31/08/2026
O dia amanheceu com um nevoeiro denso, parecia chuvoso.E lá fomos nós a caminho de Viseu...Pelo caminho o sol brilhou por trás das nuvens e anunciou um dia luminoso.-Da varanda da casa da Nova Acrópole de Viseu, o cume da serra da Estrela espreitava acima das nuvens para nos desejar um dia bom e nesse abraço recebemos os amigos que chegavam para o dia de Atenção Plena, na companhia de um chá, um café e sorrisos frescos.Sentados meditamos para regar as sementes da quietude e da paz, com a intenção de que essa energia de plenitude nos conduzisse ao longo do dia.O Irmão Mário conduziu-nos na sabedoria de nos relacionarmos alegremente com o momento presente, mesmo quando no momento presente o caos e o sofrimento se manifestam porque podem co-existir com a bondade para connosco ou para com os outros. E a bondade é o caminho supremo!
Não sei se conhecem Viseu, mas se não conhecerem visitem!A nossa caminhada começou na Quinta dos Missionários Combonianos, seguiu pelas ruas da cidade até entrarmos no Centro de Actividades Escutistas Viriato, um verdadeiro paraíso dentro da mata do Fontelo.
Fomos recebidos por árvores majestosas, coros de pássaros com sopranos, tenores, contraltos, esquilos bailarinos é dança de folhas que alegremente se despediam da árvore mãe acenando já á sua nova forma e com a promessa de regressarem novamente na primavera.
O piquenique foi doce! Literalmente! nem vos conto as iguarias para não ficarem com água na boca! Enquanto degustávamos ainda tentamos que as novas amigas que participaram de um dia de Plena Consciência pela primeira vez, cantassem para nós e desafiassem o coro dos pássaros, mas só conseguimos gargalhadas das boas!
Depois, hora do medi-sono... o relaxamento profundo é tempo de descansar e de curar corpo e mente cansados das enxurradas da vida e sabe tão bem!
Deitamo-nos junto à capela, um espaço construído pelos escuteiros debaixo das árvores com um pequeno altar de madeira e troncos alinhados para a escuta da palavra... ou do silêncio, porque só de sentar naquele lugar já recebemos um profundo ensinamento.
E foi nesse lugar que abrimos o coração num círculo de partilha, escutamos muito e com o coração, oferecemos a verdade do que somos, sem filosofias nem ideologias, ao vivo e a cores a alegria e o sofrimento intersão e por isso nos permitimos expor, verdadeiramente humanos e irmãos!
Obrigada a todos os presentes de todos os reinos, humano, animal, vegetal, mineral... e a ti que lês neste momento,
que não nos esqueçamos que construir comunidades, irmandade...é a obra mais bela do ser humano e também a mais urgente! Seguimos juntos!Ah! já me esquecia de mencionar que no regresso ao Porto o irmão sol ofereceu-se numa singular obra de arte, elegantemente vestido de vermelho vivo, dançava sobre a montanha e lentamente se deitava no vasto oceano numa prostração à mãe terra ... momento maravilhoso!