17/02/2026
No contexto do Carnaval, as máscaras são elemento culturais. Na psicologia, as máscaras assumem outro significado.
A depressão nem sempre se mostra de forma evidente. Pode coexistir com o desempenho profissional adequado, com interação social frequente e aparente estabilidade emocional. Isto é muitas vezes descrito como uma forma de sofrimento internalizado, em que a pessoa mantém uma imagem funcional enquanto vivencia sintomas como tristeza persistente, apatia, irritabilidade, fadiga ou sensação de vazio.
A chamada “máscara” está associada a mecanismos de defesa e estratégias de adaptação. Em muitos casos, surge como tentativa de evitar o julgamento, estigma ou incompreensão. O esforço permanente para sustentar essa aparência pode intensificar o desgaste psicológico e atrasar a procura de apoio.
Na área da psicologia, é fundamental reforçar que a ausência de sinais visíveis não invalida a experiência subjetiva de sofrimento. A avaliação adequada deve considerar não apenas comportamentos observáveis, mas também o relato interno, a história de vida e o contexto da pessoa.
Compreender as diferentes formas de manifestação da depressão contribui para intervenções mais ajustadas, baseadas em evidência científica e centradas na singularidade de cada indivíduo. A promoção da literacia em saúde mental permanece um pilar essencial para reduzir estigmas e favorecer o reconhecimento precoce de sintomas.
Só assim poderemos remover as máscaras que escondem sofrimento e dor…