28/07/2026
🏃♂️ O exercício físico continua a ser uma das intervenções mais eficazes para proteger o coração.
A prática regular reduz o risco de doença cardiovascular, insuficiência cardíaca e também de fibrilhação auricular.
Contudo, existe uma exceção importante.
Em atletas de endurance, sobretudo após muitos anos de treino de elevada intensidade e elevado volume, o risco de fibrilhação auricular é superior ao da população geral.
Os mecanismos propostos incluem:�
🫀 Remodelagem auricular;
�🧠 Aumento do tónus vagal;�
🔥 Inflamação e stress oxidativo.
A mensagem não é que o exercício faz mal.�
A mensagem é que a relação entre exercício físico e fibrilhação auricular segue uma curva em U: pouco exercício aumenta o risco, exercício moderado protege e volumes extremos de treino podem, em alguns atletas, voltar a aumentá-lo.
💬 Na sua prática clínica, já diagnosticou fibrilhação auricular em atletas de endurance?
Partilhe a sua experiência nos comentários.
Bibliografia:
Guasch E, Mont L. Nat Rev Cardiol 2017.
Wilhelm M. Eur J Prev Cardiol 2014.
2020 ESC Sports Cardiology Guidelines (EHJ 2021).
Guasch E et al. JACC 2013.