Odair Mendonça Psicólogo

Odair Mendonça Psicólogo Acolho quem precisa de ajuda para enfrentar a ansiedade, os conflitos, as dificuldades emocionais e familiares.
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Psicoterapia baseada na ciência, com ética, sigilo e humanidade.

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𝐀 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐨𝐬𝐭𝐚 𝐞́ 𝐬𝐢𝐦. 𝐄 𝐭𝐚𝐥𝐯𝐞𝐳 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐟𝐮𝐭𝐮𝐫𝐨 𝐝𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐧𝐮𝐧𝐜𝐚Durante muitos anos, acreditou-se que a Psicologia era uma profissão...
31/07/2026

𝐀 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐨𝐬𝐭𝐚 𝐞́ 𝐬𝐢𝐦. 𝐄 𝐭𝐚𝐥𝐯𝐞𝐳 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐟𝐮𝐭𝐮𝐫𝐨 𝐝𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐧𝐮𝐧𝐜𝐚

Durante muitos anos, acreditou-se que a Psicologia era uma profissão com poucas oportunidades. Hoje, a realidade é diferente. O crescimento dos problemas de saúde mental, o aumento da procura por apoio psicológico e a valorização do bem-estar fizeram da Psicologia uma das áreas da saúde com maior necessidade de profissionais qualificados em vários países.

𝐀 𝐎𝐫𝐠𝐚𝐧𝐢𝐳𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐌𝐮𝐧𝐝𝐢𝐚𝐥 𝐝𝐚 𝐒𝐚𝐮́𝐝𝐞 alerta que existe uma escassez significativa de profissionais de saúde mental, sobretudo em países de baixo e médio rendimento, onde milhões de pessoas ainda não conseguem receber os cuidados de que precisam. Isto significa que o desafio não é a falta de necessidade de psicólogos. Pelo contrário, ainda existem muitas pessoas sem acesso a acompanhamento psicológico.

Além da clínica, o psicólogo pode 𝐚𝐭𝐮𝐚𝐫 𝐞𝐦 𝐞𝐬𝐜𝐨𝐥𝐚𝐬, 𝐡𝐨𝐬𝐩𝐢𝐭𝐚𝐢𝐬, 𝐞𝐦𝐩𝐫𝐞𝐬𝐚𝐬, 𝐭𝐫𝐢𝐛𝐮𝐧𝐚𝐢𝐬, 𝐟𝐨𝐫𝐜̧𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐬𝐞𝐠𝐮𝐫𝐚𝐧𝐜̧𝐚, 𝐩𝐫𝐨𝐣𝐞𝐭𝐨𝐬 𝐬𝐨𝐜𝐢𝐚𝐢𝐬, 𝐮𝐧𝐢𝐯𝐞𝐫𝐬𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬, 𝐢𝐧𝐯𝐞𝐬𝐭𝐢𝐠𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐜𝐢𝐞𝐧𝐭𝐢́𝐟𝐢𝐜𝐚, 𝐝𝐞𝐬𝐩𝐨𝐫𝐭𝐨, 𝐫𝐞𝐜𝐮𝐫𝐬𝐨𝐬 𝐡𝐮𝐦𝐚𝐧𝐨𝐬, 𝐨𝐫𝐢𝐞𝐧𝐭𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐩𝐫𝐨𝐟𝐢𝐬𝐬𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥, 𝐩𝐬𝐢𝐜𝐨𝐥𝐨𝐠𝐢𝐚 𝐟𝐨𝐫𝐞𝐧𝐬𝐞, 𝐧𝐞𝐮𝐫𝐨𝐩𝐬𝐢𝐜𝐨𝐥𝐨𝐠𝐢𝐚, 𝐫𝐞𝐚𝐛𝐢𝐥𝐢𝐭𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨, 𝐬𝐚𝐮́𝐝𝐞 𝐩𝐮́𝐛𝐥𝐢𝐜𝐚 𝐞 𝐞𝐦 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐚𝐬 𝐨𝐮𝐭𝐫𝐚𝐬 𝐚́𝐫𝐞𝐚𝐬. A profissão tornou-se cada vez mais diversificada e acompanha as necessidades da sociedade.

É importante também dizer a verdade. Ter um 𝐝𝐢𝐩𝐥𝐨𝐦𝐚, por si só, não garante sucesso em nenhuma profissão. O mercado procura profissionais 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐞𝐭𝐞𝐧𝐭𝐞𝐬, 𝐞́𝐭𝐢𝐜𝐨𝐬, 𝐚𝐭𝐮𝐚𝐥𝐢𝐳𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐞 𝐜𝐚𝐩𝐚𝐳𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐩𝐫𝐨𝐝𝐮𝐳𝐢𝐫 𝐫𝐞𝐬𝐮𝐥𝐭𝐚𝐝𝐨𝐬. Quem investe em formação contínua, experiência prática e desenvolvimento de competências dificilmente ficará sem oportunidades.

Se estás no último ano de escolaridade e pensas seguir 𝐏𝐬𝐢𝐜𝐨𝐥𝐨𝐠𝐢𝐚, não escolhas porque apenas 𝐠𝐨𝐬𝐭𝐚𝐬 𝐝𝐞 𝐨𝐮𝐯𝐢𝐫 𝐩𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚𝐬. Escolhe porque tens interesse em 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐫𝐞𝐞𝐧𝐝𝐞𝐫 𝐨 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐨𝐫𝐭𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐡𝐮𝐦𝐚𝐧𝐨, 𝐛𝐚𝐬𝐞𝐚𝐫 𝐚𝐬 𝐭𝐮𝐚𝐬 𝐝𝐞𝐜𝐢𝐬𝐨̃𝐞𝐬 𝐧𝐚 𝐜𝐢𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐞 𝐝𝐞𝐝𝐢𝐜𝐚𝐫-𝐭𝐞 𝐚 𝐦𝐞𝐥𝐡𝐨𝐫𝐚𝐫 𝐚 𝐯𝐢𝐝𝐚 𝐝𝐚𝐬 𝐩𝐞𝐬𝐬𝐨𝐚𝐬.

A Psicologia não é apenas uma profissão. É um compromisso com o conhecimento, com a ética e com o desenvolvimento humano.

Se este conteúdo esclareceu a tua dúvida, segue a página para mais informações baseadas na ciência e partilha esta publicação com aquele estudante que ainda se pergunta se a Psicologia tem futuro. Talvez esta leitura seja o primeiro passo para uma grande decisão.

𝐑𝐞𝐟𝐞𝐫𝐞̂𝐧𝐜𝐢𝐚𝐬 (𝐀𝐏𝐀 𝟕.ª 𝐞𝐝𝐢𝐜̧𝐚̃𝐨)

Organisation for Economic Co-operation and Development. (2025). 𝑴𝒆𝒏𝒕𝒂𝒍 𝒉𝒆𝒂𝒍𝒕𝒉 𝒑𝒓𝒐𝒎𝒐𝒕𝒊𝒐𝒏 𝒂𝒏𝒅 𝒑𝒓𝒆𝒗𝒆𝒏𝒕𝒊𝒐𝒏: 𝑻𝒉𝒆 𝒆𝒎𝒆𝒓𝒈𝒆𝒏𝒄𝒆 𝒐𝒇 𝒎𝒆𝒏𝒕𝒂𝒍 𝒊𝒍𝒍-𝒉𝒆𝒂𝒍𝒕𝒉 𝒂𝒏𝒅 𝒊𝒕𝒔 𝒔𝒐𝒄𝒊𝒆𝒕𝒂𝒍 𝒂𝒏𝒅 𝒆𝒄𝒐𝒏𝒐𝒎𝒊𝒄 𝒊𝒎𝒑𝒂𝒄𝒕𝒔.
[https://www.oecd.org/en/publications/mental-health-promotion-and-prevention_88bbe914-en/full-report/the-emergence-of-mental-ill-health-and-its-societal-and-economic-impacts_58ba7a97.html](https://www.oecd.org/en/publications/mental-health-promotion-and-prevention_88bbe914-en/full-report/the-emergence-of-mental-ill-health-and-its-societal-and-economic-impacts_58ba7a97.html)

U.S. Bureau of Labor Statistics. (2025). 𝑶𝒄𝒄𝒖𝒑𝒂𝒕𝒊𝒐𝒏𝒂𝒍 𝒐𝒖𝒕𝒍𝒐𝒐𝒌 𝒉𝒂𝒏𝒅𝒃𝒐𝒐𝒌: 𝑷𝒔𝒚𝒄𝒉𝒐𝒍𝒐𝒈𝒊𝒔𝒕𝒔. [https://www.bls.gov/ooh/life-physical-and-social-science/psychologists.htm](https://www.bls.gov/ooh/life-physical-and-social-science/psychologists.htm)

World Health Organization. (2011). 𝑯𝒖𝒎𝒂𝒏 𝒓𝒆𝒔𝒐𝒖𝒓𝒄𝒆𝒔 𝒇𝒐𝒓 𝒎𝒆𝒏𝒕𝒂𝒍 𝒉𝒆𝒂𝒍𝒕𝒉: 𝑾𝒐𝒓𝒌𝒇𝒐𝒓𝒄𝒆 𝒔𝒉𝒐𝒓𝒕𝒂𝒈𝒆𝒔 𝒊𝒏 𝒍𝒐𝒘- 𝒂𝒏𝒅 𝒎𝒊𝒅𝒅𝒍𝒆-𝒊𝒏𝒄𝒐𝒎𝒆 𝒄𝒐𝒖𝒏𝒕𝒓𝒊𝒆𝒔. [https://www.who.int/publications/i/item/9789241501019](https://www.who.int/publications/i/item/9789241501019)

World Health Organization. (2022). *
𝑾𝑯𝑶 𝒈𝒖𝒊𝒅𝒆𝒍𝒊𝒏𝒆𝒔 𝒐𝒏 𝒎𝒆𝒏𝒕𝒂𝒍 𝒉𝒆𝒂𝒍𝒕𝒉 𝒂𝒕 𝒘𝒐𝒓𝒌. 𝑾𝒐𝒓𝒍𝒅 𝑯𝒆𝒂𝒍𝒕𝒉 𝑶𝒓𝒈𝒂𝒏𝒊𝒛𝒂𝒕𝒊𝒐𝒏. World Health Organization. [https://www.who.int/publications/i/item/9789240053052](https://www.who.int/publications/i/item/9789240053052)





No meu dia a dia no atendimento clínico, nas oficinas das emoções e sentimentos com crianças do nosso país e intervençõe...
29/07/2026

No meu dia a dia no atendimento clínico, nas oficinas das emoções e sentimentos com crianças do nosso país e intervenções nas escolas venho observando um cenário que me preocupa profundamente: a 𝐢𝐦𝐞𝐧𝐬𝐚 𝐝𝐢𝐟𝐢𝐜𝐮𝐥𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐨𝐬 𝐩𝐞𝐪𝐮𝐞𝐧𝐨𝐬 𝐭𝐞̂𝐦 𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐜𝐨𝐧𝐡𝐞𝐜𝐞𝐫, 𝐧𝐨𝐦𝐞𝐚𝐫 𝐞 𝐞𝐱𝐩𝐫𝐞𝐬𝐬𝐚𝐫 𝐚𝐪𝐮𝐢𝐥𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐞𝐧𝐭𝐞𝐦.

Muitas vezes, a raiva vira um comportamento reativo, a tristeza transforma-se num isolamento silencioso e o medo expressa-se através de dores corporais repentinas. Isso acontece porque a criança sente tudo com muita 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐧𝐬𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞, mas ainda não possui o vocabulário 𝐯𝐨𝐜𝐚𝐛𝐮𝐥𝐚́𝐫𝐢𝐨 𝐞𝐦𝐨𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 necessário para nos dizer o que se passa no seu 𝐦𝐮𝐧𝐝𝐨 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐧𝐨.

​Ninguém nasce a saber o que é a frustração, a ansiedade ou o ciúme. Assim como nos dedicamos com tanto empenho a 𝐞𝐧𝐬𝐢𝐧𝐚𝐫 𝐨 𝐚𝐥𝐟𝐚𝐛𝐞𝐭𝐨, 𝐚 𝐥𝐞𝐢𝐭𝐮𝐫𝐚 𝐞 𝐨𝐬 𝐧𝐮́𝐦𝐞𝐫𝐨𝐬, 𝐩𝐫𝐞𝐜𝐢𝐬𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐫𝐞𝐞𝐧𝐝𝐞𝐫 𝐪𝐮𝐞 𝐚 𝐚𝐥𝐟𝐚𝐛𝐞𝐭𝐢𝐳𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐞𝐦𝐨𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥 𝐭𝐚𝐦𝐛𝐞́𝐦 𝐞𝐱𝐢𝐠𝐞 𝐞𝐧𝐬𝐢𝐧𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨, 𝐚𝐭𝐞𝐧𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐞 𝐩𝐚𝐜𝐢𝐞̂𝐧𝐜𝐢a.

A infância é, sem dúvida, 𝐨 𝐛𝐞𝐫𝐜̧𝐨 𝐝𝐞 𝐭𝐨𝐝𝐚 𝐚 𝐧𝐨𝐬𝐬𝐚 𝐯𝐢𝐝𝐚 𝐚𝐝𝐮𝐥𝐭𝐚. Quando não ajudamos uma criança a 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐫𝐞𝐞𝐧𝐝𝐞𝐫 𝐚𝐬 𝐬𝐮𝐚𝐬 𝐞𝐦𝐨𝐜̧𝐨̃𝐞𝐬 𝐡𝐨𝐣𝐞, estamos, sem perceber, a 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚𝐫 𝐚𝐝𝐮𝐥𝐭𝐨𝐬 𝐜𝐨𝐦 𝐠𝐫𝐚𝐧𝐝𝐞𝐬 𝐝𝐢𝐟𝐢𝐜𝐮𝐥𝐝𝐚𝐝𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐠𝐮𝐥𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐞𝐦𝐨𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐥, 𝐜𝐨𝐦 𝐦𝐞𝐝𝐨𝐬 𝐚𝐜𝐮𝐦𝐮𝐥𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐞 𝐜𝐨𝐦 𝐛𝐚𝐫𝐫𝐞𝐢𝐫𝐚𝐬 𝐢𝐧𝐯𝐢𝐬𝐢́𝐯𝐞𝐢𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐭𝐫𝐮𝐢𝐫 𝐫𝐞𝐥𝐚𝐜𝐢𝐨𝐧𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐬𝐚𝐮𝐝𝐚́𝐯𝐞𝐢𝐬 𝐧𝐨 𝐟𝐮𝐭𝐮𝐫𝐨.

Como 𝐬𝐨𝐜𝐢𝐞𝐝𝐚𝐝𝐞, costumamos exigir com frequência que as crianças 𝐬𝐞 𝐚𝐜𝐚𝐥𝐦𝐞𝐦, 𝐦𝐚𝐬 𝐫𝐚𝐫𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐧𝐨𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐞𝐧𝐬𝐢𝐧𝐚𝐫 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐬𝐞 𝐟𝐚𝐳 𝐢𝐬𝐬𝐨 𝐧𝐚 𝐩𝐫𝐚́𝐭𝐢𝐜𝐚.

​A boa notícia é que este caminho de transformação começa nas 𝐩𝐞𝐪𝐮𝐞𝐧𝐚𝐬 𝐚𝐭𝐢𝐭𝐮𝐝𝐞𝐬 𝐝𝐨 𝐧𝐨𝐬𝐬𝐨 𝐪𝐮𝐨𝐭𝐢𝐝𝐢𝐚𝐧𝐨. O primeiro passo para mudar essa realidade passa por 𝐯𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐫 𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐚 𝐜𝐫𝐢𝐚𝐧𝐜̧𝐚 𝐬𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐚𝐧𝐭𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐭𝐞𝐧𝐭𝐚𝐫 𝐜𝐨𝐫𝐫𝐢𝐠𝐢𝐫 𝐨 𝐬𝐞𝐮 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐨𝐫𝐭𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨, uma questão que já tinha abordado aqui em um dos meus vídeos.

Em vez de dizermos frases como "𝐧𝐚̃𝐨 𝐜𝐡𝐨𝐫𝐞 𝐩𝐨𝐫 𝐞𝐬𝐬𝐚 𝐛𝐨𝐛𝐚𝐠𝐞𝐦", podemos acolher dizendo "𝐞𝐮 𝐯𝐞𝐣𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐟𝐢𝐜𝐚𝐬𝐭𝐞 𝐜𝐡𝐚𝐭𝐞𝐚𝐝𝐨 𝐞 𝐞𝐧𝐭𝐞𝐧𝐝𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐢𝐬𝐬𝐨 𝐝𝐨𝐚". 𝐐𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐯𝐚𝐥𝐢𝐝𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐚 𝐞𝐦𝐨𝐜̧𝐚̃𝐨, 𝐚 𝐜𝐫𝐢𝐚𝐧𝐜̧𝐚 𝐬𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐪𝐮𝐞 𝐞́ 𝐨𝐮𝐯𝐢𝐝𝐚 𝐞 𝐬𝐞𝐠𝐮𝐫𝐚.

​A par dessa validação, cabe-nos a 𝐦𝐢𝐬𝐬𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐚𝐣𝐮𝐝𝐚𝐫 𝐚 𝐝𝐚𝐫 𝐧𝐨𝐦𝐞 𝐚𝐨 𝐬𝐞𝐧𝐭𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨. Nos momentos em que a criança estiver dominada pela agitação ou pelo choro, podemos oferecer-lhe as palavras que lhe faltam, perguntando, 𝐩𝐨𝐫 𝐞𝐱𝐞𝐦𝐩𝐥𝐨, 𝐬𝐞 𝐚𝐪𝐮𝐢𝐥𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐥𝐚 𝐬𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐞́ 𝐫𝐚𝐢𝐯𝐚 𝐩𝐨𝐫 𝐚𝐥𝐠𝐨 𝐧𝐚̃𝐨 𝐭𝐞𝐫 𝐜𝐨𝐫𝐫𝐢𝐝𝐨 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐞𝐬𝐩𝐞𝐫𝐚𝐯𝐚. Essa simples atitude ajuda 𝐨 𝐜𝐞́𝐫𝐞𝐛𝐫𝐨 𝐢𝐧𝐟𝐚𝐧𝐭𝐢𝐥 𝐚 𝐨𝐫𝐠𝐚𝐧𝐢𝐳𝐚𝐫 𝐨 𝐜𝐚𝐨𝐬 𝐢𝐧𝐭𝐞𝐫𝐧𝐨.

Além disso, precisamos lembrar constante e humildemente que nós, 𝐚𝐝𝐮𝐥𝐭𝐨𝐬, 𝐬𝐨𝐦𝐨𝐬 𝐨 𝐩𝐫𝐢𝐧𝐜𝐢𝐩𝐚𝐥 𝐦𝐨𝐝𝐞𝐥𝐨 𝐝𝐞 𝐫𝐞𝐠𝐮𝐥𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨. 𝐀𝐬 𝐜𝐫𝐢𝐚𝐧𝐜̧𝐚𝐬 𝐚𝐩𝐫𝐞𝐧𝐝𝐞𝐦 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐚 𝐨𝐛𝐬𝐞𝐫𝐯𝐚𝐫 𝐚 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐧𝐨́𝐬 𝐥𝐢𝐝𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐜𝐨𝐦 𝐚 𝐧𝐨𝐬𝐬𝐚 𝐩𝐫𝐨́𝐩𝐫𝐢𝐚 𝐟𝐫𝐮𝐬𝐭𝐫𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐞 𝐜𝐚𝐧𝐬𝐚𝐜̧𝐨 𝐝𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐚 𝐨𝐮𝐯𝐢𝐫 𝐚𝐬 𝐧𝐨𝐬𝐬𝐚𝐬 𝐫𝐞𝐠𝐫𝐚𝐬 𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐞𝐥𝐡𝐨𝐬.

​Ajudar uma criança a 𝐜𝐨𝐦𝐩𝐫𝐞𝐞𝐧𝐝𝐞𝐫 𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐬𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐧𝐚̃𝐨 𝐬𝐢𝐠𝐧𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚 𝐦𝐢𝐦𝐚́-𝐥𝐚 𝐨𝐮 𝐜𝐞𝐝𝐞𝐫 𝐚 𝐭𝐨𝐝𝐚𝐬 𝐚𝐬 𝐬𝐮𝐚𝐬 𝐯𝐨𝐧𝐭𝐚𝐝𝐞𝐬. Significa oferecer-lhe 𝐚𝐬 𝐟𝐞𝐫𝐫𝐚𝐦𝐞𝐧𝐭𝐚𝐬 𝐩𝐬𝐢𝐜𝐨𝐥𝐨́𝐠𝐢𝐜𝐚𝐬 𝐧𝐞𝐜𝐞𝐬𝐬𝐚́𝐫𝐢𝐚𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐜𝐫𝐞𝐬𝐜̧𝐚 𝐝𝐞 𝐟𝐨𝐫𝐦𝐚 𝐟𝐨𝐫𝐭𝐞, 𝐫𝐞𝐬𝐢𝐥𝐢𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐞 𝐦𝐞𝐧𝐭𝐚𝐥𝐦𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐬𝐚𝐮𝐝𝐚́𝐯𝐞𝐥.

Cuidar das emoções na infância 𝐞́ 𝐨 𝐦𝐚𝐢𝐨𝐫 𝐞 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐛𝐨𝐧𝐢𝐭𝐨 𝐢𝐧𝐯𝐞𝐬𝐭𝐢𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐩𝐨𝐝𝐞𝐦𝐨𝐬 𝐟𝐚𝐳𝐞𝐫 𝐧𝐨 𝐟𝐮𝐭𝐮𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐚𝐥𝐠𝐮𝐞́𝐦 𝐞 𝐝𝐚 𝐧𝐨𝐬𝐬𝐚 𝐩𝐫𝐨́𝐩𝐫𝐢𝐚 𝐬𝐨𝐜𝐢𝐞𝐝𝐚𝐝𝐞.

Se estas palavras ressoam no seu coração, convido-o a partilhar esta reflexão com outros pais, professores e cuidadores, para que possamos construir, juntos, 𝐮𝐦𝐚 𝐫𝐞𝐝𝐞 𝐝𝐞 𝐚𝐩𝐨𝐢𝐨 𝐜𝐚𝐝𝐚 𝐯𝐞𝐳 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐜𝐢𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐞 𝐡𝐮𝐦𝐚𝐧𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐚𝐬 𝐧𝐨𝐬𝐬𝐚𝐬 𝐜𝐫𝐢𝐚𝐧𝐜̧𝐚𝐬 e me siga para mais conteúdos de reflexão, educação psicológica, saúde mental e promoção da Saúde Mental baseada em Evidências, temas que repete na clínica e assuntos de atenção psicológica que aflige nossa gente e o mundo.

Um abraço,
𝐎𝐝𝐚𝐢𝐫 𝐌𝐞𝐧𝐝𝐨𝐧𝐜̧𝐚 𝐒𝐞𝐦𝐞𝐝𝐨.

Psicólogo Clínico. Psicólogo de Crianças e Adolescentes. Educador. Capacitado em Promoção da Saúde Mental. Saúde Mental na Escola. Autoconhecimento e Inteligência Emocional. Mestrando em Psicologia Clínica. Escritor e Poeta Cabo Verdiano. Registo Profissional: 132/2024.

Há uma pergunta que ouço muitas vezes de pais, encarregados de educação, colegas e até de outras pessoas:"Porque é que a...
28/07/2026

Há uma pergunta que ouço muitas vezes de pais, encarregados de educação, colegas e até de outras pessoas:

"Porque é que as crianças e os adolescentes gostam tanto de estar comigo?"

A minha resposta é simples.

Porque eu não olho para uma criança apenas como um aluno, um paciente ou um número.

Eu olho para ela como um ser humano.

Escuto antes de falar. Compreendo antes de corrigir. Acolho antes de julgar.

Retiro dos seus ombros o peso das expectativas que, muitas vezes, os adultos e a sociedade lhes impõem.

Dou-lhes espaço para serem quem são, não quem o mundo exige que sejam. Ensino-os a lidar com as dificuldades da vida que ninguém lhes ensina na escola.

Mostro-lhes que o crescimento é mais importante do que a perfeição e que o percurso vale mais do que a meta.

Não decido por eles. Guio-os para que aprendam a decidir por si próprios.

Porque acredito que educar não é controlar comportamentos. É preparar. É Educar para Autonomia.

Amo as crianças e os adolescentes para que aprendam, também eles, a amar, a confiar e a acreditar em si.

E a ciência confirma aquilo que vejo todos os dias no consultório. A neurociência mostra-nos que nenhuma aprendizagem significativa acontece sem vínculo. O cérebro aprende melhor quando se sente seguro, aceite e emocionalmente conectado.

É essa a filosofia que levo para cada sessão.

É por isso que recebo milhares de feedbacks de crianças, adolescentes e famílias que descrevem o consultório como um espaço onde finalmente se sentiram ouvidos, compreendidos e valorizados.

Esse é, para mim, o maior reconhecimento que um psicólogo pode receber.

Quero continuar a ser um abraço nos dias difíceis. Uma esperança quando tudo parece perdido.

Um espaço seguro onde cada criança e cada adolescente possa crescer, descobrir quem é e acreditar no seu próprio valor.

A todos os pais e encarregados de educação deixo este desafio:

Confiem mais nos vossos filhos. Escutem-nos mais. Comparem menos. Retirem o peso das expectativas que lhes roubam a infância.

Não decidam constantemente por eles. Ensinem-nos a enfrentar as dificuldades em vez de lhes retirar todos os obstáculos do caminho.

Porque filhos emocionalmente fortes não nascem por acaso. São construídos através da escuta, da confiança, do amor, da autonomia e da presença.

No final, deixo-vos uma pergunta que merece uma reflexão sincera:

𝐄𝐬𝐭𝐚́𝐬 𝐚 𝐞𝐝𝐮𝐜𝐚𝐫 𝐨 𝐭𝐞𝐮 𝐟𝐢𝐥𝐡𝐨 𝐚𝐩𝐞𝐧𝐚𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐭𝐞𝐫 𝐛𝐨𝐚𝐬 𝐧𝐨𝐭𝐚𝐬... 𝐨𝐮 𝐞𝐬𝐭𝐚́𝐬 𝐚 𝐞𝐝𝐮𝐜𝐚́-𝐥𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐬𝐞𝐠𝐮𝐢𝐫 𝐞𝐧𝐟𝐫𝐞𝐧𝐭𝐚𝐫 𝐨𝐬 𝐝𝐞𝐬𝐚𝐟𝐢𝐨𝐬 𝐝𝐚 𝐯𝐢𝐝𝐚 𝐪𝐮𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐭𝐮 𝐣𝐚́ 𝐧𝐚̃𝐨 𝐞𝐬𝐭𝐢𝐯𝐞𝐫𝐞𝐬 𝐚𝐨 𝐥𝐚𝐝𝐨 𝐝𝐞𝐥𝐞?



Esta é uma pergunta simples. Mas, para muitas pessoas, a resposta dói.Ao longo da minha prática clínica, tenho conhecido...
14/07/2026

Esta é uma pergunta simples. Mas, para muitas pessoas, a resposta dói.

Ao longo da minha prática clínica, tenho conhecido adolescentes, jovens e adultos que, quando eram crianças, carregavam talentos, curiosidades, sonhos e formas únicas de ver o mundo.

Muitos queriam cantar, outros desenhar. Alguns sonhavam em ensinar, criar, liderar, escrever, empreender ou simplesmente serem ouvidos.

Mas, em algum momento da caminhada, essas vozes foram silenciadas.

Às vezes por palavras: "Isso não dá futuro.", "Deixa de sonhar.", "Não tens jeito.", "Faz o que eu estou a mandar."

Outras vezes, pelo silêncio, pela ausência, pela falta de oportunidade e pela falta de alguém que acreditasse.

Com o tempo, aquela criança deixou de mostrar quem era para tentar ser aquilo que esperavam dela.

E cresceu. Hoje é adulta. Mas, muitas vezes, continua sem saber quem realmente é.

É por isso que tantas pessoas vivem com a sensação de vazio, de frustração, de insegurança ou de estarem constantemente perdidas.

Não porque lhes falte inteligência, não porque lhes falte capacidade mas porque passaram tantos anos a sobreviver às expectativas dos outros que nunca tiveram espaço para descobrir a própria identidade.

Na Psicologia chamamos a isto, muitas vezes, de um afastamento de si mesmo. E talvez um dos maiores desafios da vida seja exatamente esse.

Voltar para dentro. Descobrir quem somos. Reconhecer aquilo que sentimos. Dar nome às nossas emoções.

Perceber quais sonhos ainda fazem sentido. E encontrar coragem para viver uma vida que tenha significado para nós.

A boa notícia é que nunca é tarde. Nunca é tarde para conheceres a tua história. Nunca é tarde para redescobrires capacidades que ficaram adormecidas. Nunca é tarde para voltares a acreditar em ti.

O autoconhecimento não muda o passado, mas transforma profundamente a forma como vivemos o presente e construímos o futuro.

Se hoje sentes que estás perdido, que já não sabes quem és, que passaste tantos anos a viver para agradar aos outros que esqueceste de ti...

Não carregues esse peso sozinho. Pedir ajuda não significa que falhaste.

Significa que decidiste encontrar-te. A terapia não serve apenas para tratar o sofrimento.

Também serve para ajudar pessoas a descobrirem quem são, compreenderem a própria história, fortalecerem a inteligência emocional e viverem com mais autenticidade.

Talvez o adulto que és hoje ainda esteja à espera da oportunidade que a criança dentro de ti nunca teve.

E talvez essa oportunidade comece com uma única decisão.

A decisão de olhar para ti com mais coragem, mais respeito e mais amor.

Porque ninguém pode viver plenamente uma vida sem primeiro descobrir quem realmente é.

Um abraço,
Psicólogo Odair Mendonça
Psicólogo Clínico capacitado em Autoconhecimento e Inteligência Emocional
CIP 132/2024

Vamos apoiar a ciência e dar uma força ao meu amigo Gonçalo?​O Gonçalo é estudante de Psicologia na Universidade Europei...
14/07/2026

Vamos apoiar a ciência e dar uma força ao meu amigo Gonçalo?

​O Gonçalo é estudante de Psicologia na Universidade Europeia e está a colaborar num estudo pioneiro sobre Inteligência Artificial e Saúde Mental. Ele precisa muito do nosso contributo para fazer este projeto crescer!
​Responder ao questionário é super rápido e o teu contributo será valioso.

​Como podes ajudar:

Primeiro: ​Acede ao link do questionário: https://forms.office.com/pages/responsepage.aspx?id=7aUEWOm9PUSsxVlV2MfxZ9Fu5UPAU5lIr6NCko2KkD5UNTBST1hLWTJVQkJVMk0xTFpDNUxEM0tYNC4u&route=shorturl

Segundo: ​Quando for solicitado o código para avançar, insere o número 0.


​🎁 Atenção: De todos os participantes que utilizam habitualmente o ChatGPT ou outras ferramentas de IA, 50 serão selecionados para uma fase posterior e vão receber um cartão de compras de 50€!

​Bastam dois minutos para fazer a diferença. Vamos a isso?

Partilha esta publicação com os teus contactos!

Hoje conduzi uma palestra para cuidadoras da Aldeia SOS Infantil em São Domingos, Ribeirão Chiqueiro subordinada ao tema...
13/07/2026

Hoje conduzi uma palestra para cuidadoras da Aldeia SOS Infantil em São Domingos, Ribeirão Chiqueiro subordinada ao tema " O IMPACTO DA VIOLÊNCIA EMOCIONAL NO DESENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES " convite feito pela Sra. Anabela Jesus.

Foi um momento vivencial, de partilha e troca de conhecimento baseada na ciênciapsicológican, neurociência e estudos recentes, diálogo e fortalecimento das cuidadoras para esta nobre e desafiante missão de cuidar de crianças e adolescentes num mundo cada vez mais exigente, inovado, e que exige profissionais resilientes, que saibam investir na sua própria formação e desenvolvimento para melhor desempenhar suas funções.

Além do momento de compreender o impacto, colocaram a mão na massa com atividades práticas com objectivo de as ajudarem a entender que por trás de todo comportamento de crianças e adolescentes há uma necessidade, emoção, razão em que devemos questionar.

Um bem haja à todas as cuidadoras, executivos, motorista e a Sra. Anabela pelo acolhimento.

Até breve!

GRATIDÃO!

Há um pedido que hoje faço às famílias cabo-verdianas.Ao longo dos últimos anos, nos atendimentos psicológicos que reali...
10/07/2026

Há um pedido que hoje faço às famílias cabo-verdianas.

Ao longo dos últimos anos, nos atendimentos psicológicos que realizo com adolescentes, jovens e adultos, tenho observado algo que me inquieta profundamente.

São muitas histórias diferentes. Pessoas de idades diferentes. Realidades diferentes.

Mas, surpreendentemente, muitas delas têm um ponto em comum: A família.

Não escrevo estas palavras para apontar culpados. Muito menos para dizer que existem famílias perfeitas. Elas não existem.

Toda família tem conflitos, diferenças, dificuldades e imperfeições. É isso que também nos torna humanos.

Mas quando o sofrimento familiar deixa de ser exceção e começa a repetir-se em tantos casos diferentes, acredito que devemos parar e pensar.

Grande parte das reflexões que partilho nasce daquilo que vivo diariamente no consultório, das conversas que tenho com pessoas nas ruas, das leituras que faço, dos estudos que continuo a realizar e até das músicas que me fazem refletir sobre a vida.

E hoje, mais do que nunca, sinto que precisamos falar sobre as nossas famílias.

Vivemos numa sociedade diferente daquela em que muitos pais cresceram. Os tempos mudaram. Os desafios mudaram. A forma como crianças, adolescentes e jovens vivem o mundo também mudou.

Talvez, por isso, nunca tenha sido tão importante escutar antes de julgar. Dialogar antes de decidir e compreender antes de condenar.

As decisões tomadas dentro de uma família raramente afetam apenas uma pessoa. As nossas palavras, atitudes, emoções, silêncios e escolhas deixam marcas em todos os membros da casa.

Quando um filho se afasta, quando um irmão deixa de conversar, quando alguém muda completamente o seu comportamento, talvez não seja o momento de aumentar a distância.

Talvez seja o momento de nos aproximarmos.

Perguntar, ouvir, abraçar. Entender o que está a acontecer. Família não foi feita para ser perfeita.

Mas também não foi feita para ser um lugar onde as pessoas vivem constantemente com medo, culpa, humilhação ou sofrimento.

A família deveria ser, acima de tudo, um espaço de segurança, acolhimento, respeito, apoio e crescimento.

E quando os conflitos se tornam maiores do que a capacidade da própria família para os resolver, pedir ajuda não é sinal de fraqueza.

É um gesto de amor. A Psicologia pode ajudar através da terapia familiar, da terapia de casal ou do acompanhamento psicológico individual.

E se a opção não for a Psicologia, procurem ajuda de outra forma.

O mais importante é não ignorar a dor. Há muitas pessoas a sofrerem em silêncio por causa de conflitos familiares.

Que possamos falar mais, ouvir mais, amar mais, pensar antes de agir. E nunca tomar decisões importantes quando somos guiados apenas pela emoção.

Porque, no fim de tudo, a família continua a ser o primeiro lugar onde aprendemos o que é amar.

Façamos dela, cada vez mais, um lugar onde também seja possível recomeçar.

Um abraço,
Psicólogo Odair Mendonça



Olá a todos! Como psicólogo clínico focado na Promoção da Saúde Mental, o meu compromisso principal é com o vosso bem es...
05/07/2026

Olá a todos!

Como psicólogo clínico focado na Promoção da Saúde Mental, o meu compromisso principal é com o vosso bem estar e com a verdade científica.

Hoje quero falar sobre um tema que confunde muita gente: a Programação Neurolinguística, conhecida como PNL.

Muitas pessoas procuram a PNL esperando milagres ou transformações rápidas para a ansiedade, fobias e traumas. Mas sabia que a PNL não tem comprovação científica?

Abaixo explico os três principais motivos pelos quais a ciência rejeita esta prática:

1. Falta de te**es rigorosos: A PNL foi criada na década de 1970 com base apenas na observação de alguns terapeutas. Quando cientistas tentaram repetir os exercícios em laboratório para ver se funcionavam, os resultados falharam.

2. Mitos sobre o cérebro: A PNL afirma que podemos descobrir se alguém mente ou o que está a pensar apenas ao olhar para o movimento dos olhos. A neurociência moderna já provou que isto é um mito e que o cérebro não funciona dessa forma simples.

3. Resultados duvidosos: Quem defende a PNL costuma usar histórias pessoais de sucesso. No entanto, para a ciência, histórias não são provas. Sem estudos sérios com grupos de comparação, não há garantia de eficácia ou segurança.

Prometer curas rápidas para problemas complexos da mente pode atrasar a procura de ajuda médica e psicológica adequada. A Ordem dos Psicólogos Portugueses, por exemplo, lançou um parecer oficial a alertar que a PNL não tem provas de qualidade que justifiquem o seu uso na terapia.

Se precisa de cuidar da sua saúde mental, escolha sempre abordagens seguras e validadas, como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).

A sua mente merece o respeito da ciência!

Gostou desta informação? Partilhe esta publicação para ajudar mais pessoas a fazerem escolhas seguras para a sua saúde.

Abraço,
Odair Mendonça Semedo
Psicólogo Clínico capacitado em Promoção da Saúde Mental. Inteligência Emocional. Autoconhecimento e Mestrando em Psicologia pela ULCV. CIP: 132/2024

Referências Bibliográficas Utilizadas (Norma APA 7ª edição):

Ordem dos Psicólogos Portugueses. (2022). Parecer OPP - Programação Neurolinguística (PNL). Lisboa: OPP.
https://recursos.ordemdospsicologos.pt/files/artigos/parecer_opp_programa_o_neurolingu_stica__pnl_.pdf

Passmore, J., & Rowson, T. (2019). Neuro-linguistic programming: A review of TLC coaching evidence. International Coaching
Psychology Review, 14(1), 57–69.

Witkowski, T. (2010). Thirty-five years of research on Neuro-Linguistic Programming: NLP research data base state-of-the-art or pseudoscientific decoration? Polish Psychological Bulletin, 41(2), 58–66. doi.org



Hoje o silêncio falou mais alto. As ruas parecem mais calmas. Os grupos de WhatsApp perderam um pouco da agitação. Muito...
04/07/2026

Hoje o silêncio falou mais alto. As ruas parecem mais calmas. Os grupos de WhatsApp perderam um pouco da agitação. Muitos acordaram com aquele pensamento que insiste em voltar: "𝐄𝐬𝐭𝐢𝐯𝐞𝐦𝐨𝐬 𝐭𝐚̃𝐨 𝐩𝐞𝐫𝐭𝐨."

Perder dói. E dói ainda mais quando sabemos que demos tudo o que tínhamos.

𝐂𝐨𝐦𝐨 𝐩𝐬𝐢𝐜𝐨́𝐥𝐨𝐠𝐨, aprendi que a tristeza não é sinal de fraqueza. Ela é uma resposta natural quando investimos o coração em algo que realmente importa. Só sofre quem sonhou. Só sente este vazio quem acreditou. E nós acreditámos.

Aos nossos jogadores, quero dizer algo que talvez hoje vocês precisem ouvir: Não deixem que o resultado apague o caminho que construíram.

Não permitam que noventa minutos façam vocês esquecerem tudo o que inspiraram durante esta caminhada.

Vocês entraram em campo representando pouco mais de meio milhão de cabo verdianos, mas saíram representando milhões de pessoas que passaram a olhar para Cabo Verde com respeito.

Vocês provaram que um país pequeno pode competir com gigantes.

Provaram que a coragem pode enfrentar o favoritismo.

Provaram que disciplina, união e entrega podem colocar uma bandeira pequena entre as maiores do mundo. Isso ninguém vos tira.

Ao povo cabo verdiano, também quero deixar uma reflexão:

Hoje é fácil olhar apenas para o placar. Mas a vida nunca se resume ao placar.

Na Psicologia aprendemos que o crescimento não acontece apenas quando vencemos. Muitas vezes, ele acontece quando encontramos forças para continuar depois da derrota.

É nas derrotas que descobrimos o tamanho da nossa maturidade. É nas perdas que aprendemos a reorganizar a esperança.

É quando as lágrimas aparecem que percebemos quem continua de pé. Esta seleção fez algo que vai muito além do futebol.

Ela fez um povo acreditar novamente. Fez crianças sonharem mais alto. Fez jovens perceberem que nascer num país pequeno não limita o tamanho dos seus objetivos.

Fez muitos cabo verdianos voltarem a sentir orgulho de dizer, com o peito cheio, "𝐄𝐮 𝐬𝐨𝐮 𝐝𝐞 𝐂𝐚𝐛𝐨 𝐕𝐞𝐫𝐝𝐞."Isso vale muito. Muito mais do que qualquer troféu.

Se hoje o coração está pesado, permitam-se sentir. Mas não permaneçam aí.

Respirem. Ergam a cabeça. Porque os mesmos jogadores que hoje estão tristes são os mesmos que ontem nos fizeram sorrir.

Eles não precisam apenas das nossas críticas. Precisam do nosso abraço.

Precisam de saber que um povo verdadeiro continua ao lado dos seus, tanto nas vitórias como nas derrotas.

Afinal, é isso que faz uma família. E é isso que faz uma nação.

Tenho a convicção de que esta não foi uma história que terminou. Foi uma história que começou.

As grandes nações não nascem quando levantam um troféu. Nascem quando aprendem a transformar uma derrota em combustível para o próximo desafio.

Cabo Verde mostrou ao mundo que os sonhos não têm tamanho. Agora cabe a nós mostrar que a nossa esperança também não.

Hoje choramos. Amanhã aprendemos. Depois levantamo-nos.

E quando voltarmos, voltaremos ainda mais fortes. Porque há povos que são conhecidos pelas vitórias.

Mas existem povos que entram para a história pela forma como se levantam depois de cair.

E, se há uma coisa que define Cabo Verde, é esta:

𝐍𝐨́𝐬 𝐧𝐮𝐧𝐜𝐚 𝐝𝐞𝐬𝐢𝐬𝐭𝐢𝐦𝐨𝐬.

𝐎𝐝𝐚𝐢𝐫 𝐌𝐞𝐧𝐝𝐨𝐧𝐜̧𝐚 𝐒𝐞𝐦𝐞𝐝𝐨

Cabo Verdiano. Psicólogo Clínico capacitado em Promoção da Saúde Mental. Autoconhecimento. Inteligência Emocional. Escritor. Poeta. Educador. Formador e Mestrando em Psicologia pela ULCV.




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