26/08/2022
🗣Pequena partilha em relação à episiotomia
✔️Só em julho de 2020, avaliei uma mulher em pós parto com períneo íntegro, ou melhor, sem episiotomia!
✂️Até lá todas as mulheres que acompanhei no pós parto, em segundas gravidezes ou, que me chegavam por alguma disfunção do pavimento pélvico tinham sofrido, a famosa, episiotomia.
🤰Em julho de 2020, em plena pandemia e depois de ouvir relatos atrás de relatos de partos onde a violência obstétrica predominava e as mulheres choravam a contar-me como foram os seus partos, chega-me um relato positivo.
🤍Um parto respeitado e cheio de empoderamento, onde o casal foi respeitado e incentivado a ser parte ativa no nascimento do seu primeiro filho.
🇳🇴A diferença, é que este parto aconteceu na Noruega e não em Portugal.
Apenas em 2021 avaliei mulheres sem episiotomia que pariram nas maternidades de Coimbra ou de Aveiro ainda que continuem a ser poucas. E, só agora, em 2022 começaram a perguntar-lhes pelos planos de parto, a ter liberdade de movimentos, poder escolher a posição de nascimento e sem excesso de intervenções. Claro que, infelizmente, ainda depende da equipa que apanham…
⚠️A “inocente” episiotomia, que de inocente não tem nada, provoca alterações ao normal funcionamento do pavimento pélvico que a curto, médio ou a longo prazo irão trazer consequências.
📍Por isso:
👉Se nunca tinhas ouvido falar sobre isto, procura informar-te. Conhecimento é poder!
👉Se, infelizmente, te fizeram uma episiotomia, procura tratar a cicatriz de forma a minimizar as sequelas e a reeducar o pavimento pélvico para tentar evitar disfunções pélvicas no futuro.