22/12/2023
Todos os anos recebo na clínica pacientes que já passaram por variedades de abordagens. Mas esse ano superou! Talvez pelo público que foi bem específico que chegou ao meu consultório.
Incrível que assim como as pessoas acreditam que existe a pessoa certa para elas em algum lugar do mundo, vai existir a abordagem certa para elas também, rs. E saem fazendo o que um amigo psicanalista certa vez me disse “sai batendo de porta em porta”. Problema, talvez! Será que existe agora a abordagem que seja a sua metade? 👀
Alguns pensam que a abordagem deve ser como um super ser-humano… sem falhas, sem incertezas e sem regras.
Estar em uma psicoterapia de X abordagem com a qual você se identificou MUITO não significa que você esteja se beneficiando da fonte. Não significa também que você esteja evoluindo. Enfatizar aos quatro cantos que faz psicoterapia com Gestalt, com a TCC, com a Logoterapia isso e aquilo(como se fosse até chique dizer) não é garantia de que você ao menos começou a dar abertura para uma vida de escolhas mais conscientes. E deve!
Possivelmente nenhuma abordagem vai te dar garantias de dizer “aquele é o pior adoecimento e tem a melhor abordagem para aquele caso”. Nenhuma! Nada definitivamente vai te dar garantia de vida plenamente maravilhosa. Quem garantir está/tem neurose-obsessiva.
Mas eu quero muito dizer que quando alguém fala “estou fazendo psicoterapia e minha psicóloga me fez pensar naquilo que eu disse…” aí é outra história. Curioso ou é engraçado, mas quanto mais eu lido e suporto a figura do meu terapeuta(que vocês tanto dizem que nos fazem sofrer) mais eu vejo que isso pode nos levar ao caminho de estar no papel de aceitação de si mesmo.
Quando aceitei que posso estar na psicanálise e mesmo assim me apaixonar por Frankl, Adler, Perls, Allers, Lukas etc eu senti que pude ter uma leitura MELHOR da psicanálise e achei o máximo a variedade de opções que o mundo nos proporcionar!
“O que trata não é a técnica, é a personalidade do terapeuta”. Viktor Frankl