02/04/2026
𝐇𝐨𝐣𝐞, 𝟐 𝐝𝐞 𝐚𝐛𝐫𝐢𝐥, 𝐜𝐞𝐥𝐞𝐛𝐫𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐨 𝐃𝐢𝐚 𝐌𝐮𝐧𝐝𝐢𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐂𝐨𝐧𝐬𝐜𝐢𝐞𝐧𝐭𝐢𝐳𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐨 𝐀𝐮𝐭𝐢𝐬𝐦𝐨.
Em Cabo Verde, ainda existe muito silêncio, mitos e até dor escondido horas k assunto é autismo.
Alguns famílias tá vive diagnóstico ku medo, vergonha e culpa. Txeu crianças é incompreendidas na escola, julgadas na rua ou odjados como mal-educadas quando, na verdade, apenas és sta comunica de forma diferente.
N trazi um pequeno artigo reflexivo na linguagem simples, baseada na evidências científ**as pá cabo-verdianos conxi midjor, desenvolve emaptia e humanidade relacionado à és tema.
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Autismo é ka falta de educação, é ka birra, é ka má criação e muito menos resultado de falha de pais e encarregados de educação.
Autismo é um condison de neurodesenvolvimento, k ker dizer que cérebro de um pessoa ku autismo tá funciona de forma diferente desde muito cedo. Criança ku autismo tá perfebe mundo a se volta, pessoas, sons, estímulos, emoções de se próprio forma ou manera.
Se nome científico é Transtorno do Espectro do Autismo.
Nu tá txomal de espectro pmd existe e é tá manifesta de diferentes formas. Alguns crianças têm más dificuldade na comunica e interage ku pessoas, otus tá aprese ta maior sensibilidade ku sons, luz ou mudança na rotina e otus podi têm interesse específico e txeu intenso. Cada criança autista el ÚNICO/A.
𝐊𝐮𝐳𝐞 𝐤 𝐦𝐮𝐧𝐭𝐢 𝐚𝐥𝐠𝐮𝐞́𝐦 𝐧𝐚 𝐂𝐚𝐛𝐨 𝐕𝐞𝐫𝐝𝐞 𝐢𝐧𝐝𝐚 𝐤𝐚 𝐬𝐚𝐛𝐞?
Autismo é ka doença k tá pega. É ka tá surge pá falta de amor. É ka falta de limites. É ka castigo. É ka preguiça. É ka algo k tá desaparece ku tempo sem apoio. Autismo tá fazi parte da diversidade humana.
Segundo ciência, autismo tem forte base neurobiológica e genética. Estudos na neurociência tá demostra txeu diferenças na forma kes tá processa sensações( ou seja, processamento sensorial, na comunicação social e na flexibilidade cognitiva (Lord et al., 2020).
Horas k um criança ka tá responde pá se nome, tá evita odja na odjo, tá prefere br**ca el só, tem dificuldade na expressa kuze ke sa xinte ou reage de forma intensa a mudanças, ka signif**a má é ka kre relaciona. Txeu bes, signif**a me ka sabi modi ke tá relaciona sima sociedade tá spera. É mesti de compreensão, não de julgamento.
𝐏𝐞𝐬𝐨 𝐝𝐢 𝐞𝐬𝐭𝐢𝐠𝐦𝐚 𝐧𝐚 𝐂𝐚𝐛𝐨 𝐕𝐞𝐫𝐝𝐞
Na txeu contextos cabo-verdianos, ainda existe receio de djobi um psicólogo ou aceita diagnóstico de autismo. Alguns famílias tá secundi dificuldade da criança pá medo de kuze k alguém tá fla, mas secundo ka tá protege a criança. K tá protege criança é conhecimento, apoio e um intervenção cedo.
𝐇𝐨𝐫𝐚𝐬 𝐤 𝐚𝐮𝐭𝐢𝐬𝐦𝐨 𝐞́ 𝐤𝐚 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐫𝐞𝐞𝐧𝐝𝐢𝐝𝐨:
1. Criança pode ser rotulada de mal comportada;
2. Pais pode ser injustamente culpabilizados;
3. Escola pode interpreta dificuldades como desinteresse;
4. Criança pode cresce sentindo que há algo errado kual.
Maior sofrimento txeu bes ka tá bem de autismo, mas de rejeição da sociedade.
𝐒𝐢𝐧𝐚𝐢𝐬 𝐝𝐞 𝐀𝐮𝐭𝐢𝐬𝐦𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐏𝐚𝐢𝐬 𝐞 𝐄𝐝𝐮𝐜𝐚𝐝𝐨𝐫𝐞𝐬 𝐝𝐞𝐯𝐞 𝐟𝐢𝐜𝐚 𝐚𝐭𝐞𝐧𝐭𝐨, 𝐩𝐦𝐝 𝐤𝐞𝐬 𝐩𝐫𝐢𝐦𝐞𝐢𝐫𝐨𝐬 𝐬𝐢𝐧𝐚𝐢𝐬 𝐩𝐨𝐝𝐞 𝐬𝐮𝐫𝐠𝐞 𝐧𝐚 𝐤𝐞𝐬 𝐩𝐫𝐢𝐦𝐞𝐢𝐫𝐨𝐬 𝐚𝐧𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐯𝐢𝐝𝐚 𝐝𝐚 𝐜𝐫𝐢𝐚𝐧𝐜̧𝐚:
1. Poku contato visual;
2. Dificuldade na comunica ou atraso na fala;
3. Ka tá responde horas ke txomado pá se nomi;
4. Tá prifere br**ca el só;
5. Movimentos repetitivos sima balança corpo ou mon.
6. Txeu desconforto ku mudanças de rotina;
7. Sensibilidade intensa a barulho, toque ou luz;
8. Interesses txeu específicos e intensos;
9. Dificuldade na compreende ses emoções ou expressar sentimentos.
Sta ku um ou otu sinal ka signif**a me sta ku autismo, mas é importante djobi um avaliação profissional (médico, neuropsicólogo, psiquiatra, psicólogo).
Diagnóstico é ka um rótulo negativo. É um porta pá compreende midjor a criança e ajudal a desenvolve se potencial.
𝐊𝐮𝐳𝐞 𝐤 𝐂𝐢𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐭𝐚́ 𝐟𝐥𝐚𝐧𝐨?
A investigação científ**a tá mostrano que intervenção precoce tá midjora signif**ativamente o desenvolvimento na comunicação, autonomia e adaptação social (Dawson et al., 2010).
Ku apoio dreto, txeu crianças autistas tá desenvolve competências importantes pá se vida escolar, social e profissional.
Cérebro tem um kuza l txoma: plasticidade, ou seja, capacidade de prendi e adapta.
Horas k família, escola e profissionais trabadja djunto, criança tá xinte mas seguro pe cresci.
𝐏𝐨𝐢𝐬:
𝐔𝐦 𝐜𝐫𝐢𝐚𝐧𝐜̧𝐚 𝐚𝐮𝐭𝐢𝐬𝐭𝐚 𝐤𝐚 𝐩𝐫𝐞𝐜𝐢𝐬𝐚 𝐝𝐞 𝐩𝐞𝐧𝐚. 𝐄́ 𝐩𝐫𝐞𝐜𝐢𝐬𝐚 𝐝𝐞:
Respeito;
Professores informado;
Colegas sensibilizados;
Adultos que não julgam;
Espaço para ser quem é.
Inclusão ka é apenas poi criança na sala de aula. Inclusão é adaptar ambiente pá k a criança consiga aprender e participar.
𝐏𝐚𝐢𝐬 𝐞 𝐞𝐧𝐜𝐚𝐫𝐫𝐞𝐠𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐞𝐝𝐮𝐜𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨:
Si bu fidjo ou familia tem autismo, sabe ma:
Bu ka sta sozinho;
Bu ka fadja como pai ou mãe;
Bu fidjo ka sta perdido;
Bu fidjo ka sta condenado a uma vida limitado;
Bu fidjo tem se propi forma e manera de xinte mundo a se volta.
Txeu crianças autistas ts. grande sensibilidade, memória, criatividade, atenção na detalhe e autenticidade.
Mas importante prendi comunica ku criança dento de se propi linguagem.
Aceita diagnóstico ka signif**a desisti.
Signif**a começa tá compreende.
Procura apoio psicológico e psicopedagógico pode djudal desenvolve competências sociais, emocionais e adaptativas importantes para se vida.
Talvez maior desafio ka é autismo.
Talvez maior desafio é a forma k sociedade tá reage a kel ke diferente.
Horas k nu odja um criança autista ku empatia, nu tá dexa de odja apenas dificuldades e começa tá odja possibilidades.
𝐂𝐨𝐧𝐬𝐜𝐢𝐞𝐧𝐭𝐢𝐳𝐚𝐫 𝐞́ 𝐡𝐮𝐦𝐚𝐧𝐢𝐳𝐚𝐫.
E humanizar é reconhece k cada criança merece ser vista, compreendida e respeitada.
Hoje, no Dia Mundial da Conscientização do Autismo, que possamos substituir o julgamento pela curiosidade, o preconceito pela informação e o afastamento pela presença.
𝐏𝐨𝐫𝐪𝐮𝐞 𝐭𝐨𝐝𝐚 𝐜𝐫𝐢𝐚𝐧𝐜̧𝐚 𝐦𝐞𝐫𝐞𝐜𝐞 𝐩𝐞𝐫𝐭𝐞𝐧𝐜𝐞𝐫.
Odair Mendonça Semedo
Licenciado em Psicologia, Vertente Clínica e da Saúde.
Pós-graduado em Ensino da EMRC.
Psicólogo de crianças e adolescentes.
Capacitado em Promoção da Saúde Mental. Saúde Mental na Escola. Autoconhecimento e Inteligência Emocional.
Mestrando em Psicologia Clínica e da Saúde.
𝐑𝐄𝐅𝐄𝐑𝐄̂𝐍𝐂𝐈𝐀𝐒 𝐁𝐈𝐁𝐋𝐈𝐎𝐆𝐑𝐀́𝐅𝐈𝐂𝐀𝐒 (𝐀𝐏𝐀 𝟕ª 𝐞𝐝𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨)
American Psychiatric Association. (2022). Diagnostic and statistical manual of mental disorders(5th ed., text rev.). American Psychiatric Publishing.
Dawson, G., Rogers, S., Munson, J., Smith, M., Winter, J., Greenson, J., Donaldson, A., & Varley, J. (2010). Randomized controlled trial of an intervention for toddlers with autism. Pediatrics, 125(1), e17 e23.
[https://doi.org/10.1542/peds.2009-0958](https://doi.org/10.1542/peds.2009-0958)
Lord, C., Brugha, T., Charman, T., Cusack, J., Dumas, G., Frazier, T., Jones, E., Pickles, A., State, M., Taylor, J., & Veenstra VanderWeele, J. (2020). Autism spectrum disorder. Nature Reviews Disease Primers, 6(5).
[https://doi.org/10.1038/s41572-019-0138-4](https://doi.org/10.1038/s41572-019-0138-4)
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