23/10/2026
Quando alguém que amamos recebe um diagnóstico de cancro, procuramos palavras que transmitam esperança. Queremos encorajar, confortar, lembrar-lhe que acreditamos na sua força.
Mas nem sempre pensamos no peso que essas palavras podem ter para quem as recebe.
Ser chamada de «guerreira» pode ser reconfortante para algumas pessoas. Para outras, pode trazer uma pressão silenciosa: a de terem de demonstrar coragem mesmo quando sentem medo, tristeza ou um cansaço difícil de explicar.
O testemunho de Kate Loweth convida-nos a refletir sobre algo que, por vezes, esquecemos: quem atravessa uma doença oncológica também precisa de espaço para se sentir vulnerável, para ter dias difíceis e para não saber como lidar com tudo o que está a acontecer.
O apoio emocional exige sensibilidade para compreender que cada pessoa vive a doença à sua maneira. E que as palavras que confortam alguém podem não ter o mesmo signif**ado para outra pessoa.
Neste Outubro Rosa, que a nossa vontade de transmitir esperança seja acompanhada pela disponibilidade para escutar, respeitar os silêncios e acolher todas as emoções.
Às vezes, uma das formas mais bonitas de cuidar começa com uma pergunta simples:
Do que precisas de mim? 🎀