Anabela Reis - Desenvolvimento Humano

Anabela Reis - Desenvolvimento Humano Vida • Carreira • Liderança
Sessões Individuais de Coaching
Autora e investigadora em desenvolvimento humano.

25/08/2026

NINGUÉM CONSEGUE CONHECER-NOS ATRAVÉS DAQUILO QUE ESCOLHEMOS NÃO DIZER.
Durante muito tempo, tive o hábito de me calar. Não porque não tivesse nada para dizer, mas porque esperava que os outros percebessem aquilo que eu não conseguia, não sabia ou não ousava comunicar.

Um professor confrontou-me com uma evidência que ficou comigo: ninguém tem uma bola de cristal. Se eu não dissesse o que me passava pela cabeça, ele não tinha forma de adivinhar.

Parece uma aprendizagem simples. Não é.

Há pessoas que passam uma parte significativa da vida à espera de serem compreendidas sem se explicarem, reconhecidas sem se mostrarem e cuidadas sem dizerem do que precisam. Esperam que o amor, a amizade, a liderança ou a atenção do outro tenham uma espécie de poder de adivinhação. Quando isso não acontece, sentem-se ignoradas. Mas, muitas vezes, aquilo que ficou por reconhecer foi precisamente aquilo que nunca chegou a ser comunicado.

O silêncio pode proteger-nos da exposição, da rejeição e do desconforto de ocupar espaço. Também pode afastar-nos das relações, das oportunidades e das conversas que ajudariam a construir uma vida mais coerente com quem somos.

É por isso que criar uma network não é apenas uma estratégia profissional. É um exercício de desenvolvimento humano. Exige presença, reciprocidade e disponibilidade para permitir que os outros conheçam o nosso pensamento. O LinkedIn é apenas um dos lugares onde essa relação pode começar a ser construída.

Viver não é esperar que alguém adivinhe quem somos. É assumir a responsabilidade de nos tornarmos suficientemente visíveis para podermos ser verdadeiramente encontrados.

Se este texto lhe deixou perguntas sobre a forma como comunica, se relaciona e ocupa o seu lugar na própria vida, pode conhecer o meu trabalho em:

www.endurance.pt

23/08/2026

A primeira vez que usei batom vermelho tinha 43 anos.

Até aí, achava que não era elegante. Depois experimentei. Adorei.

E fiquei com uma pergunta: porque passei tantos anos convencida do contrário?

Crescemos a associar determinados sinais — saia curta, decote, maquilhagem, batom vermelho — ao carácter e até à dignidade de uma mulher.

Essas associações são tão antigas que, muitas vezes, já nem as reconhecemos como preconceito.

Uma saia pode ser curta. Um batom pode ser vermelho.

A dignidade de uma mulher continua exatamente no mesmo lugar.

Talvez valha a pena perguntar: quantas escolhas fazemos por gosto e quantas fazemos para evitar o julgamento dos outros?

Há uma nova forma de pedir às mulheres que regressem ao lugar antigo.Já não se chama submissão. Chama-se feminilidade, p...
18/08/2026

Há uma nova forma de pedir às mulheres que regressem ao lugar antigo.
Já não se chama submissão. Chama-se feminilidade, proteção, família ou “regresso ao natural”.

A embalagem mudou. O mecanismo não.

Em Portugal e no mundo, a extrema-direita percebeu que não precisa de retirar direitos às mulheres de uma só vez. Basta convencê-las de que a autonomia as tornou infelizes e de que depender é uma escolha libertadora.

Escolher cuidar da família é legítimo. Transformar a dependência, a obediência e a perda de autonomia num ideal para todas as mulheres é outra coisa.

Não confundam proteção com controlo, pertença com obediência ou exaustão com prova de que a liberdade falhou.

A liberdade das mulheres não falhou. Falhou uma sociedade que lhes deu mais responsabilidades sem redistribuir o cuidado e o poder.

Antes de aceitar qualquer discurso que prometa proteção, pergunte: esta escolha aumenta a minha liberdade — ou torna mais difícil sair?

Partilhe este texto com uma mulher que não abdica de pensar.

NÃO IMAGINAVA QUE, 30 ANOS DEPOIS, O MEU FILHO IA COMER O MESMO GELADO QUE EU.Há qualquer coisa de estranho e bonito em ...
11/08/2026

NÃO IMAGINAVA QUE, 30 ANOS DEPOIS, O MEU FILHO IA COMER O MESMO GELADO QUE EU.

Há qualquer coisa de estranho e bonito em vê-lo com um Perna de Pau nas mãos e lembrar-me de que, há 30 anos, era eu.

A parentalidade confronta-nos muitas vezes com a nossa própria infância. Não apenas através das memórias felizes, mas também dos hábitos, das crenças e das formas de sentir e de nos relacionarmos que aprendemos muito antes de sermos adultos.

Os nossos filhos não recebem apenas aquilo que decidimos ensinar-lhes. Crescem também no meio daquilo que nós próprios aprendemos.

Talvez por isso ser mãe ou pai implique uma pergunta difícil: o que queremos que continue e o que precisa de terminar em nós?

Hoje começou apenas com um gelado. Mas fiquei a pensar em tudo o que atravessa gerações sem darmos por isso.

Mais reflexões sobre desenvolvimento humano em:
⁠endurance.pt

A SILLY SEASON TAMBÉM SERVE PARA ISTOHá uma pressão silenciosa para estarmos sempre a fazer mais.Mais presentes. Mais pr...
29/07/2026

A SILLY SEASON TAMBÉM SERVE PARA ISTO
Há uma pressão silenciosa para estarmos sempre a fazer mais.
Mais presentes. Mais produtivos. Mais disponíveis. Mais ativos.
Como se parar fosse perder tempo.

Mas o verão lembra-nos de uma coisa importante: nem sempre crescer significa acelerar.

As rotinas mudam. Os dias alongam-se. O ritmo abranda. E, por momentos, voltamos a ouvir aquilo que o resto do ano tantas vezes cala.

Também por isso estarei menos presente por aqui.
Não porque tenha deixado de acreditar na importância de partilhar.
Mas porque acredito que o desenvolvimento humano também precisa de pausas.

Precisamos de tempo para integrar o que aprendemos, para cuidar de nós, para viver antes de transformar essa experiência em palavras.

Vivemos demasiado tempo a medir o nosso valor pela quantidade de coisas que fazemos.

Esquecemo-nos de que o verdadeiro crescimento acontece, muitas vezes, nos momentos em que ninguém está a ver.

Em setembro regressarei com novos conteúdos, novas ideias e a mesma vontade de contribuir para uma vida mais consciente, equilibrada e alinhada com aquilo que realmente importa.

Até lá, escolho trocar alguma presença digital por presença na vida.

E continuo a acreditar que é uma excelente escolha.



Se este verão também lhe está a dar espaço para olhar para si, talvez seja o momento certo para iniciar um processo de mudança.

No meu site encontrará sessões individuais de coaching, programas, livros e muitos recursos pensados para apoiar quem procura viver com mais consciência, equilíbrio e bem-estar.

Tudo em: https://endurance.pt/sessoes

Espero encontrá-lo/a por lá.

A ciência explica uma coisa que muitos de nós já sentimos.A relação com os animais transforma-nos.Reduz o stress. Regula...
12/07/2026

A ciência explica uma coisa que muitos de nós já sentimos.
A relação com os animais transforma-nos.

Reduz o stress. Regula o sistema nervoso. Diminui a sensação de isolamento. Aumenta a produção de oxitocina. E recorda-nos, todos os dias, que o vínculo não precisa de palavras para ser profundo.

Este fim de semana, a nossa família cresceu.

A Lumi chegou para se juntar ao Noah e ao Cacau, os nossos companheiros de quatro patas, ao Loki, o nosso gato preto artista, e à Sassy, que decidiu conquistar a sua independência e hoje divide o tempo entre a nossa casa e a do vizinho.

Cada um tem uma personalidade diferente. Cada um nos ensina uma forma diferente de amar, cuidar, respeitar limites e viver o presente.

Quando falamos de saúde psicológica, raramente pensamos no impacto que a natureza, as plantas e os animais têm no nosso equilíbrio emocional.

Mas talvez devêssemos.

Porque o bem-estar não se constrói apenas em consultórios, livros ou cursos. Também se constrói nos pequenos momentos: um ronronar ao colo, um passeio com os cães, uma planta que cresce, um fim de semana sem pressa.

Hoje celebramos a chegada da Lumi.

E lembramo-nos de que cuidar da nossa saúde mental também passa por criar espaço para aquilo que nos faz sentir vivos.

"Panela fechada faz boa sopa" disse-me uma amiga citando a avó dela.Vivemos numa época em que parece que tudo só ganha v...
07/07/2026

"Panela fechada faz boa sopa" disse-me uma amiga citando a avó dela.

Vivemos numa época em que parece que tudo só ganha valor quando é visto, comentado e validado por centenas de pessoas. Mas a verdade é que as relações mais seguras não vivem de anúncios. Vivem de presença.

Na psicologia sabemos que a segurança emocional nasce da qualidade dos vínculos, não da quantidade de espectadores.

Quem nos ama não precisa de descobrir as nossas alegrias através de um ecrã. Faz parte delas. Está antes do aplauso. Antes da fotografia. Antes da publicação.

Nem tudo o que é importante precisa de ser contado.

Há momentos que crescem melhor protegidos pelo silêncio, porque há afetos que não se medem em gostos. Medem-se em abraços, em respeito e na tranquilidade de saber que há pessoas que permanecem, mesmo quando ninguém está a olhar.

E talvez seja essa a maior conquista de todas.

Nem tudo depende de ti. Mas aquilo que aceitas, depende.Passamos demasiado tempo a tentar controlar aquilo que está fora...
06/07/2026

Nem tudo depende de ti. Mas aquilo que aceitas, depende.

Passamos demasiado tempo a tentar controlar aquilo que está fora do nosso alcance: as decisões dos outros, as circunstâncias, os resultados, a forma como somos vistos.

E, pelo caminho, esquecemo-nos da única coisa que está verdadeiramente nas nossas mãos: os limites que escolhemos definir.

Aceitar não é o mesmo que compreender.
Aceitar não é o mesmo que perdoar.
Aceitar não é o mesmo que resignar.

Cada vez que normalizamos a falta de respeito, a incoerência, a manipulação ou o silêncio perante o que sabemos estar errado, estamos a fazer uma escolha. E todas as escolhas têm consequências.

Nem sempre podemos mudar o mundo.

Mas podemos decidir o que deixa de ter lugar na nossa vida.

Porque a qualidade da nossa vida depende menos daquilo que nos acontece e muito mais daquilo que deixamos de aceitar.

Hoje é sábado.O fim de semana tem este efeito curioso: conversamos mais, estamos mais tempo com a família, com amigos, c...
04/07/2026

Hoje é sábado.

O fim de semana tem este efeito curioso: conversamos mais, estamos mais tempo com a família, com amigos, com quem gostamos. E, inevitavelmente, falamos de outras pessoas.

Mas há um detalhe psicológico que raramente reparamos.

Quando alguém passa vários minutos a descrever “como o outro é”, muitas vezes está, sem perceber, a revelar a sua própria forma de ver o mundo.

O que escolhemos destacar.
O que nos incomoda.
O que admiramos.
O que criticamos.
O que repetimos.

Tudo isso fala dos nossos valores, das nossas feridas, das nossas expectativas e das histórias que carregamos.

Por isso, quando a Susana me fala do Luís, eu não estou apenas a ouvir uma história sobre o Luís.

Estou a conhecer a Susana.

A psicologia chama a isto projeção, atribuição, filtros cognitivos e muitos outros mecanismos que moldam a forma como interpretamos a realidade. Nenhum de nós vê o mundo exatamente como ele é. Vemo-lo através daquilo que somos.

Talvez este fim de semana seja um bom momento para fazer um pequeno exercício.

Antes de falar de alguém, pergunta-te:

O que é que isto revela sobre mim?

Essa resposta costuma ser muito mais transformadora do que qualquer opinião sobre os outros.

A semana termina para muitos. É tempo de desligar do trabalho e ligar ao que verdadeiramente importa: a família, os amig...
03/07/2026

A semana termina para muitos.
É tempo de desligar do trabalho e ligar ao que verdadeiramente importa: a família, os amigos, os afetos e também a nós próprios.
Que este fim de semana seja vivido com tempo, presença e amor.
Bom fim de semana! ❤️

Endereço

Largo Dos Sindicatos N 3 Lj 5
Coimbra
3020-199

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