Beatriz Rebelo - Psicologia Clínica

Beatriz Rebelo - Psicologia Clínica 🧠 Psicologia Clínica e da Saúde (CP: 30454)
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Há corpos que continuam a doer enquanto toda a gente fala de férias e descanso 🩹Há:🌿 Quem leve medicação na mala em vez ...
12/08/2026

Há corpos que continuam a doer enquanto toda a gente fala de férias e descanso 🩹

Há:
🌿 Quem leve medicação na mala em vez de apenas protetor solar;
🌿Quem planeie cada passeio em função da energia disponível;
🌿Quem cancele programas porque o corpo, simplesmente, não acompanha;
🌿Quem sorria nas fotografias e, minutos depois, precise de se deitar.

Quando se vive com uma doença crónica, o verão nem sempre é sinónimo de descanso. E viver isso enquanto todos à sua volta parecem estar a aproveitar este período pode ser profundamente solitário.

É fácil entrar numa luta com a realidade: “Não devia estar assim”, “Estou a estragar as férias.”, “Quando é que isto acaba?”, ...

Todos esses pensamentos são compreensíveis. Afinal, todos desejamos que o corpo acompanhe os planos feitos.

Contudo, por vezes, quanto mais energia é despendida a lutar contra aquilo que não é possível controlar naquele momento, menos energia sobra para estar presente nas pequenas coisas que ainda estão ao nosso alcance.

Talvez este não seja o verão que imaginava. Ainda assim, pode ser um verão com espaço para descanso, conexão, gentileza consigo e momentos que lhe façam sentido - mesmo que estes não sejam vividos exatamente da forma que esperava.

Se vive com dor crónica, lembre-se: não tem de provar nada a ninguém. Nem sequer ao seu próprio corpo.

Com carinho,
Beatriz 🌿

18/07/2026

Aprendemos a pensar na escuta como uma competência voltada para os outros. No entanto, ela é também uma forma de nos encontrarmos e de nos relacionarmos connosco próprios.

No dia a dia, é fácil ficarmos presos ao que acontece à nossa volta. As redes sociais, o trabalho, as responsabilidades e as expectativas ocupam tanto espaço que, por vezes, deixamos de reparar no que sentimos, no que precisamos ou no que já não conseguimos sustentar.

Escutar-se não significa ter todas as respostas. Significa estar disponível para reconhecer o que está a viver no presente, mesmo quando é desconfortável. É dar lugar às emoções, às necessidades e aos limites.

Neste Dia Mundial da Escuta, deixo um convite: reserve alguns minutos para abrandar e ouvir-se com a mesma curiosidade e disponibilidade que dedicaria a alguém de quem cuida.

Com carinho,

Beatriz 🌿

A exaustão emocional que muitas pessoas sentem no verão não é causada apenas pelos dias mais cheios ou pelas mudanças de...
22/06/2026

A exaustão emocional que muitas pessoas sentem no verão não é causada apenas pelos dias mais cheios ou pelas mudanças de rotina: nasce também da pressão constante de “ter de aproveitar”, de estar bem, de corresponder a uma ideia de leveza que nem sempre acompanha o que se está a viver ☀️

Há um desgaste invisível em tentar transformar cada momento em algo especial. Por isso, o verão é uma época sensível, porque amplifica a pressão para estar bem, aproveitar tudo e corresponder a uma ideia de felicidade constante, mesmo quando por dentro nem sempre existe essa disponibilidade emocional.

O maior desgaste não está em viver o verão em si, mas em sentir que ele precisa de ser vivido de uma certa forma - como se houvesse uma bagagem emocional obrigatória a carregar para que ele seja considerado “bem vivido”.

Se já estiver a sofrer por antecipação, talvez o seu corpo esteja a pedir uma pausa, segurança e menos exigência. E, se isso estiver a interferir no seu dia a dia, fale comigo - não precisa de carregar essa pressão sozinho/a.

Com carinho,
Beatriz 🌿

A exaustão fruto da dor crónica não é apenas causada pela dor: nasce também do esforço constante de viver com a dor, tod...
20/05/2026

A exaustão fruto da dor crónica não é apenas causada pela dor: nasce também do esforço constante de viver com a dor, todos os dias.

Há um desgaste invisível em estar sempre a adaptar rotinas, a gerir energia, a pensar no impacto que uma tarefa simples pode ter no corpo mais tarde. Há pessoas que passam o dia inteiro a parecer funcionais enquanto, por dentro, estão a gerir dor, tensão, fadiga, frustração e um sistema nervoso constantemente em alerta.

A dor crónica não ocupa apenas espaço no corpo - ocupa espaço mental. Obriga a antecipar crises, a cancelar planos, a viver com a sensação de que o descanso nunca é realmente suficiente. Mesmo nos dias “bons”, muitas pessoas continuam hipervigilantes, como se o corpo pudesse mudar a qualquer momento, num estado de alerta constante que cansa profundamente.

O maior desgaste não está na intensidade da dor, mas no facto de nunca existir uma pausa completa, de nunca ser possível desligar totalmente, de nunca sentir que o corpo está verdadeiramente seguro. A dor invisível também cria um cansaço invisível e muitas pessoas tornam-se especialistas em mascarar o que sentem.

Se vive com dor crónica, talvez saiba exatamente do que este cansaço é feito. E, muitas vezes, o mais difícil é sentir que ninguém à volta o vê verdadeiramente. O que gostava que as pessoas compreendessem melhor sobre esta exaustão invisível?

Com carinho,
Beatriz 🌿

22/04/2026

A terapia nem sempre é aquilo que imaginamos. Nem sempre é leve, nem sempre traz um alívio imediato - e está tudo bem. Vamos falar sobre isso?

Muitas vezes, o processo terapêutico convida-nos a olhar para partes de nós que evitámos durante muito tempo: memórias, emoções e experiências que ainda magoam. Esse confronto nem sempre é fácil de sustentar, podendo tornar-se intenso e desconfortável. 🩹

Há sessões que acalmam; outras desafiam, deixam perguntas em aberto e despertam várias emoções ao mesmo tempo. Isso não significa que algo esteja errado - significa, muitas vezes, que algo importante está a ser trabalhado.

A terapia não é um lugar de respostas prontas, mas sim um espaço seguro para explorar, compreender e ressignificar o que sentimos. Abraçar este processo exige tempo, paciência e, sobretudo, coragem.

💌 Conte-me: como tem sido a sua experiência em consultas de psicologia?

Com carinho,
Beatriz 🌿

Março é um mês especial, dedicado às mulheres e às lutas que travam, muitas vezes silenciosamente 🎗️No mês de conscienci...
29/03/2026

Março é um mês especial, dedicado às mulheres e às lutas que travam, muitas vezes silenciosamente 🎗️

No mês de consciencialização da endometriose e da adenomiose, falo-lhe abertamente e dou voz à angústia de não ser levada a sério - uma realidade transversal a muitas mulheres.

Felizmente, há dores que encontram escuta rapidamente. Contudo, há outras que são normalizadas e, frequentemente, minimizadas. Quando frases como "isso é stress", "não pareces doente" ou "são dores comuns, todas as mulheres sofrem do mesmo" são normalizadas e repetidas, começa a acontecer algo silencioso e profundo: a mulher aprende a desconfiar da própria perceção, a diminuir o que sente e a aguentar, muitas vezes calada.

É aqui que a dor dói duas vezes:
🌿 Dói no corpo - na contração, na inflamação, no cansaço que se acumula.
🌿 E dói na experiência de não se sentir escutada. Na necessidade constante de justificar faltas, explicar limitações, provar que não é exagero.

A endometriose e a adenomiose são doenças crónicas, complexas e ainda subdiagnosticadas. Para além da dimensão médica, este tipo de condição gera um impacto psicológico que raramente é falado com a mesma seriedade. A dor crónica altera a relação com o corpo, afeta a autoestima, e pode trazer ansiedade antecipatória, tristeza persistente, frustração e um sentimento de isolamento difícil de nomear.

O meu convite é simples - falemos sobre o que não se vê, levemos a sério o sofrimento invisível, criemos mais espaços de escuta - nas consultas, nas relações, no trabalho e, sobretudo, dentro de nós. Se necessita de ajuda nesta sua jornada, estou cá para criar um ambiente seguro, onde todas as suas experiências são válidas.

Com carinho,
Beatriz 🌿

Grande parte do sofrimento humano não surge do que sentimos, mas do esforço constante para impedir que esses sentimentos...
09/03/2026

Grande parte do sofrimento humano não surge do que sentimos, mas do esforço constante para impedir que esses sentimentos existam.

Quando algo dói, no corpo ou na vida, a reação mais natural é lutar: tentar controlar, eliminar, silenciar, distrair. A tendência é querermos expulsar tudo aquilo que é difícil e desconfortável - a tristeza, a ansiedade, a dor.

O problema é que algumas experiências não pedem permissão para entrar e quanto mais lutamos para que desapareçam, mais espaço parecem ocupar. Negar um visitante insistente apenas o torna mais intrusivo. Parece que as emoções que queremos que sejam passageiras se acomodam na nossa mente, confortavelmente instaladas🪑

💌 Contudo, é possível mudar a relação com aquilo que insiste em ficar: pensamentos, emoções, sensações no corpo, dor.

F**a a reflexão: talvez o alívio não venha de fechar a porta com mais força, mas de deixar de gastar tanta energia a empurrá-la.

Com carinho,
Beatriz 🌿

Vivemos, muitas vezes, como se o corpo estivesse apenas ao serviço da mente; como se fosse apenas um veículo que leva os...
10/10/2025

Vivemos, muitas vezes, como se o corpo estivesse apenas ao serviço da mente; como se fosse apenas um veículo que leva os pensamentos de um lado para outro e que carrega obrigações, decisões e tarefas. Vivemos mergulhados na nossa mente e não reparamos no corpo, no que ele nos tenta sabiamente comunicar.

🚗 Contudo, o corpo não é apenas um meio de transporte - é onde tudo acontece. É onde as emoções se fazem sentir, onde o stress se acumula, onde guardamos histórias, onde os sinais surgem (mesmo quando tentamos ignorá-los).

O corpo fala, mas nem sempre o ouvimos. E quando ouvimos, muitas vezes, é tarde - já está cansado, sobrecarregado, em dor.

🏡 E se começássemos a ver o nosso corpo como casa? Ele não é seu inimigo - é segurança, sabedoria e colo. Preste atenção ao que ele lhe tenta dizer. É através dele que pode regular a mente acelerada e aquilo que está a sentir.

Não se esqueça: a mente pensa, mas é o corpo que sente. Cuide do seu corpo - conhecê-lo verdadeiramente é a chave para abraçar um processo de transformação. Escute.

Com carinho,
Beatriz 🌿

A nossa mente é como uma casa cheia de hóspedes - alguns desejados e muito bem-vindos, e outros que gostaríamos nunca ma...
10/07/2025

A nossa mente é como uma casa cheia de hóspedes - alguns desejados e muito bem-vindos, e outros que gostaríamos nunca mais voltar a ver. Chegam pensamentos que entram sem bater à porta, emoções que se instalam confortavelmente no sofá, memórias antigas que regressam como se nunca tivessem ido embora.

Instintivamente, tentamos resistir aos hóspedes menos desejados. Às vezes, fingimos que não estamos em casa, fechamos a casa a sete chaves e procuramos ignorar. Outras, gritamos e escorraçamos os visitantes que chegam a nossa casa. No entanto, quanto mais tentamos lutar, mais barulho fazem, mais espaço ocupam, mais tempo ficam.

🔑 E se, em vez disso, lhes abríssemos a porta? Com curiosidade, sentarmo-nos com o que chega a nossa casa e escutarmos verdadeiramente o que nos querem dizer. Não se trata de gostar de todos os pensamentos ou de concordar com tudo o que sente. Trata-se de deixar de lutar contra si e de começar a olhar para dentro com um pouco mais de compreensão.

A mente é uma casa agitada, com visitas constantemente a chegar. Somos mais do que os pensamentos e emoções que surgem - cuide da sua casa com compaixão!

Com carinho,
Beatriz 🌿

💡O apagão que vivemos há pouco tempo veio interferir com as nossas rotinas e afetar a forma como, normalmente, vivemos. ...
13/05/2025

💡O apagão que vivemos há pouco tempo veio interferir com as nossas rotinas e afetar a forma como, normalmente, vivemos. Esta situação inesperada ainda tem sido tema entre consultas e conversas comuns, por isso, hoje convido-o/a a refletir sobre este tema!

Perante a mesma situação, algumas pessoas mantiveram-se calmas, outras entraram em pânico; algumas aproveitaram para abrandar e desligar um pouco, e houve até quem nem se apercebesse do que estava a acontecer - mas por que razão reagimos de forma tão diferente ao mesmo acontecimento?

A resposta passa pela forma como interpretámos o sucedido, que influenciou profundamente o que sentimos no momento, e as nossas ações. Não é a situação em si que determina o que sentimos, mas a forma como a nossa mente a percecionou, com base nas nossas experiências, crenças e no contexto do momento.

⚡Por isso, quando identificamos alguma emoção, é importante parar e refletir: “O que é que me está a passar pela cabeça, neste momento?”. Esta pergunta permite-nos identificar os pensamentos automáticos, que surgem de forma muito rápida e sem o nosso controlo voluntário, e que têm um impacto direto nas nossas emoções e comportamentos.

Aprender a reconhecer e observar esses pensamentos é um passo essencial para regular as emoções e agir de forma mais consciente e alinhada com a pessoa que queremos ser. Se fizer sentido para si, estou aqui para o/a acompanhar nesse caminho.

Com carinho,
Beatriz 🌿

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