Dr. Celso Tschá - Urologista

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22/08/2026

A disfunção erétil pode surgir em diferentes fases da vida e nem sempre está relacionada a ideia comumente difundida de que é um processo natural do envelhecimento. Ela pode ter várias causas associadas que se associam ou não: alterações na circulação dos vasos responsáveis pelo fluxo que gera a rigidez pe***na, desequilíbrios hormonais, diabetes sem tratamento e sem controle adequado, uso de medicamentos, hábitos de vida (como o tabagismo) e até fatores emocionais que ativam e desencadeiam inibição da ereção.

Enxergá-la apenas como uma questão normalizada do envelhecimento pode ser equivocada. Todos que tiverem sorte e oportunidade irão envelhecer e, muito importante, é que este envelhecimento ocorra com qualidade de vida (que envolve também a manutenção da sexualidade). pode atrasar o diagnóstico de condições importantes.

Além de comprometer a autoestima e, consequentemente, o relacionamento com a parceria, a dificuldade persistente de ereção pode ser um dos primeiros sinais de problemas de saúde que ainda não foram identificados. Investigar o fator(es) desencadeante(s) é o que permite formular uma abordagem terapêutica com maior eficácia de resposta satisfatória.

Apresentar disfunção erétil não deve ser encarado como sensação de fracasso ou mesmo de vergonha. Nenhum tipo de desconforto deve ser encarado assim dentro da área médica. Pelo contrário, o mais importante é que cuidado para o que esta gerando prejuizo seja compreendido de forma empática, contextualizada e sem qualquer juízo negativo.

Dr. Celso Tschá . • .
Médico | CRM/SC 18292
Cirurgião Geral | RQE 18355
Urologista | RQE 18354

Libido e ereção são componentes estruturais da função sexual masculina de uma forma geral. Apesar de serem componentes, ...
20/08/2026

Libido e ereção são componentes estruturais da função sexual masculina de uma forma geral. Apesar de serem componentes, não tem o mesmo papel no organismo. A libido está relacionada ao desejo em ter a relação e sofre influência de fatores como hormônios, qualidade do sono, estresse, saúde emocional, doenças crônicas e uso de determinados tipos de medicamentos.

Já a ereção depende do equilíbrio estímulo sensorial, percepção emocional no ato, da capacidade e integridade dos vasos sanguíneos que irrigam o p***s que proporcionam fluxo para uma ereção rígida e dos nervos que estimulam a tumescência pe***na.

Identificar se a dificuldade está no desejo ou nos mecanismos envolvidos na ereção ou, inclusive, em ambos é essencial para que se entenda todos os fatores que podem estar envolvidos. Em alguns pacientes, a redução da libido pode indicar alterações hormonais e/ou emocionais.

Em outros, a dificuldade de ereção pode ser um preditor de risco para doenças vasculares (como um futuro infarto cardíaco), sinal de que haja diabetes não compensada (a glicose no sangue em nível elevado é “tóxica” para os nervos a estimulam), função psicogênica (como ansiedade) ou outras condições que merecem investigação.

Entender essa diferença e todos os fatores (que podem ser múltiplos ou isolados) permite uma abordagem bem direcionada, o que aumenta as chances de se proporcionar uma função sexual conforme a percepção que paciente tem dela.

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Médico | CRM/SC 18292
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Urologista | RQE 18354

A urina é produto da filtração sanguínea realizada pelos rins que contém diversas substâncias. Certas substâncias, em mu...
18/08/2026

A urina é produto da filtração sanguínea realizada pelos rins que contém diversas substâncias. Certas substâncias, em muita quantidade ou mesmo em falta, dão indícios para explicar o motivo pelo qual um cálculo de via urinária se formou.

Exames de urina, especialmente a coleta de 24 horas, quando indicada, permitem avaliar fatores como o volume urinário, o pH (“nível de acidez”) e a quantidade de substâncias, como cálcio, oxalato, ácido úrico e citrato nesta urina. Alterações nesses componentes podem favorecer a formação de cristais que, com o tempo, dão origem aos cálculos.

Essas informações são importantes porque nem todas as pedras têm a mesma causa. Enquanto alguns pacientes apresentam alterações metabólicas, outros têm maior risco devido à alimentação, doenças específicas (existem cálculos formados por infecção bacteriana) ou predisposição genética.

Investigar a composição da urina faz parte da prevenção da formação de novos cálculos. Entender por que o cálculo se formou permite orientar mudanças mais precisas no estilo de vida e, quando necessário, indicar tratamentos que reduzam a recorrência de uma nova pedra.

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Urologista | RQE 18354

15/08/2026

Nem todo cálculo renal precisa de cirurgia, mas quando a pedra cresce, causa obstrução ou passa a provocar crises frequentes de dor, o tratamento pode ser a melhor alternativa para aliviar os sintomas e evitar complicações.

Hoje, muitos desses procedimentos são realizados por técnicas minimamente invasivas. Na ureterolitotripsia flexível utilizando laser, por exemplo, o acesso ao cálculo é feito pelas vias urinárias e com visualização direta pelo vídeo, ou seja, sem cortes. A pedra é fragmentada até reduzi-la a microfragmentos, permitindo um tratamento preciso e uma recuperação mais rápida para a maioria dos pacientes.

Dor intensa na região lombar, náuseas, vômitos e idas repetidas ao pronto-socorro são sinais de que o quadro merece avaliação especializada. A escolha do tratamento depende do tamanho, da localização do cálculo, da dureza (densidade), da quantidade de cálculos e das características anatômicas de cada paciente.

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Muitas pessoas imaginam que a retirada do cateter Duplo J exige uma nova cirurgia. Na maioria dos casos, não é assim.O p...
13/08/2026

Muitas pessoas imaginam que a retirada do cateter Duplo J exige uma nova cirurgia. Na maioria dos casos, não é assim.

O procedimento costuma ser realizado de forma rápida, por meio de uma cistoscopia, em que um aparelho fino é introduzido pela uretra até a bexiga para localizar e remover o cateter. Não há cortes na pele, e a retirada geralmente dura apenas alguns minutos.

A necessidade de anestesia varia conforme cada paciente e a técnica utilizada. Em muitos casos, o procedimento pode ser feito de forma ambulatorial, permitindo que o paciente retorne às suas atividades logo depois, seguindo as orientações médicas.

O mais importante é respeitar o tempo indicado para a retirada. O Duplo J é um dispositivo temporário e permanecer além do período recomendado pode
aumentar o risco de infecção, formação de incrustações e dificultar sua remoção.

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Cirurgião Geral | RQE 18355
Urologista | RQE 18354

Quando pensamos em cálculo renal, é comum imaginar que uma pedra maior necessariamente causará mais dor. Na prática, por...
11/08/2026

Quando pensamos em cálculo renal, é comum imaginar que uma pedra maior necessariamente causará mais dor. Na prática, porém, esse raciocínio nem sempre é verdadeiro.

A cólica renal acontece principalmente quando o cálculo migra da sua posição para a via que faz a sua drenagem, seja em direção a pelve renal (principal via de drenagem de urina de todo o rim) ou seja no ureter (o canal que conduz a urina deste rim até a bexiga). Como o ureter tem um calibre estreito, até mesmo um cálculo pequeno pode ficar impactado, dificultando ou impedindo a passagem da urina.

Quando isso acontece, a pressão dentro do rim aumenta rapidamente, causando uma distensão da cápsula que o envolve e ativando terminações nervosas e que desencadeiam uma dor intensa (muitas vezes referida como a pior dor já sentida, inclusive superior a dor de um parto) característica da cólica renal. Esta cólica, chamada tecnicamente de nefrética, pode ser acompanhada de náuseas, vômitos e dificuldade para encontrar qualquer posição para o seu alívio (ao contrário de uma dor postural e/ou osteomuscular).

Cálculos grandes também podem permanecer dentro do rim por meses ou até anos causando sintomas eventuais e que não sintomatologia que possa ser percebida como preocupante. Isso não significa, porém, que ele seja inofensivo. Dependendo da localização, pode comprometer a drenagem da urina, favorecer infecções, provocar perda progressiva da função renal ou aumentar de tamanho ao longo do tempo.

Na Urologia, um cálculo renal não é avaliado apenas pelo seu tamanho, mas também pelo impacto negativo em que ele está causando na vida do paciente.

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08/08/2026

Após a fragmentação de um cálculo renal por laser, é comum que seja necessário utilizar o catéter duplo J por alguns dias ou semanas. Apesar de gerar dúvidas em muitos pacientes, ele tem uma função importante durante a recuperação.

Esse dispositivo mantém a via urinária aberta, facilitando a passagem da urina e dos pequenos fragmentos do cálculo, além de reduzir o risco de obstruções causadas pelo inchaço natural após o procedimento ou pela migração desses fragmentos. Dessa forma, contribui para uma recuperação mais segura e diminui a chance de complicações.

O uso do catéter é temporário e sua retirada é programada conforme a evolução e programação cirúrgica de cada paciente. O tempo de permanência varia de acordo com o procedimento realizado e com a indicação médica.

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O sangue na urina durante uma crise renal costuma ser consequência do próprio trauma do deslocamento do cálculo pelas vi...
06/08/2026

O sangue na urina durante uma crise renal costuma ser consequência do próprio trauma do deslocamento do cálculo pelas vias urinárias. À medida que a pedra se desloca por estas vias, ela pode irritar e provocar pequenas lesões na mucosa, fazendo com que uma pequena quantidade de sangue se misture à urina.

Esse sangramento pode ser visível, deixando a urina avermelhada, ou tão discreto que só é identificado por exames laboratoriais. A intensidade da coloração também não indica, necessariamente, o tamanho do cálculo ou a gravidade do quadro.

Apesar de a hematúria ser frequente nos casos de cálculo renal, ela não é exclusiva dessa condição. Infecções urinárias, doenças próprias das unidade renais que filtram o sangue (glomérulos), aumento da próstata, tumores do trato urinário e reações após radioterapia na região pélvica também podem causar sangramento na urina. Por todos estes motivos, é um que sinal nunca deve ser ignorado.

Quando a presença de sangue é na urina é visualizada seja à olho nu ou apenas pelo exame de urina, ela deve ser investigada, mesmo se não houver qualquer outra sintomatologia relacionada (p. ex.: dor na região lombar, febre, calafrios, dificuldade para urinar ou redução importante do volume urinário), pois esperar por outros sintomas associados pode retardar um tratamento precoce de qualquer condição. A avaliação permite identificar a causa do sangramento e escolher a melhor abordagem para a condição.

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Nem toda condição precisa ser tratada no momento em que é diagnosticada. Em algumas situações, observar a evolução do qu...
04/08/2026

Nem toda condição precisa ser tratada no momento em que é diagnosticada. Em algumas situações, observar a evolução do quadro, controlar os sintomas ou realizar novos exames pode ser a conduta mais segura e eficaz.

Uma boa indicação cirúrgica leva em consideração não apenas o diagnóstico, mas também o momento ideal para intervir, os benefícios esperados e os riscos envolvidos. É essa análise cuidadosa que permite oferecer um tratamento realmente personalizado.

Cada paciente tem uma história, necessidades e objetivos diferentes. Por isso, a decisão deve ser construída em conjunto, com informação, segurança e responsabilidade.

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01/08/2026

Em medicina, seja na abordagem clínica ou cirúrgica, experiência nasce da constância, da técnica e da convivência diária com cada paciente. Mas só se transforma em boa prática quando vem acompanhada de discernimento: saber quando indicar uma cirurgia e, igualmente, quando não indicar.

Uma decisão cirúrgica responsável exige análise ampla: evidências científicas, capacidade técnica, riscos, benefícios, alternativas e, principalmente, o contexto em que o paciente está inserido. Nem sempre a melhor conduta é a mais rápida.

Em muitos casos, observar a evolução ou optar por um manejo conservador oferece resultados excelentes. Já em situações que exigem agilidade, como no diagnóstico de um câncer, a intervenção cirúrgica pode ser a escolha mais segura e necessária.

A relação médico–paciente se fortalece assim: com transparência, individualização, decisões baseadas em evidências e compromisso real com o cuidado.

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