12/10/2026
Vejo muitas pessoas nos comentários a levantarem questões e a tirarem satisfações sobre quem é ou não Biomédico em Angola. Por isso, considero importante esclarecer alguns pontos.
Eu, Brito Paixão, posso afirmar que fui um dos primeiros a defender publicamente que, em Angola, não temos formação superior em Biomedicina com a mesma designação existente noutros países. Muito antes destas discussões, vários licenciados em Análises Clínicas formados em Angola já se apresentavam como Biomédicos, embora a sua formação académica não tivesse essa designação.
Sempre fui contra essa confusão de títulos. Defendi que quem concluiu a licenciatura em Análises Clínicas não deve ser automaticamente considerado Biomédico apenas com base na sua formação académica, tal como a formação em Ciências Biomédicas também não deve ser confundida automaticamente com a profissão de Biomédico. É importante distinguir a designação do curso, o título profissional e o reconhecimento institucional.
No entanto, em Angola, a Ordem dos Biomédicos de Angola atribui o título de Biomédico aos profissionais licenciados em Análises Clínicas, segundo o enquadramento adotado pela própria instituição. Por isso, quando utilizo essa designação, não estou a fazê-lo por desconhecimento, mas tendo em conta a realidade institucional do nosso país.
Quanto à minha página, Biomédico no Laboratório, o nome não foi escolhido exclusivamente para representar a realidade angolana. A página tem uma dimensão internacional, abordando conteúdos científicos, técnicos e profissionais relacionados com as Ciências Biomédicas e o Laboratório Clínico, envolvendo diferentes países onde existem Biomédicos e profissionais de Análises Clínicas, também conhecidos como analistas clínicos.
Por isso, não vejo lógica em algumas pessoas, sobretudo aquelas que ainda têm dúvidas sobre esta matéria, aparecerem constantemente nos comentários a questionar a utilização do título de Biomédico quando publico fotografias ou conteúdos com essa designação.
Se existem dúvidas sobre o enquadramento profissional, os títulos atribuídos e os critérios adotados em Angola, o caminho mais correto é procurar esclarecimentos junto da Ordem dos Biomédicos de Angola, em vez de transformar cada publicação numa discussão sobre a mesma questão.
Defender a clareza dos títulos profissionais é importante. Contudo, também é necessário compreender o contexto institucional e respeitar o propósito de cada publicação.
A minha missão continua a ser a mesma: partilhar conhecimentos, promover debates e contribuir para o desenvolvimento das Ciências Biomédicas e do Laboratório Clínico, sempre com o objetivo de melhorar o diagnóstico em Angola.
Brito Paixão
Biomédico no Laboratório
Aprender para melhorar diagnosticar.