30/07/2026
Ao ler o novo consenso publicado no The Lancet, uma recomendação chamou minha atenção mais do que qualquer orientação sobre proteína, fibras ou hidratação.
O documento reconhece que quando a comida deixa de ocupar o espaço que ocupava antes, algumas pessoas podem enfrentar dificuldades emocionais e comportamentais que vão muito além da fome.
Na minha leitura, esse é um dos recados mais importantes da publicação.
Ele reforça que o sucesso do tratamento não depende apenas da resposta à medicação, mas também da forma como o paciente aprende a lidar com essa nova realidade.
É nesse ponto que o comportamento alimentar ganha protagonismo.
Porque aprender a construir novos hábitos, reconhecer gatilhos e encontrar outras formas de lidar com as emoções não é um detalhe do tratamento. É parte dele.🤍