03/09/2026
Hoje fiz uma estrada que conheço desde sempre. Os lugares eram os mesmos, mas eu já não partia do mesmo lugar.
Saí de casa, no Algarve, para ir trabalhar a Lisboa — e esta inversão tão simples tornou visível uma mudança que já tinha acontecido dentro de mim.
Depois de dois anos marcados por processos profundos e por várias viagens iniciáticas, a viagem ao Peru e ao Arizona fechou um ciclo de integração que eu procurava há muito: espírito e matéria, feminino e masculino, sensibilidade e estrutura, conexão e capacidade de realização.
Lisboa continuará a fazer parte da minha vida, do meu trabalho e dos meus afectos. O Algarve passa agora a ser a raiz — trazendo-me mais espaço, outro horizonte e uma nova forma de viver aquilo que já estava construído dentro de mim.
Este é um exemplo concreto de integração: quando uma transformação deixa de ser apenas uma experiência interior e começa a mudar a realidade a partir da qual vivemos, as escolhas que fazemos e a forma como nos movemos.
E há mudanças que não nos pedem uma rotura. Pedem espaço. Pedem fluxo. Pedem que reorganizemos a vida em torno de um novo centro.
E tu, a partir de onde estás a viver a tua vida? Esse centro ainda corresponde à pessoa que és hoje?
Sentes que a tua vida exterior já acompanha a pessoa em que te tornaste? Partilha comigo nos comentários.
Em Munay ❤️