13/08/2026
Hoje escrevo-te a partir de um lugar diferente. Talvez de um lugar que, durante muito tempo, não acreditei ser capaz de alcançar e que, certamente, também a ti te custa experienciar.
Gostaria de conseguir transmitir-te as suas sensações, os seus ares e o seu amparo. Aliás, aqui existe muito amparo e acolhimento. Existe uma certa mestria na forma como se leva a vida e se acolhem as diferentes formas que ela vai assumindo.
Neste lugar não existe julgamento. Existe verdade, autenticidade e a naturalidade de se ser aquilo que se é, sem entraves. Não conheço, por aqui, mentes que compliquem o que a alma já compreendeu.
Desde que cá cheguei, passei a ouvir muito mais os meus instintos, a minha coragem e a minha liberdade. É como se todas as amarras dos “deveres” e dos “bons costumes” se tivessem perdido algures pelo caminho e eu nem tivesse dado por isso.
Talvez tenham ficado à entrada da aldeia, pois este não é um lugar onde qualquer um consegue entrar. É preciso deixar muita coisa para trás antes de atravessar estes portões.
Agora que leste tudo o que escrevi, diz-me: que lugar surgiu na tua mente?
É um lugar que habita dentro de ti e faz parte de quem és? Ou ainda existe no exterior, como um lugar que apenas visitas de vez em quando?