Psicóloga Daiana Costa

Psicóloga Daiana Costa Psicoterapia

13/01/2026

F**a comigo por cinco minutos?

Compartilho os meus preferidos de 2025.

Quais foram os seus?

Hoje já é dia 11.Para alguns, o ano já começou: pensa-se nas próximas festas e logo já tá na hora de programar 2027 — va...
11/01/2026

Hoje já é dia 11.
Para alguns, o ano já começou: pensa-se nas próximas festas e logo já tá na hora de programar 2027 — valha-me Deus.
Para outros, como eu, o ano ainda está acordando, lentamente, como a gente faz num domingo de manhã.

Alguns já começaram a dar check na lista de atividades que fizeram para ano. Eu sequer fiz uma lista. Não as faço, não tenho esse hábito. Aliás, nem gosto de listas. Não que eu não acredite em rituais ou nessas coisas. Na verdade, acredito em um monte de coisas que até eu mesma duvido que acredito.

O máximo que faço é rever os aprendizados e as lutas do ano que findou e pedir um cadinho de coisas diferentes para o que aponta as caras. Às vezes, essas coisas diferentes são grandiosas, não vou negar. Outras vezes, passam pelo desejo de controlar o incontrolável.

No fundo, como muitos, eu acho que gosto das coisas organizadinhas. A alma, por sua vez, insiste em me mostrar sua desorganização.

Assim, meu desejo pra mim, pra nós, é que vivamos para além das listas. Que a gente viva mais devagarinho. Que a gente esqueça um pouco que a vida precisa mudar radicalmente do dia 31 para o 01 e que possamos mudar um pouquinho a cada dia.

Desejo que façamos novas resoluções no dia 10 ou 11 de um mês qualquer. Que não esperemos a segunda-feira para cuidar da saúde. Que a gente ouça mais os ecos internos e os gritos do corpo. Que a gente contemple as coisas simples.

Eu espero que algo em nós silencie.

Que a gente corra quando for preciso e pare quando necessário. Que não fujamos do que grita dentro do peito. Que entendamos que o outro é o outro, ainda que queiramos que ele seja um pouquinho parecido com a gente.

Que a gente diga que ama mais vezes, mas de forma mais verdadeira. Que a gente tenha mais coragem. Afinal, dizem que é isso que a vida quer. Porém, que entendamos que ela se ancora na vulnerabilidade, essa que insistimos tanto em esconder.

Que possamos fazer as pazes com o tempo (que eu possa, aliás). A gente anda meio brigado.

Que em 2026 a gente consiga transitar com honestidade entre o leve e o pesado, já que um não pode existir sem o outro.

Não tem lista. Não tem checks. Mas desejos, sim. ✨

Alguns registros da exposição “A alma humana, você é o universo de Jung” no Museu da Imagem e do Som de São Paulo.Pra co...
20/12/2025

Alguns registros da exposição “A alma humana, você é o universo de Jung” no Museu da Imagem e do Som de São Paulo.

Pra complementar, no segundo andar está acontecendo a exposição “Água” de Érico Hiller. Obras belíssimas que valem a pausa.

Hoje compartilho duas novidades.Há algum tempo senti a necessidade de criar novos cartões de visita e de alinhar minha a...
15/12/2025

Hoje compartilho duas novidades.

Há algum tempo senti a necessidade de criar novos cartões de visita e de alinhar minha atuação clínica a uma identidade visual que dialogasse com quem sou e com a forma como compreendo o cuidado em psicologia. Buscava um símbolo que me representasse, algo para chamar de meu.

A nova identidade visual chega junto a outro movimento importante e que me deixa muito feliz: a partir de agora, passo a integrar a Clínica Allmare () um espaço de medicina integrativa que busca articular corpo e psique — encontro que dialoga diretamente com minha formação em Psicologia Analítica e Psicossomática e, principalmente com o cuidado em que acredito.

Escutar é relacionar-se. É deixar que Eros encontre uma brecha para se manifestar. Eros é sempre um chamado, uma ponte q...
01/12/2025

Escutar é relacionar-se. É deixar que Eros encontre uma brecha para se manifestar. Eros é sempre um chamado, uma ponte que se lança entre mim e aquilo que me transforma. Entre mim e o outro. Sem Eros não há relação; sem escuta não há clínica.

Com ESCUTA, ALMA e EROS realizamos o 4° Simpósio da Liga de Estudos Junguianos.
Que momento único vivemos no sábado.

Particularmente, foi um dia de muita emoção. Dia de rever amigos queridos, de ouvir pessoas que admiro.
Passeie internamente pela minha formação, com o que aprendi sobre escuta e sobre alma. Tive a oportunidade de compartilhar com meus alunos algo tão caro pra mim.

Ainda estou digerindo sábado. Um dia que ficará em um lugar especial em meu coração.

Denise Amorelli e Léo Tondato não tenho palavras pra agradecer a presença, o carinho e tudo que nos proporcionaram.

LEJ que orgulho de vocês! Vocês me inspiram, me impulsionam e me lembram todos os dias porquê escolhi esse caminho.

Continuemos a fazer psicologia com ALMA!

02/10/2025

É tanto individualismo disfarçado de amor-próprio…
Quem está mais conectado consigo mesmo?
Quem se mostra mais distante?

Não se engane: a vida acontece no encontro, na troca, nas relações.

Às vezes, travamos uma briga constante com o tempo. Na verdade, quando certos acontecimentos atravessam a vida, a relaçã...
25/09/2025

Às vezes, travamos uma briga constante com o tempo. Na verdade, quando certos acontecimentos atravessam a vida, a relação com ele se transforma. Ao menos, a minha transformou..

A cada dia que se vai, a cada ponteiro que gira, a cada vez que Cronos insiste em mostrar seu poder, a pressa cresce. Descobre-se então que o tempo é curto e que os imprevistos podem surgir em uma manhã qualquer.

A briga com o tempo talvez reflita o medo dele. Afinal, quando se percebe, já é lua crescente. Quando se nota, a estação terminou. Sem aviso, 365 dias se foram. A música repetida quarenta vezes já cedeu lugar a outra que será novamente substituída.
De repente, tudo muda. Algumas coisas se vão, outras permanecem, muitas surgem. Minutos, horas, dias se escoam. E permanecemos em alguns lugares, mas também partimos para tantos outros.

Kairós passa despercebido porque Cronos se torna o senhor da casa. Deseja-se muito, ouve-se pouco. Fala-se de alma, mas dá-se pouca atenção a ela. A transitoriedade da vida faz esquecer das pontes e lembrar apenas dos ponteiros.

A única capaz de inspirar vagareza é Perséfone.
Ela que me perdoe, mas às vezes parece que o tempo de Hades é longo demais. No contraste, percebe-se que pressa e demora são duas faces da mesma experiência do tempo. Ainda assim, Perséfone sempre recorda que a primavera chega e que, ao menos, esse tempo pode se associar a Kairós.

Cartas a um Jovem Poeta é desses livros que não se consegue apenas ler… é preciso sentir.A cada página foi um suspiro. U...
10/09/2025

Cartas a um Jovem Poeta é desses livros que não se consegue apenas ler… é preciso sentir.

A cada página foi um suspiro. Um”ahhh” que de contemplação e reflexão.

Rilke escreve com uma delicadeza que parece atravessar os anos e falar direto na alma. É um convite à delicadeza de se ouvir, à paciência com o próprio processo e à beleza da c(alma).

Este foi meu companheiro dos últimos dias…

Sim, seja emocionado.
22/06/2025

Sim, seja emocionado.

Essa frase foi dita por Alberto Pereira Filho em uma palestra sensível e profundamente impactante. Desde então, ela tem ...
15/06/2025

Essa frase foi dita por Alberto Pereira Filho em uma palestra sensível e profundamente impactante. Desde então, ela tem me levado a profundas reflexões.

Gosto de pensar como algumas falas, alguns encontros e experiências têm esse poder: de nos atravessar, laçar, desorganizar e colocar do avesso.

Pensar nos nossos avessos, por vezes, é desconfortável e até angustiante. Afinal, grande parte da nossa vida consiste em tentar evitá-los. Fomos ensinados a valorizar apenas as partes que julgamos bonitas, fortes e aceitáveis. A esconder tudo aquilo que parece inadequado, frágil ou contraditório.

Mas o fato é que o avesso não desaparece só porque é ignorado. Pelo contrário, ele se manifesta, muitas vezes, de forma inconsciente: nas nossas reações, nos incômodos que não sabemos explicar, nos padrões que se repetem sem que a gente entenda muito bem o porquê.

Negar o próprio avesso é, na verdade, se afastar de si.
O processo de (tentar) se tornar inteiro passa, inevitavelmente, por reconhecer que somos feitos de opostos. Que não existe caminho de verdade sem incluir também aquilo que tentamos evitar em nós.

Talvez, seja justamente nos avessos que estejam chaves importantes para quem estamos nos tornando.

Endereço

Rua Juscelino Barbosa, 964A
Alfenas, MG

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