenhuma de nós é.

O cansaço não é fracasso individual. É sintoma coletivo de uma lógica que adoece mulheres, que adoece mães, que adoece quem cuida.

Até quando a gente vai normalizar se ignorar?
Até quando vamos aceitar que ser mulher seja sinônimo de se sobrecarregar até adoecer?

Fui agredida por um homem na frente da minha filha.Pesado ler isso, né? Agora imagine viver.A manhã começou leve… Estava...
03/06/2025

Fui agredida por um homem na frente da minha filha.

Pesado ler isso, né? Agora imagine viver.

A manhã começou leve… Estava tudo tão gostoso… No caminho da escola, falávamos da vida!

Na minha frente um carro seguia devagar… quase parando… Dei um farol alto, porque imaginei que ele pudesse estar no celular… O motorista freou bruscamente, desceu, veio até mim. Xingou. Gritou. Me cercou.

Disse que minha filha estava no carro, achei que isso faria ele parar. Errei. A resposta dele: “F*da-se a sua filha e você.” Continuou… ele xingava cada vez mais…

Tentou quebrar meu retrovisor, enquanto os carros buzinavam. Depois entrou no carro e foi embora. Acabou para ele. Mas pra mim e pra minha filha, não. Começou ali um trauma.

Dois minutos. Dois minutos em que não consegui proteger minha filha. Dois minutos que a fizeram chorar de medo, enquanto eu tentava acalmá-la dizendo: “Agora estamos seguras.”

Ela foi pra escola.. lá é um lugar seguro. E eu desabei.

Fiz o BO e descobrimos que o carro era alugado, de outro estado, mas vão atrás dele. A Guarda Gi me disse ao nos despedirmos: “Ele só fez isso porque achou que passaria impune.”

Pois ele errou. Não vai passar impune.

Porque esse homem não me atacou só por causa de um farol alto. Ele me atacou porque sou mulher.
E porque ele achou que podia.

Manu tem só 7 anos. Sexta-feira ela disse que queria ser a dona do Brasil pra espalhar bonecos do Stitch pela cidade. Hoje, me pergunto se esse desejo de criança ingênua será atravessado pela vontade de espalhar segurança.

Prestes a fazer 45 anos, eu reformulo o que é medo:
É a sensação de não poder proteger quem a gente ama.

Esse post é um grito — porque nenhuma de nós está imune. Porque nenhuma de nós deveria passar por isso.

Enquanto só as mulheres falam e só as mulheres escutam, o mundo continua mudo diante dos fatos.
Os homens precisam ouvir. Precisam aprender. Precisam mudar.

O que aprendi sobre encerrar ciclo de uma parte da maternidadeSer mãe é eterno… não acaba… nunca… mas quando um filho va...
22/01/2025

O que aprendi sobre encerrar ciclo de uma parte da maternidade
Ser mãe é eterno… não acaba… nunca… mas quando um filho vai para a faculdade vem junto uma sensação: eu consegui e um ciclo se encerrou! E nessa hora passa um filme da vida.. e um choro de alívio.

Digo que Theo e eu crescemos juntos! Eu com 24 e só tinha uma certeza na vida que o mundo estava sendo muito generoso comigo, porque a única coisa que sabia sobre mim era que eu queria ser mãe! Aos 25 estava com ele em meus braços… e eu era apenas uma menina… cheia de privilégios que a partir daquele momento seria mãe!

Theo ficou na UTI… foram 8 dias de muita batalha DELE! Theo nasceu lutando e vencendo na vida!
A história dele seguiu… passando por separação dos pais… por medos.. inseguranças… amigos… famílias… e muito amor! Eu trabalhava e estudava… mal tinha tempo com ele… até ele completar 6 anos a nossa vida era corrida… sem folga… o nosso tempo era quando eu conseguia chegar cedo para colocá-lo para dormir.. ou nos finais de semana intercalados com o pai…

Teve a sua fase terrível na escola e muitas vezes estava eu lá ouvindo bronca da coordenadora… e no carro eu e ele conversávamos! Nunca teve repreensão… sempre teve conversa. Conversa firme… conversa sobre consequências. Eu trabalhava o dia todo e nossas conversas eram sempre no carro!

Theo sempre foi carismático e compreensivo, mas além de tudo isso.. Theo sempre foi determinado.

Decidiu que queria fazer faculdade pública e assim foi para a UNESP em Franca! Super conquista! E lá foi ele! Queria morar em república. E lá foi ele! Nós só apoiávamos!

Depois de 3 semanas ele diz que não está aguentando a vida por lá… sente falta de casa… sente falta de nós… sente que lá não é o seu lugar. Ele queria desistir… mas somente a emoção estava falando com ele… ele precisava da razão para tomar a decisão e assim decidiu: vou largar a unesp e voltar para casa.
Depois veio a decisão em fazer cursinho e prestar USP. Eram dias… finais de semanas… feriados… noites… férias… e ele lá estudando! Foram 4 meses intensos! E ele intercalava o estudar com o me ajudar a cuidar da Manu para que eu pudesse trabalhar.

(Continua nos comentários)

Alguns momentos na vida os novos impulsos surgem e nos fazem movimentar! Com ENORME prazer inicio atendimentos presencia...
04/06/2024

Alguns momentos na vida os novos impulsos surgem e nos fazem movimentar!

Com ENORME prazer inicio atendimentos presenciais em SP no Campo Belo num espaço muito querido e especial!

Ah! Continuo os atendimentos presenciais em Vinhedo!!

Hoje é o dia de celebrar os 5 anos de profundidade, coragem, maternidade, amor, intensidade e vida! Sim, Manu veio pra v...
20/03/2023

Hoje é o dia de celebrar os 5 anos de profundidade, coragem, maternidade, amor, intensidade e vida! Sim, Manu veio pra vida e  junto me trouxe mais amor, questionamentos, aprendizados e a busca intensa pela sabedoria.
Minha ariana com ascendente em escorpião e lua em touro... Manu é fogo, é terra, é água! E eu sou ar! 
Ela, meu maior desafio, meu maior aprendizado e meu maior amor em cor de rosa choque com muito glitter e brilhos!

"Mamãe, sabia que eu te amo?" Sim, meu amor! Nos amamos daqui até o infinito!

Compartilho com vocês o meu relato como mãe.Fomos para Foz do Iguaçu e levamos a Manu no passeio de barco das cataratas....
03/12/2020

Compartilho com vocês o meu relato como mãe.

Fomos para Foz do Iguaçu e levamos a Manu no passeio de barco das cataratas. Ela ficou super assustada... mas como eu não conhecia e não tinha noção de como era radical, não imaginei o que acarretaria.

Na 3a às 22h50 era o nosso voo de retorno para SP. Entramos no voo e Manuela começou a gritar desesperadamente que queria sair. Todos ficaram assustados... o Fabio decidiu que era melhor descermos apesar do avião já estar na pista. "Tripulação, de! colagem autorizada". A tripulacao da TAM foi incrível.  Nos apoiaram e nos acolheram o tempo todo. Descemos apesar de muitos reclamarem.

Na hora me senti tão envergonhada... "vão descer por causa disso?" " uma criança  desse tamanho que manda nos pais" " por isso que o mundo está desse jeito.. criança faz o que quer.." "ah se fosse meu filho".

O Theo com praticamente 15 anos saiu do avião com a pior sensação: humilhação. Chorou de raiva... sentia muita raiva...  nunca o tinha visto daquela forma.

Descemos finalmente e fomos para o hotel. Todos exaustos emocionalmente. 
Manu e eu mal dormirmos.. ela estava muito agitada e com medo...
Como disse antes, o pessoal da TAM foi incrível! Mudamos o nosso voo para o dia seguinte às 9h da manhã. 

E assim fomos... check-in, despacha as malas, vistorias, espera... e quando fomos para a fila para embarcamos.... Manu começa a chorar novamente... Eu, psicóloga que atende crianças, achei que seria capaz de reverter a situação...
Conversei... expliquei... acolhi e nada ... Manuela estava com medo. Fui a última a entrar no voo com ela... gritava... sentei... ela se debatia... implorava para sair... gritava, chorava... E eu não podia imaginar a minha filha por 1h20 dessa forma... o que tudo isso poderia gerar nela...

Então decidimos descer. O Theo foi sozinho para SP e meu coração ficou tão pequeno... sensação de ser incapaz como mãe... chorei muito...
O Fabio foi super parceiro, bancando o tempo todo o bem estar da nossa filha.
E aqui estamos! Depois de 7h de carro de Foz até Londrina, agora partimos rumo à Guarulhos para pegar o nosso carro no aeroporto. Mais 6h de carro.
(Continua nos comentários)

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10/10/2020

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Conversar sobre tempo de tela é falar de privilégio. "Distribuição de tempo de tela traduz uma inequidade social absurda. O uso fortalecedor da tecnologia é proporcional ao privilégio social. Quanto mais você sobre na escala social, mais chance de a criança ter repertório, de ter uma experiência esclarecedora na internet", diz Mariana Ochs, coordenadora do , programa do Instituto Palavra Aberta criado para capacitar e engajar a sociedade no processo de educação midiática dos jovens.
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Para pensar na relação dos pequenos com a internet, um bom questionamento a se fazer é: você deixaria uma criança sozinha na rua? "Precisamos ajudar a criança a construir autonomia. Para isso, você vai junto, orienta, constrói passo a passo, vai soltando aos poucos a criança no ambiente público. A internet também é um ambiente público." E, claro, dá trabalho fazer isso, mas é nosso papel. "Não adianta proibir uso de telas, precisamos transformar em conversa. A gente não pode terceirizar a responsabilidade dessa bagunça que a gente está vivendo. Tudo bem que o design e a governança são importantes, mas precisamos formar leitores melhores para esse ambiente", diz.
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Não vale, também, culpar pais, mães e cuidadores. "Agora que não temos muita escolha, entendo que tempo de tela está liberado." De novo, não é sobre tempo, mas sobre bom senso, qualidade e finalidade da experiência. "É olhar para a tecnologia como possibilidade de colaboração. Tem idades apropriadas pra poder falar de certas coisas. Se você não ensina, se não media a entrada das crianças no ambiente digital, cria um consumidor passivo e perde uma oportunidade de educar para um uso consciente e educador da tecnologia." Estamos prontos para incluir a conversa sobre internet no dia a dia dos pequenos?
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Reportagem do jornal  traz um alerta importante sobre o isolamento. “Tudo isso faz com que a situação se torne insuportá...
10/07/2020

Reportagem do jornal traz um alerta importante sobre o isolamento.

“Tudo isso faz com que a situação se torne insuportável em algum momento e passa a ser uma questão de o quanto vale a pena detonar a saúde mental para preservar a saúde física”

"Eu sou aquela mulhera quem o tempomuito ensinou. Ensinou a amar a vida.Não desistir da luta.Recomeçar na derrota.Renunc...
14/06/2020

"Eu sou aquela mulher
a quem o tempo
muito ensinou.

Ensinou a amar a vida.
Não desistir da luta.
Recomeçar na derrota.
Renunciar a palavras e pensamentos negativos.
Acreditar nos valores humanos.
Ser otimista.

Creio numa força imanente
que vai ligando a família humana
numa corrente luminosa
da fraternidade universal.
Creio na solidariedade humana.
Creio na superação dos erros
e angústias do presente.

Acredito nos moços.
Exalto sua confiança,
generosidade e idealismo.
Creio nos milagres da ciência
e na descoberta de uma profilaxia
futura dos erros e violências do presente.

Aprendi que mais vale lutar
do que recolher dinheiro fácil.
Antes acreditar do que duvidar."
(CORALINA, Cora)

Que venha no mínimo mais 40!!!

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Vinhedo, SP
13280-000

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