Reflexões Psicológicas

Reflexões Psicológicas Para Conhecer meu Trabalho e Agendar Consultas: www.psicoanaluciasenise.com

Dra Ana Lúcia Senise CRP: 06/235931
Psicóloga e Psicanalista

Página: Compartilhar de reflexões, poesias e artigos com base em uma visão psicanalista e fenomenológica.

Estou atendendo presencialmente em Alphaville! Atendo também Online!Serviços em Inglês e Português!Para agendar, enviar ...
06/07/2026

Estou atendendo presencialmente em Alphaville!

Atendo também Online!

Serviços em Inglês e Português!

Para agendar, enviar mensagem whatsapp para +5511978935299

PORQUE PSICANÁLISE E PORQUE PSICANÁLISE RELACIONAL?Quando alguém procura um processo terapêutico mais profundo, uma perg...
06/07/2026

PORQUE PSICANÁLISE E PORQUE PSICANÁLISE RELACIONAL?

Quando alguém procura um processo terapêutico mais profundo, uma pergunta inevitavelmente surge: por que escolher a psicanálise? E, entre as diferentes correntes contemporâneas, por que optar pela psicanálise relacional?

Essas questões não dizem respeito apenas a uma preferência teórica ou técnica. Elas remetem, sobretudo, a uma concepção particular da mente humana, do sofrimento psíquico e das possibilidades de transformação da personalidade.

A psicanálise como trabalho em profundidade

A psicanálise distingue-se de muitas outras abordagens psicoterapêuticas por dirigir-se não apenas ao nível dos sintomas, mas às estruturas profundas da vida psíquica. Ansiedade, tristeza persistente, dificuldades nas relações, sentimentos de vazio ou repetição de padrões dolorosos nas escolhas afetivas raramente são eventos isolados. Frequentemente são expressões de modos de funcionamento psíquico que foram sendo constituídos ao longo da história relacional da pessoa.

A psicanálise parte da ideia de que grande parte da nossa experiência mental permanece inconsciente. Vivências precoces, afetos que não puderam ser simbolizados, experiências relacionais marcantes e conflitos internos podem permanecer ativos no psiquismo sem que tenhamos plena consciência deles. Ainda assim, continuam a influenciar profundamente a forma como pensamos, sentimos e nos relacionamos.

Nesse sentido, o trabalho psicanalítico não consiste apenas em aliviar um sofrimento imediato. Ele busca compreender os signif**ados inconscientes que organizam a experiência subjetiva e que sustentam certos padrões repetitivos de pensamento, emoção e relação.

Quando essas dimensões tornam-se gradualmente pensáveis, nomeáveis e integráveis, algo essencial pode começar a mudar. Não apenas o sintoma, mas a própria maneira de estar consigo mesmo e com os outros.

É por isso que a psicanálise é frequentemente considerada uma das abordagens psicoterapêuticas com maior potencial de transformação da personalidade. A mudança não ocorre apenas ao nível comportamental ou cognitivo; ela pode alcançar as camadas mais profundas da organização psíquica.

A mente humana é relacional

Nas últimas décadas, diferentes desenvolvimentos teóricos ampliaram a compreensão psicanalítica da mente. Entre essas perspectivas, a psicanálise relacional trouxe uma contribuição fundamental: a compreensão de que a mente humana é, desde o início, essencialmente relacional.

O psiquismo não se desenvolve em isolamento. Ele emerge e organiza-se no contexto das relações signif**ativas da infância, particularmente nas experiências com aqueles que cuidam da criança. É nesses encontros precoces que se formam as matrizes afetivas e relacionais que influenciarão, muitas vezes de forma inconsciente, a forma como cada pessoa vivencia proximidade, dependência, autonomia, confiança ou rejeição ao longo da vida.

Assim, muitas dificuldades emocionais que surgem na vida adulta estão ligadas a padrões relacionais internalizados. A pessoa pode sentir-se constantemente desvalorizada, experimentar medo intenso de abandono ou repetir relações em que se sente invisível ou não reconhecida. Esses padrões raramente são escolhas conscientes; são formas de organização psíquica construídas ao longo da história emocional.

A psicanálise relacional procura compreender e trabalhar exatamente nesses níveis mais profundos da experiência relacional.

A relação terapêutica como espaço de transformação

Uma das diferenças fundamentais da psicanálise relacional em relação a modelos psicanalíticos mais clássicos diz respeito ao papel da relação entre paciente e analista.

Durante muito tempo, predominou na psicanálise a ideia de que o analista deveria manter uma posição marcada por forte abstinência emocional, neutralidade rígida e relativa reserva pessoal. Em algumas práticas, isso se traduziu na imagem do analista como uma figura silenciosa, distante e pouco expressiva.

Hoje sabemos que esse modelo pode, em certos casos, ser limitador e até potencialmente retraumatizante. Para pessoas cuja história inclui experiências de negligência emocional, falta de reconhecimento ou ausência de resposta afetiva signif**ativa, encontrar novamente uma presença silenciosa e emocionalmente inacessível pode repetir, em vez de transformar, certas experiências de desamparo.

A psicanálise relacional parte de uma compreensão diferente: a transformação psíquica ocorre dentro de uma relação viva entre duas subjetividades.

Isso não signif**a abandonar a reflexão, a escuta profunda ou a responsabilidade técnica do analista. Signif**a, antes, reconhecer que o analista não é uma presença neutra e invisível, mas um participante real na relação terapêutica.

O psicanalista relacional mantém uma escuta atenta e reflexiva, mas também pode responder, reconhecer, pensar junto e estar emocionalmente presente na relação. A relação terapêutica torna-se, assim, um espaço em que experiências emocionais podem ser vividas de forma diferente daquelas que marcaram a história relacional do paciente.

Quando sentimentos encontram reconhecimento, quando experiências internas são pensadas em conjunto e quando a presença do outro não é marcada por distância ou indiferença, algo novo pode começar a ser inscrito na vida psíquica.

Experiências emocionais novas

Dentro do processo analítico relacional, padrões antigos podem emergir na relação terapêutica — expectativas de rejeição, medo de ser incompreendido, necessidade de adaptação excessiva ou receio de expressar sentimentos.

No entanto, quando esses movimentos encontram um contexto relacional diferente, em que existe escuta, reconhecimento e capacidade de reflexão compartilhada, abre-se a possibilidade de experiências emocionais novas.

Essas experiências não ocorrem apenas no plano intelectual. Elas são vividas no próprio encontro terapêutico e, ao serem pensadas e integradas, podem modif**ar gradualmente as formas como a pessoa se relaciona consigo mesma e com os outros.

Assim, a transformação psíquica não acontece apenas pela interpretação de conteúdos inconscientes, mas também pela qualidade da relação que se estabelece no processo terapêutico.

Psicanálise como processo de autoconhecimento profundo

A psicanálise, especialmente na sua vertente relacional contemporânea, pode ser compreendida como um espaço privilegiado de autoconhecimento profundo.

Ao longo do trabalho analítico, a pessoa aproxima-se gradualmente da própria história emocional, dos afetos que a constituem e dos signif**ados inconscientes que estruturam a sua experiência de si e do mundo.

Esse processo é frequentemente delicado e gradual. Mas, ao permitir que aquilo que antes era vivido como repetição inconsciente possa ser pensado e simbolizado, abre-se espaço para novas formas de existência.

Com o tempo, a pessoa pode tornar-se menos determinada por padrões que não compreendia e mais livre para construir relações e escolhas que estejam mais próximas da sua própria verdade.

Nesse sentido, a psicanálise não é apenas um tratamento para o sofrimento psíquico. Ela pode ser também um processo de transformação da personalidade e criação de si, em que o sujeito vai, pouco a pouco, tornando-se mais autor da sua própria história.

O TEMPO DA PSICOTERAPIA NA CONTEMPORANEIDADEQue tempo é este em que vivemos?  Naquilo que é chamado de pós-modernidade o...
06/07/2026

O TEMPO DA PSICOTERAPIA NA CONTEMPORANEIDADE

Que tempo é este em que vivemos? Naquilo que é chamado de pós-modernidade ou modernidade tardia para alguns. Uma época em que nunca tivemos tão conectados, podendo encurtar os espaços e o tempo para a comunicação através dos adventos da tecnologia e redes sociais. Vivemos na era do imediato, ou como diria Lipovetsky, do “Time is Money” e da cultura do excesso, em que se procura rentabilizar, conseguindo mais quantidade em menos tempo, por exemplo com os fastfoods, fastfashion, uso de substâncias, tinder, apps de encontro, livros de autoajuda com fórmulas mágicas da felicidade, entre outros. A compra e inclusive o encontro, podem estar à distância de um click. No entanto, tem ocorrido um adornamento da fôrma, em detrimento da fórma. Uma primazia da quantidade em detrimento da qualidade. Apesar da grande liberdade de escolhas, desde estilo, o que comer, estilos de vida às ideologias com que mais nos identif**amos, a angústia é predominante. Zygmunt Baumann nos fala da modernidade líquida e dos amores líquidos, que escorrem e não permanecem. Resta um vazio, uma sensação de incompletude, pois ao nos relacionarmos com tudo, acabamos por não relacionar com nada ao mesmo tempo. Nossa personalidade f**a dispersa, fragmentada, em que não há uma continuidade histórica, mas saltos entre áreas. Há uma urgente demanda para se fazer tudo, viver tudo, o que é impossível e a angústia vem do peso da liberdade da escolha, de ter a responsabilidade por escolher o que queremos fazer com o nosso tempo, investir na construção de nossa realidade.

Como saber o que escolher? Não há resposta pronta e ela pode mudar ao longo da vida, mas para a felicidade sabe-se que a autenticidade é essencial, assim como o autoconhecimento. Em um mundo de aparências e do culto da felicidade instantânea, emoções como a tristeza, a raiva e o medo, são mascaradas com photoshops imagéticos, distratores ou químicos. A desatenção às nossas emoções impede a compreensão real de nossa relação com os outros e com o mundo. A tristeza pode indicar uma necessidade de reajuste de expectativas, a raiva, uma revolta por terem ultrapassado limites pessoais, a alegria, o experienciar de algo que vai de encontro ao seu ser, entre outros. É essencial conhecer as emoções e permitir que nos orientem, como bússolas, indicando como ajustar as nossas relações de acordo com aquilo que nos trará felicidade. A felicidade é feita de momentos e, aqueles que nos eternizam, quando o “tempo para” dando co***lo ao conhecimento de nossa mortalidade, são aqueles em que realmente há um encontro, uma imersão em uma experiência em que se deixa um legado, seja pelo amor à uma pessoa ou do encontro de nós com nós mesmos, na expressão artística, na escrita de uma obra ou com a possibilidade de contribuir com uma maior abrangência para a compreensão da realidade e na sua melhoria através de alguma área de trabalho. É aqui que a psicoterapia é essencial, na necessidade de um mergulho em nossa história, para o autoconhecimento e para escolher com autenticidade em o que queremos investir o nosso tempo, afetos e criatividade.

Em um tempo partilhado acelerado, o tempo na consulta é o subjetivo. Cada um, terapeuta e paciente experienciam o tempo à sua forma, fruto também de um dinamismo criado na relação e é nesta relação de qualidade e que não promete resultados imediatos, que um pode parar, pára para viajar no tempo. No presente, viaja-se ao passado, para remodelar o presente e o futuro. No presente da relação psicoterapêutica, contínua, atenta e imersiva, uma pessoa pode viver uma nova forma de se relacionar e de ser vista, permitindo também o vivenciar de emoções e o ressignif**ar e elaborar o que se sucedeu em experiências passadas. A escola francesa fala no après-coup, quando nos damos conta de que sofremos um trauma muito depois deste ter se sucedido. Ao invés de rótulos diagnósticos, cristalizando uma pessoa no tempo e no espaço, procura-se na terapia a transformação, afinal, por uma perspetiva fenomenológico-existencial ou mais próxima da psicanálise relacional, o ser nunca é, mas está a ser e aquilo que ele tem sido depende da repetição do que fora antes. Trago aqui a máxima psicanalítica, que para não repetir, é preciso relembrar, elaborar e transformar. A psicoterapia é um mergulho na subjetividade, permitindo, com o tempo, transformar aquilo que em nós ficou automatizado, nossos mecanismos de defesa, nossas formas de se relacionar com objetos e a própria transferência, ou se quiserem, repetição no agora de padrões relacionais que foram aprendidos na infância com os pais ou cuidadores. A compulsão à repetição seria também uma negação implícita da passagem do tempo, presos no passado. A psicoterapia permite que, com o tempo, uma pessoa, em sua continuidade histórica escolha, ao invés de agir ou reagir no aqui-agora, permite uma viagem no tempo para um reapropriar-se de si como seu próprio criador, sabendo que está a ser da forma que tem sido por diversas razões, podendo vir-a-ser aquilo que almeja. Apesar de nossos impulsos e automatismos, ganha-se o poder da autonomia da escolha. Não podemos escolher aquilo que queremos, mas escolhemos aquilo que fazemos, de forma que a liberdade e a felicidade desta resultante adviria não de se fazer o que quer, mas de querer o que se faz.

O tempo da psicoterapia é outro, às vezes as sessões passam rápido, às vezes vagarosamente, a depender do nível de envolvimento e imersão na consulta. O tempo e o espaço sentidos se aproximam mais da dinâmica inconsciente, como nos sonhos, em que podemos estar no passado, no presente e futuro ou sermos diferentes pessoas sem fazer confusão. Assim como podemos rapidamente mudar de espaços. Não é à toa que os sonhos têm também uma função de regulação emocional. A psicoterapia também permite, em consequência de seus processos, que uma pessoa tolere mais a frustração, que, como Bion colocaria, troque o agir a partir de sensações não nomeadas no pensar. O psicoterapeuta, muitas vezes fazendo o papel da mãe suficientemente boa de Winnicott, permite transformar elementos beta em alfa e contribuir com o desenvolvimento do aparelho de pensar do paciente. Quando se teve uma relação segura, aceitante, empática, como na psicoterapia, uma pessoa ganha a tolerância à frustração, justamente porque consegue esperar, porque sabe que, apesar de falhas na relação ou na vida, os cuidados e atenção voltarão. Um bom psicoterapeuta dançará no tempo subjetivo do paciente conforme a melodia que este toca, respeitando os seus ritmos. O lidar com a frustração permite o pensar, o recordar, o sonhar. Na sociedade contemporânea não há muito espaço para o pensamento, com discursos prontos e resumos, ainda mais com o advento da IA, que pensa por nós. Aqui se lançarão novos desafios.

Em suma, a psicoterapia pode ser um respiro de ar fresco, um encontro em meio aos desencontros da vida, tal como a alegria de voltarmos a sermos vistos quando tiramos as máscaras após a pandemia. Finalizo aqui então com uma questão:

No que quer investir o seu tempo?



Gestalt FloralAquilo em que tu te focas é essencial?Ou teu foco deveria ser o plano de fundo?E o plano de fundo?Há algo ...
04/02/2025

Gestalt Floral

Aquilo em que tu te focas é essencial?
Ou teu foco deveria ser o plano de fundo?
E o plano de fundo?
Há algo nele que deveria ser mais destacado?
Onde encontrarei a beleza e a felicidade?
Gestalt, na complexidade:
O todo é sempre maior do que a soma das partes.

17/05/2024
Venha participar das Jornadas da Clínica de Psicoterapia Espaço Potencial!Vamos discutir e refletir juntos as dimensões ...
10/04/2024

Venha participar das Jornadas da Clínica de Psicoterapia Espaço Potencial!
Vamos discutir e refletir juntos as dimensões do Tempo, do Espaço e da Relação na contemporaneidade e na relação terapêutica!
O EVENTO É ACREDITADO PELA ORDEM DOS PSICÓLOGOS PORTUGUESES!
*****Temos descontos para estudantes e valores reduzidos até dia 15 de Abril!****

VENHA PARTICIPAR DAS JORNADAS DA CLÍNICA ESPAÇO POTENCIAL DE PSICOTERAPIA!Vamos juntos discutir as dimensões do tempo, d...
09/04/2024

VENHA PARTICIPAR DAS JORNADAS DA CLÍNICA ESPAÇO POTENCIAL DE PSICOTERAPIA!

Vamos juntos discutir as dimensões do tempo, do espaço e da relação na contemporaneidade e na relação terapêutica!

As jornadas têm valor de acreditação pela Ordem dos Psicólogos Portugueses e estamos com valores reduzidos para a inscrição até dia 15 de Abril! Os estudantes têm ainda descontos!

Para mais informações, verif**ar na página do instagram

https://www.instagram.com/p/C4sq-cKqWb1/?igsh=MThyZGowaXZtMTRpbA==

28/03/2024

Confira o meu site!

Estou realizando consultas de psicologia e psicoterapia psicanalítica online para todos os cantos do 🌎, não importa onde você esteja!

Sou brasileira, com graduação realizada na USP e na Universidade Portuguesa de Lisboa, também com Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde.
Atualmente estou a realizar uma pós-graduação em psicoterapia psicanalítica relacional.

Inicie um processo de psicoterapia psicanalítica para desenvolver o seu autoconhecimento e a liberdade para fazer escolhas que virão te trazer mais felicidade!

Endereço

São Paulo, SP

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 14:00 - 20:00
Terça-feira 14:00 - 20:00
Quarta-feira 14:00 - 20:00
Quinta-feira 14:00 - 20:00
Sexta-feira 14:00 - 18:00

Telefone

+351912956071

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Reflexões Psicológicas posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Reflexões Psicológicas:

Compartilhar

Categoria