11/06/2026
Não vejo a doença apenas como um desafio psicológico a gerir.
Também não a vejo como uma lição espiritual com uma explicação pronta.
O que sei é que a doença acontece sempre numa pessoa inteira.
É que existem dimensões biológicas, mentais, emocionais, relacionais, existenciais e espirituais que influenciam o aparecimento e o curso da doença.
É que o corpo, a psique, a nossa história pessoal, o que acreditamos e a forma como vivemos estão profundamente ligados.
Nem sempre percebo como se articulam.
Mas vale sempre a pena explorá-los, aprofundá-los a partir do sentir e da vontade da pessoa.
Porque daí emerge informação, signif**ado, sentido.
Um sentido que não é imposto por alguém nem é fruto de uma análise lógica. Mas é descoberto, revelado, reconhecido numa escuta mais profunda de quem somos.
E isso muda a forma como nos relacionamos com a doença, muda a forma como nos relacionamos com a vida.