22/08/2026
Quando vi este vídeo pela primeira vez, ignorei. Nem sequer o consegui ver até ao fim.
Mas hoje voltei a olhar para ele com mais atenção e percebi a mensagem tão forte que está aqui.
Muitas vezes crescemos, os anos passam, a vida muda… mas continuamos a reagir a partir daquela menina que teve medo, que se sentiu rejeitada, que aprendeu a agradar, a não incomodar, a esconder-se ou a acreditar que não era capaz.
E aquilo que vivemos não f**a apenas no passado.
Vai aparecendo, muitas vezes sem percebermos, na forma como nos relacionamos, nas escolhas que fazemos, nos limites que não colocamos, nas oportunidades que deixamos passar e até naquilo que acreditamos ser possível para nós.
E o corpo também vai contando essa história.
Na postura. Na expressão do rosto. Na tensão que acumulamos. Na forma como respiramos, como ocupamos espaço, como nos protegemos. Aquilo que não conseguimos expressar emocionalmente pode continuar a ser sentido no corpo, e experiências de stress e trauma podem deixar marcas no sistema nervoso e influenciar a forma como o corpo responde.
Por isso é tão importante olhar para trás. Não para f**armos lá, mas para percebermos o que ainda carregamos e começarmos a libertar aquilo que já não precisamos de continuar a levar connosco.
A menina deste vídeo podia ter f**ado presa à vergonha, ao medo e à ideia de que não conseguia.
Mas fez diferente.
E tornou-se a Tina Turner.
Às vezes, a transformação começa quando deixamos de viver condicionadas por aquilo que um dia nos aconteceu.
E é também através do corpo que podemos começar a trabalhar, integrar e libertar aquilo que ainda ficou por resolver.