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Há vínculos que nos confundem.Não porque exista algo claramente errado.Mas porque o corpo nunca consegue descansar compl...
26/05/2026

Há vínculos que nos confundem.

Não porque exista algo claramente errado.
Mas porque o corpo nunca consegue descansar completamente dentro da relação.

E isto pode acontecer no amor, nas amizades, na família, no trabalho.

Ficas mais atento do que presente.
Mais a interpretar do que a sentir.
Mais a tentar perceber do que a simplesmente estar.

Como se uma parte tua estivesse sempre ligeiramente em vigilância.

Na psicoterapia somática, isto é importante:
“O sistema nervoso aprende relações antes de aprender palavras.” — Stephen Porges

O corpo não reage apenas ao que é dito.
Reage ao padrão vivido dentro da relação.

E quando não existe segurança suficiente, algo subtil acontece:
a relação continua por fora…
mas o corpo deixa de estar verdadeiramente em relação

e começa a monitorizar:
o tom
os gestos
os silêncios
os afastamentos
as mudanças subtis
o que foi dito… e o que não foi

Não porque estás a exagerar.

Mas porque o sistema nervoso está a tentar perceber se pode finalmente baixar a vigilância.

“A segurança não é um pensamento. É uma experiência corporal.” — Stephen Porges

E talvez a pergunta mais honesta não seja:
“o que é que esta pessoa quis dizer?”
Mas: “o meu corpo consegue descansar neste vínculo?”

Porque há relações onde o corpo respira.

E outras onde o corpo nunca larga completamente a vigilância.

✨ Já viveste um vínculo em que nada parecia errado… mas o teu corpo nunca relaxava.

PsicoterapiaSomática Nervoso

Passei pela fase mais desafiante da minha vida.A perda do meu irmão.Há um momento que f**a gravado no corpo.Não é só mem...
04/05/2026

Passei pela fase mais desafiante da minha vida.
A perda do meu irmão.
Há um momento que f**a gravado no corpo.
Não é só memória — é sensação, é corte, é silêncio.
Ser chamada. Entrar. Ouvir: “não há mais nada a fazer”.
Nesse instante… o tempo muda.
Tudo abranda e, ao mesmo tempo, desaba.
O chão foge. O ar f**a curto.
E, ainda assim, estamos ali diante da finitude.
Diante de alguém que amamos.
Sabendo, de uma forma que nunca estamos preparados para saber, que aquele tempo está a terminar.
E o mais estranho…
é que continuamos a olhar, a amar e até a sorrir.
Não porque não doa.
Mas porque o amor ainda está ali.
Há algo profundamente humano nesse instante:
f**ar em presença quando tudo em nós quer fugir.
Segurar a mão, olhar com ternura.
Sorrir… mesmo com o coração a partir.
É um sorriso que não nega a dor.
É um sorriso que diz: “estou aqui contigo até ao fim”.
E talvez o atravessar comece aí.
Nesse lugar impossível de explicar,
onde o amor e a dor coexistem... Ficar...
Mesmo quando sabemos que vamos perder.
Mesmo quando já estamos a perder.
E hoje… ainda me agarro às palavras dele:
“estou muito feliz por estarem todos aqui”.
Há algo nestas palavras que me acalma.
Como se, naquele momento, apesar de tudo… o amor chegou.
E depois… começa outro atravessar.
Não o de “curar” ou apagar a dor,
mas o de aprender a viver com ela.
O luto não pede resolução.
Pede espaço, tempo, verdade.
Atravessar é permitir que o vínculo continue… de outra forma.
Não se trata de esquecer.
Mas de transformar a relação —de presença física para presença sentida.
E isso leva tempo.
Um tempo que não se mede, acompanhado de um vazio novo.
Com perguntas que não têm resposta.
E uma delas começa a ganhar espaço:
Como estamos a viver?
Estamos à espera… ou estamos realmente presentes?
A finitude, por mais dura que seja, traz uma lucidez crua: o tempo é limitado.
E talvez viver… seja não deixar para depois o que é essencial.

Se estás a atravessar um luto — recente ou antigo — não precisas de o fazer sozinho/a.
Estou aqui para caminhar contigo, com espaço para a dor, para o vínculo que permanece… para tudo o que ainda precisa de ser vivido.
Beijo no 🤍

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