30/07/2026
from Dr. Barakat - CRM SP 68874 Você conhece alguém que “está magro”, mas tem pressão alta, gordura no fígado, colesterol alterado ou pré-diabetes?
Isso acontece porque peso e saúde não são sinônimos.
Um estudo publicado em fevereiro analisou uma nova forma de diagnosticar a obesidade, considerando não apenas o IMC, mas também o excesso de gordura corporal e seu impacto na saúde. Utilizando os critérios de Excess Adiposity, quase 3 em cada 5 adultos americanos seriam classificados como obesos, uma prevalência maior do que a estimada apenas pelo IMC. Além disso, mais de um quarto das pessoas com IMC considerado normal preenchia critérios para obesidade quando avaliadas de forma mais completa.
O IMC é útil para rastreamento populacional, mas não diferencia músculo de gordura nem mostra onde ela está localizada. A gordura visceral, acumulada ao redor dos órgãos, está fortemente associada ao aumento do risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, esteatose hepática e outras alterações metabólicas.
Na prática, uma boa avaliação vai muito além da balança. Circunferência abdominal, composição corporal, exames laboratoriais e hábitos de vida são peças do mesmo quebra-cabeça.
Por isso, emagrecimento saudável não significa apenas perder quilos, mas reduzir gordura preservando massa muscular e melhorando a saúde metabólica. Alimentação rica em proteínas e fibras, treino de força, sono adequado e manejo do estresse continuam sendo a base.
Quando bem indicados, medicamentos como os análogos de GLP-1 e os agonistas duplos, como semaglutida e tirzepatida, podem ser ferramentas valiosas. Mas eles não substituem mudanças no estilo de vida e devem fazer parte de um plano individualizado, com acompanhamento profissional.
Outra estratégia que pode beneficiar pacientes selecionados é o jejum intermitente. Quando realizado com orientação, ele pode facilitar o controle glicêmico, melhorar a sensibilidade à insulina e favorecer a flexibilidade metabólica.