25/03/2026
Transplante de ilhotas pancreáticas e possível ‘cura’ do diabetes tipo 1.
Um estudo recente da Universidade de Chicago vem chamando muita atenção. Eles transplantaram ilhotas pancreáticas no fígado de pessoas com diabetes tipo 1 e usaram um novo imunomodulador chamado tegoprubart, da empresa Eledon.
Até agora, foram 12 pacientes. Os dados mais impressionantes: entre quem já passou de algumas semanas do transplante, praticamente todos conseguiram ficar independentes de insulina, e o primeiro paciente já está há cerca de 18 meses sem aplicar insulina, com hemoglobina glicada abaixo de 6%.
Qual é o diferencial? Em vez de usar aqueles imunossupressores clássicos, mais tóxicos para rim, sistema cardiovascular e sistema nervoso, esse medicamento atua em uma via específica do sistema imune, ajudando a proteger as ilhotas transplantadas com menos efeitos colaterais.
Isso significa que o diabetes tipo 1 está curado? Ainda não. A gente chama isso de ‘cura funcional’: a pessoa continua tendo diabetes tipo 1, mas consegue viver sem insulina exógena graças ao transplante e à imunomodulação.
E é importante ter calma: esse tratamento ainda está em estudos clínicos, precisa passar por fases maiores, com mais pacientes e mais tempo de acompanhamento, para comprovar segurança e eficácia antes de chegar à prática clínica.
Mas, pela primeira vez, começamos a enxergar, com dados concretos, a possibilidade de que, nos próximos anos, uma parte das pessoas com diabetes tipo 1 possa viver sem insulina. É ciência séria, ainda em teste, mas o futuro é, sim, promissor.