12/08/2026
Mudar dói.
Não necessariamente porque a mudança seja errada, mas porque nos obriga a sair do que conhecemos.
Mesmo quando sabemos que determinada relação, rotina, trabalho ou forma de estar já não nos faz bem, o conhecido continua a dar-nos uma sensação de segurança.
Mudar implica movimento.
E movimento traz desconforto.
Por isso, muitas vezes, esperamos sentir-nos preparados, confiantes ou seguros para mudar. Mas esse momento pode nunca chegar.
A mudança raramente acontece sem medo, dúvida ou alguma resistência.
O importante não é eliminar o desconforto.
É perceber se aquilo que estamos a fazer nos aproxima da vida que queremos construir.
E aceitar que mudar não é um processo linear. Podemos avançar, recuar, duvidar e voltar a tentar.
Talvez a pergunta não seja:
“Como faço para não me custar?”
Mas sim:
“Aquilo que estou a evitar porque me custa é precisamente aquilo de que preciso para mudar?”
*Gráfico adaptado de The Change Book