Catarina Gomes - Terapeuta Familiar e de Casal

Catarina Gomes - Terapeuta Familiar e de Casal Estou aqui para te ajudar a viver a tua vida e as tuas relações de uma forma mais leve e consciente.

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- Clinifeira - Parento Infantil

Nem todas as mudanças precisam de ser grandes para serem importantes.Às vezes, nas férias, reparamos nisso com mais faci...
24/08/2026

Nem todas as mudanças precisam de ser grandes para serem importantes.
Às vezes, nas férias, reparamos nisso com mais facilidade.

Na criança que hoje conseguiu esperar um bocadinho mais.
No casal que conseguiu conversar sem transformar tudo numa discussão.
Naquele momento em que, em vez de reagir, alguém respirou fundo.
Naquele abraço depois de um dia caótico.

São pequenos momentos que nos mostram que algo está a mudar.

Em vez de esperarmos pela mudança perfeita, podemos apreciar e reconhecer o caminho.

E talvez também seja isso que as férias nos permitem: abrandar o suficiente para reparar naquilo que, na correria do dia a dia, nem sempre conseguimos ver.

Que pequeno progresso na tua relação tens conseguido reparar nestas férias?

Catarina 🤍

A gratidão não é apenas dizer “obrigado”. É sim reconhecer que algo ou alguém teve importância na nossa vida.Um gesto qu...
14/08/2026

A gratidão não é apenas dizer “obrigado”. É sim reconhecer que algo ou alguém teve importância na nossa vida.

Um gesto que nos tocou.
Uma presença que nos sustentou.
Alguém que esteve lá quando precisávamos.
Uma relação onde nos sentimos vistos.
Um momento que nos trouxe paz.

E, nas relações, é comum deixarmos de reparar no cuidado. Na disponibilidade. Nos pequenos gestos. Naquilo que o outro faz todos os dias e que nos sabe tão bem.

Não porque deixaram de ter valor, mas porque passaram a fazer parte da rotina.
A gratidão torna visível o que se tornou habitual.

Porque sentir que o nosso esforço é visto e valorizado é, muitas vezes, uma forma de nos sentirmos importantes para o outro.

Talvez seja também uma forma de dizer:
“Eu não quero dar por garantido aquilo que temos.”

Na tua relação, o que existe hoje que já se tornou habitual, mas que continua a merecer ser reconhecido?

Catarina 🤍

12/08/2026

Há uma ideia que tenho ouvido cada vez mais nas consultas:
“É tão intenso que já não consigo lidar com isto.”

E muitas vezes não é porque a emoção apareceu. É porque ela esteve demasiado tempo a ser evitada, empurrada, controlada ou combatida.

Com esta analogia usei café, quero mostrar que:
☕ Acolher a emoção não signif**a gostar dela, concordar com ela ou resignar-se. Signif**a permitir que ela exista sem entrar imediatamente em guerra connosco próprios.

☕ Lutar contra a emoção pode fazer com que ela se espalhe por tudo: pensamentos, corpo, relações, sono, trabalho e autoestima.

A emoção continua lá nos dois copos. Mas quando deixamos de a combater, ela tende a tornar-se menos intensa e menos dominante.

Muitas pessoas chegam à terapia quando já estão exaustas de lutar contra aquilo que sentem.
Por vezes, o primeiro passo não é controlar melhor a emoção. É perguntar:
“Consigo estar com o que sinto, sem me atacar por sentir?”

É aí que começa o acolhimento. E, muitas vezes, também o alívio.

Catarina 🤍

“Tudo o que nunca fomos” é um filme (baseado no livro com o mesmo nome de Alice Kellen) que é muito mais do que uma hist...
10/08/2026

“Tudo o que nunca fomos” é um filme (baseado no livro com o mesmo nome de Alice Kellen) que é muito mais do que uma história romântica.

É um retrato de como o luto pode mudar a forma como nos ligamos aos outros e, principalmente, a nós próprios.

Na terapia, vejo muitas vezes pessoas que não estão “frias” ou “desinteressadas”. Estão apenas cansadas de sofrer, com medo de voltar a sentir e de perder novamente.

O filme lembra-nos de que a cura acontece, muitas vezes, através de uma presença segura, de uma relação que não exige perfeição e de pequenos movimentos de volta à vida. De aceitação e pertença.

Curar não é apagar o passado. É conseguir aceitar a dor sem deixar de existir para o presente.

Já viste este filme? O que mais te tocou?

Catarina 🤍

Há momentos em que continuar a conversar só aumenta a tensão. Nessas alturas, pedir tempo pode ser um ato de cuidado com...
07/08/2026

Há momentos em que continuar a conversar só aumenta a tensão. Nessas alturas, pedir tempo pode ser um ato de cuidado com a relação.

O que costuma magoar não é a pausa, é sim o desaparecimento sem explicação.

Quando alguém se afasta sem dizer nada, o outro f**a entregue às interpretações: “Já não quer saber?” “Vai voltar?” “Fiz algo de errado?”

Uma pausa é mais segura quando tem um regresso combinado. “Preciso de algum tempo para me acalmar, mas quero voltar a falar contigo mais logo.”

Esta frase não resolve o conflito, mas protege a ligação.

Pedir espaço não é abandonar. É mostrar que precisas de tempo… sem deixar o outro sozinho na incerteza. E podem, ate, combinar um sinal, uma frase, uma palavra, quando precisam desta pausa. “Preciso de ir beber água”, por exemplo.

Porque, muitas vezes, o que traz segurança é saber que, mesmo quando nos afastamos por um momento, existe intenção de voltar.

Deixo-te esta questão: Quando precisas de espaço, costumas pedi-lo… ou desaparecer?

Catarina 🤍

Hoje lembrei-me de que muitas vezes não é a falta de amor que afasta as pessoas, mas a falta de segurança emocional.Quan...
05/08/2026

Hoje lembrei-me de que muitas vezes não é a falta de amor que afasta as pessoas, mas a falta de segurança emocional.

Quando nos sentimos vistos, escutados e acolhidos, o coração deixa de estar em defesa e torna-se mais disponível para amar, crescer e reparar aquilo que foi magoado.
Isto vale para qualquer relação.

Às vezes, o primeiro passo não é mudar o outro. É criar um espaço onde ambos se possam sentir seguros.

Catarina 🤍

03/08/2026

Gosto quando me chamam pelo meu nome.
E quando ouço ‘a minha psicóloga’, lembro-me de todas as histórias que me são confiadas, da coragem de quem pede ajuda e das mudanças silenciosas que vão acontecendo ao longo de um processo terapêutico.

Catarina 🤍

A desilusão não aparece apenas pelo que aconteceu, mas também pelo que esperávamos que acontecesse.Pelo investimento emo...
01/08/2026

A desilusão não aparece apenas pelo que aconteceu, mas também pelo que esperávamos que acontecesse.

Pelo investimento emocional que fizemos, pela confiança que entregámos, pelos planos que construímos.

E quando nos desiludimos, não é só uma expectativa que se perde, é também uma imagem da relação, do outro ou até de nós próprios.

É por isso que a desilusão pode trazer tristeza, zanga, distância e até dúvida.

Só nos desiludimos verdadeiramente onde houve esperança, ligação e investimento.

E, às vezes, a desilusão não é o fim da relação. É o fim de uma expectativa que precisa de ser revista para que a relação possa ser reencontrada de forma mais real.

Foi a pessoa que te desiludiu ou a esperança que tinhas nela?

Catarina 🤍

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