14/01/2025
Não sou fundamentalista no que toca a metodologias sobre desenvolvimento infantil ou até mesmo sobre parentalidade.
Apenas considero importante não sobrepormos nenhuma metodologia ao bem estar da criança.
Uma coisa tenho de admitir, sempre fui mais de oferecer/disponibilizar materiais estruturados (brinquedos com uma função específica) do que materiais abertos de brincar (como argolas, paus, tecidos, tigelas) à minha filha. Ela sempre brincou bem com os brinquedos e adora o faz de conta. Então, brincar às lojas, hotéis e restaurantes são assim os prediletos e, atenção, que a menina gosta de se aperaltar toda para estas brincadeiras.
Na última viagem que fizemos, só levei um livro, um bloco branco e uma caixa com lápis de cor. Tive a lição que todos pregamos por aqui “a criança não precisa de muitos brinquedos e quanto mais simples melhor”.
Fiquei surpreendida como um pedaço de madeira (onde tinha escrito 20€) foi um telefone, uma cama para um boneco (uma pedra) que se transformou também num carro.
Esse mesmo pedaço já foi uma rampa onde fez corridas de carros.
Uma mola e um pedaço de plasticina foram um gelado, um chupa-chupa e um microfone.
Um fio já foi uma cobra (o papel higiénico também) e uma corda para saltarmos.
Tudo isto para vos dizer, nem oito nem oitenta (ou se preferirem, nem tanto ao mar nem tanto à terra).
Existem momentos em que ela prefere materiais estruturados e outros em que prefere materiais abertos.
Acho que precisamos de parar, observar (MUITO) e não sermos fundamentalistas.
A criatividade e a imaginação infantil são fantásticas e ser criança é tão bom!