25/08/2026
NINGUÉM CONSEGUE CONHECER-NOS ATRAVÉS DAQUILO QUE ESCOLHEMOS NÃO DIZER.
Durante muito tempo, tive o hábito de me calar. Não porque não tivesse nada para dizer, mas porque esperava que os outros percebessem aquilo que eu não conseguia, não sabia ou não ousava comunicar.
Um professor confrontou-me com uma evidência que ficou comigo: ninguém tem uma bola de cristal. Se eu não dissesse o que me passava pela cabeça, ele não tinha forma de adivinhar.
Parece uma aprendizagem simples. Não é.
Há pessoas que passam uma parte significativa da vida à espera de serem compreendidas sem se explicarem, reconhecidas sem se mostrarem e cuidadas sem dizerem do que precisam. Esperam que o amor, a amizade, a liderança ou a atenção do outro tenham uma espécie de poder de adivinhação. Quando isso não acontece, sentem-se ignoradas. Mas, muitas vezes, aquilo que ficou por reconhecer foi precisamente aquilo que nunca chegou a ser comunicado.
O silêncio pode proteger-nos da exposição, da rejeição e do desconforto de ocupar espaço. Também pode afastar-nos das relações, das oportunidades e das conversas que ajudariam a construir uma vida mais coerente com quem somos.
É por isso que criar uma network não é apenas uma estratégia profissional. É um exercício de desenvolvimento humano. Exige presença, reciprocidade e disponibilidade para permitir que os outros conheçam o nosso pensamento. O LinkedIn é apenas um dos lugares onde essa relação pode começar a ser construída.
Viver não é esperar que alguém adivinhe quem somos. É assumir a responsabilidade de nos tornarmos suficientemente visíveis para podermos ser verdadeiramente encontrados.
Se este texto lhe deixou perguntas sobre a forma como comunica, se relaciona e ocupa o seu lugar na própria vida, pode conhecer o meu trabalho em:
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