11/08/2026
«Uma escuta acolhedora e uma análise perspicaz da minha problemática. Com paciência e delicadeza, o Patrice soube levar-me a tomadas de consciência que marcam o início de um novo caminho de desenvolvimento pessoal. Um imenso obrigado.»
Estas poucas linhas, uma pessoa escreveu-mas depois de um acompanhamento. Partilho-as aqui consigo.
O que me toca não é o agradecimento (ou, pelo menos, não apenas). É aquilo que ela nomeia sem pensar: o início de um caminho. Não uma reparação, não uma casa assinalada. Um movimento que se abre e que prossegue muito depois da sessão.
Perguntam-me muitas vezes o que é a PsychOstéo Therapia. Poderia responder com uma definição. Prefiro responder com aquilo que realmente acontece num encontro.
Uma pessoa chega com algo que a incomoda. Por vezes sabe nomeá-lo, muitas vezes não. Falamos, sim. Mas muito depressa interesso-me por aquilo que o seu Corpo conta enquanto fala: um ombro que se ergue, um sopro que se retém, uma tensão que se instala assim que um certo assunto se aproxima.
A palavra abre uma porta. O Corpo abre outra, por vezes mais antiga, ali onde a memória se fixou sem passar pelas palavras. A PsychOstéo Therapia trabalha com estas duas portas ao mesmo tempo: a psicologia para o sentido, o movimento corporal para aquilo que nunca encontrou a sua voz.
E quando as duas se encontram, algo se liberta. Não porque se compreendeu tudo. Porque a pessoa pôde, enfim, encontrar-se a si mesma.
É nisto que reside todo o meu trabalho. Não analisar uma história, mas encontrar uma pessoa. Porque, em terapia, não é a história que importa. É a pessoa que ali está.
E você, o que teria o seu Corpo para dizer, se lhe desse a palavra?