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Promovemos formações relacionadas com Amamentação dirigida a profissionais de saúde com o objetivo de aumentar o seu conhecimento nesta área e melhorando os cuidados prestados às famílias

Bem-vindas à turma de Setembro do curso Princípios Básicos da Lactação Humana. Obrigada por confiarem à Academia este mo...
18/09/2026

Bem-vindas à turma de Setembro do curso Princípios Básicos da Lactação Humana. Obrigada por confiarem à Academia este momento da vossa formação. Sabemos o que custa arranjar tempo para estudar entre turnos, consultas e vida pessoal, e ainda assim decidiram avançar.

Nas próximas semanas vão sentir a diferença entre entrar numa consulta com uma dúvida por resolver e entrar com mais segurança. Isto também nos aconteceu enquanto formávamos mais de mil profissionais nestes últimos anos. É esse trabalho feito em grupo que dá a uma turma a força de uma comunidade, pronta para se apoiar mutuamente sempre que surgir uma dúvida real de consulta.

Começa agora um período de estudo e dedicação partilhada, com a certeza de que cada dúvida esclarecida aqui vai chegar, mais tarde, a uma mãe e a um bebé reais.

Estamos aqui para acompanhar cada etapa deste curso.
Bem-vindas à Academia de Lactação.

Com carinho,
Sofia Inácio e Sofia Silva

Às 3 da manhã, o leite materno tem uma composição diferente da que tem às 3 da tarde. Não é só o volume que varia ao lon...
16/09/2026

Às 3 da manhã, o leite materno tem uma composição diferente da que tem às 3 da tarde. Não é só o volume que varia ao longo do dia, varia também a quantidade de hormonas, gorduras e outros componentes que chegam ao bebé em cada ma**da.

Revisões sistemáticas recentes confirmam a variação circadiana em vários componentes do leite humano: triptofano, gordura, triglicéridos, colesterol, melatonina e cortisol. A melatonina atinge o pico por volta das 3h da manhã e está em menor quantidade durante o dia; o cortisol segue o padrão inverso, mais elevado de dia. Estes dois sinais parecem transportar ao bebé informação sobre a hora, ajudando-o a regular o seu próprio relógio biológico.

Nem toda a variação do leite depende da hora do dia. Alguns componentes acompanham de perto a alimentação da mãe, como os ácidos gordos, as vitaminas hidrossolúveis, o iodo e o selénio. Outros mantêm-se notavelmente estáveis, como a proteína, os hidratos de carbono e a maioria dos minerais, praticamente independentes do que a mãe come nesse dia. Mesmo em situações de subnutrição materna, a composição do leite mostra-se resiliente, só em casos de subnutrição grave é que a quantidade e alguns componentes específicos, como a gordura, podem ser afectados.

Esta estabilidade nota-se especialmente nos componentes imunológicos. Imunoglobulinas, lactoferrina, oligossacáridos e factores de crescimento continuam presentes e activos mesmo em condições maternas adversas, a modular o sistema imunitário do bebé e a protegê-lo de infecções. É esta imunomodulação, mais do que qualquer variação pontual, que sustenta grande parte do valor protector da amamentação.

Guarda este post para consultares sempre que precisares de explicar isto numa consulta.

Referências:
Circadian Variation in Human Milk Composition, a Systematic Review — Nutrients, 2020
The Circadian Composition of Breast Milk: A Natural Starting Point for Chrononutrition — Current Nutrition Reports, 2026
Maternal Nutritional Status and Breastmilk Composition — PubMed (review)
Impact of Maternal Nutrition on Breast-Milk Composition: A Systematic Review — American Journal of Clinical Nutrition, 2016

Em 1974, um relatório chamado "The Baby Killer" acusou uma das maiores multinacionais do mundo de contribuir para mortes...
14/09/2026

Em 1974, um relatório chamado "The Baby Killer" acusou uma das maiores multinacionais do mundo de contribuir para mortes de bebés em países pobres. A causa não era um vírus nem uma escassez de recursos — era uma estratégia de marketing. Mulheres fardadas de branco entravam em maternidades, apresentavam-se como profissionais de saúde e ofereciam leite artificial grátis a mães que acabavam de dar à luz. Não eram enfermeiras. Eram promotoras de vendas. O mecanismo era simples e devastador: a amostra grátis interrompia as ma**das, a produção de leite baixava, e quando a amostra acabava, muitas mães já não tinham leite - e algumas nem dinheiro tinham para continuar a comprar leite artificial.

O boicote que nasceu desta denúncia, lançado a 4 de julho de 1977, tornou-se um dos maiores boicotes não-sindicais da história e levou, em 1981, à criação do Código Internacional de Marketing dos Substitutos do Leite Materno da OMS.

Mais de 50 anos depois, a lógica não desapareceu - só mudou de forma. Investigações da Public Eye e da IBFAN, em 2024 e 2025, mostraram o Cerelac, da Nestlé, vendido em África com açúcar adicionado, enquanto o mesmo produto, na Europa, não leva açúcar nenhum.

Reconhecer estas táticas, antigas ou com nova roupagem, faz parte da nossa ética como profissionais.

Fontes: War on Want, "The Baby Killer" (1974) · OMS, Código Internacional de Marketing dos Substitutos do Leite Materno (1981) · Public Eye / IBFAN, investigação Cerelac (2024-2025)

Nem todos os estudos dizem tudo. Alguns mudam como trabalhamos, mesmo quando já têm quase 20 anos.Durante décadas, recom...
12/09/2026

Nem todos os estudos dizem tudo. Alguns mudam como trabalhamos, mesmo quando já têm quase 20 anos.

Durante décadas, recomendou-se mamar de 3 em 3 horas, no máximo de 8 em 8. Foi só com a Iniciativa Hospital Amigo dos Bebés da OMS, em 1991, que a amamentação a livre demanda passou a ser recomendação oficial. Mais de 30 anos depois, ainda há quem aconselhe horários fixos.

Também se recomendava massagem profunda para "desentupir" o ducto numa mastite. O Protocolo Clínico #36 da Academy of Breastfeeding Medicine, revisto em 2022, mostra o contrário: essa massagem pode agravar a inflamação. A prioridade passou a ser drenagem suave, gelo e continuar a amamentar.

E ensinava-se a pega em boca de peixinho como sinal de que estava tudo certo. Um estudo com ecografia (Geddes et al., 2008) mostrou que o que protege o mamilo é a profundidade da pega, não a forma da boca. Quase 20 anos depois, ainda se ensina a versão antiga.

Conhecer estes estudos não é luxo de formação avançada. É o básico para não perpetuar o que a evidência já superou. A Academia existe para isto: manter-te a par quando a ciência mexe.

Se queres aprofundar isto na prática, o PBLH tem 40 horas de formação síncrona e assíncrona, pensadas para quem já trabalha em cuidados de saúde. Encontras todos os detalhes no link da bio.

Fontes: OMS/UNICEF, Baby-Friendly Hospital Initiative, 1991 · Mitchell KB. et al. (Academy of Breastfeeding Medicine), "ABM Clinical Protocol #36: The Mastitis Spectrum, Revised 2022", Breastfeed Med. 2022;17(5):360–376 · Geddes DT. et al., "Tongue movement and intra-oral vacuum in breastfeeding infants", Early Hum Dev. 2008;84(7):471–477.

As duas formações do segundo semestre de 2027 estão esgotadas: Princípios Básicos da Lactação Humana e Princípios Avança...
11/09/2026

As duas formações do segundo semestre de 2027 estão esgotadas: Princípios Básicos da Lactação Humana e Princípios Avançados da Lactação Humana.

E há algo que torna este momento ainda mais especial: pela primeira vez, a turma dos Princípios Avançados esgotou antes sequer de a anunciarmos aqui nas redes.

Há mudanças que não acontecem de um dia para o outro.

Começam num profissional que decide estudar mais. Noutro que percebe que aquilo que aprendeu já não chega para responder às famílias que acompanha.

E, a certa altura, começamos a perceber que alguma coisa mudou.

Para nós, isto conta uma história muito maior do que duas turmas cheias.

Diz-nos que há cada vez mais profissionais de saúde a reconhecer que a formação em amamentação não é apenas uma diferenciação profissional. É parte de cuidar melhor.

Porque quando uma família procura ajuda, precisa de encontrar profissionais capazes de avaliar, decidir e apoiar com conhecimento, segurança e respeito pela sua realidade.

É esta a mudança em que acreditamos desde o início: uma geração de profissionais cada vez mais preparada para cuidar das famílias que amamentam.

E vê-la acontecer, profissional a profissional, é uma conquista de todos os que escolheram fazer parte dela.

Obrigada por caminharem connosco. 💙

Hoje assinala-se o Dia Mundial da Grávida e a maior parte do conteúdo vai falar de barrigas e de expectativa.Vale a pena...
09/09/2026

Hoje assinala-se o Dia Mundial da Grávida e a maior parte do conteúdo vai falar de barrigas e de expectativa.

Vale a pena falar de outra coisa. Do que acontece na cabeça de uma mulher grávida quando começa a ouvir, ao mesmo tempo, que amamentar é natural e que muita gente não consegue.

Ela chega ao parto com essa contradição por resolver. E quem a recebe nas primeiras horas herda-a.

A preparação que funciona não promete uma amamentação fácil. Explica o que é normal nos primeiros dias, o que não é, e a quem ligar quando a dúvida aparecer. Uma mulher que sabe o que esperar assusta-se menos com o que acontece.

O teu trabalho começa antes do bebé nascer, mesmo quando a consulta parece ser só sobre a gravidez.
Perguntar como imagina os primeiros dias, se já ouviu histórias de amamentação difícil na família, se teve informação contraditória sobre a quantidade de leite. É aqui que a ansiedade se desmonta antes de se instalar.

Sem essa conversa, a grávida chega ao puerpério a decifrar sozinha o que é normal. Com ela, chega a saber o que fazer em caso de dor, como é o comportamento esperado do bebé, como sabe se o bebé está a comer e que há a quem recorrer antes de decidir desistir.

A diferença não se sente na consulta de hoje. Sente-se depois, quando o bebé nasce e a mãe sabe a quem recorrer.

Cada dólar investido em apoio à amamentação gera 35 dólares de retorno económico. É o dado mais recente publicado pela O...
31/08/2026

Cada dólar investido em apoio à amamentação gera 35 dólares de retorno económico. É o dado mais recente publicado pela OMS e pela UNICEF, e continua a ser uma das áreas menos financiadas nos serviços de saúde, ano após ano.

Este retorno não nasce de tecnologia nova nem de mais orçamento hospitalar. Nasce na consulta — na formação técnica que chega, ou não chega, a quem está todos os dias à frente da mãe e do bebé. É aqui que o número se torna resultado real: menos introduções evitáveis de leite artificial, menos dor não corrigida, mais confiança clínica.

O dado já existe. Falta a decisão de o levar a sério. Se trabalhas num centro de saúde, hospital ou unidade de cuidados, pede formação em amamentação à tua instituição — é um argumento com número, não só com convicção.

Fonte: OMS e UNICEF, comunicado conjunto, Semana Mundial do Aleitamento Materno, 4 de agosto de 2025.

📲 Pergunta: "Ainda há vagas para esta turma?"Resposta: Estamos mesmo mesmo a fechar, mas há ainda 1 vaga disponível sim!...
29/08/2026

📲 Pergunta: "Ainda há vagas para esta turma?"
Resposta: Estamos mesmo mesmo a fechar, mas há ainda 1 vaga disponível sim! 🤗

Num mundo cada vez mais cheio de IA, o apoio humano à amamentação é precisamente o que não pode ser automatizado - e por isso esta é uma formação cada vez mais crucial nos próximos anos no mercado de trabalho.

Esta edição está renovada, depois de colhermos feedback e aprendizagens com 12 turmas, e f**a totalmente gravada.

3 razões para escolher esta formação:

📊 95% de taxa de conclusão

✅ Certif**ação DGERT

⭐ Conta horas para certif**ação IBCLC

Se sente que quer avançar mas ainda precisa de “pensar em conjunto” alguns detalhes para perceber se este é o momento certo, fale connosco no WhatsApp.

🥂 A ti que fizeste as outras edições obrigada pela tua dedicação e recomendação a outras colegas!
🥂 A ti que confiaste nos a tua aprendizagem e és já a turma 13, esperemos que te tornes embaixadora no final também. Seria sinal que a promessa foi cumprida!

P.s Desculpem a imagem diz "últimas vagas" mas deveria dizer "Última vaga" 😉

"Tem leite suficiente" aparece em muitas consultas como resposta final. A mãe pergunta, o profissional observa o bebé a ...
27/08/2026

"Tem leite suficiente" aparece em muitas consultas como resposta final.

A mãe pergunta, o profissional observa o bebé a crescer, e a frase sai como garantia.

Mas dar essa garantia não chega. Um bebé mais inquieto ao fim da tarde pode parecer sinal de fome, e a mãe pode achar que os sinais objetivos não batem certo com o que está a ver. Perceber se é isso ou se é só insegurança dela exige olhar para outros marcadores: curva de peso, padrão de eliminações, transferência de leite observada durante a ma**da. O profissional tem de saber explicar porque estes sinais dizem mais sobre a produção de leite do que o comportamento do bebé num momento isolado.
E mesmo quando todos esses sinais são tranquilizadores, a mãe pode continuar a sentir que falta leite.

Aí o trabalho não é repetir os números.
É escutar com empatia, perceber o que está por detrás desta sensação, e trabalhar essa insegurança sem desvalorizar o que ela está a dizer.

Avaliar com critérios objetivos e escutar com empatia não competem entre si. Protegem a mesma mãe de duas formas diferentes.
Se sentes que falta este passo nas tuas consultas, começa por aqui.

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