Dra Simone Ribeiro Endocrino

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Dra Simone Ribeiro Endocrino 👩🏻‍🎓 Dra. Simone Ribeiro
📚Endocrinologista Metabologista + mãe do Davi
🎓RQE: 53.12

O 20º Congresso Mundial de Menopausa, realizado no Rio de Janeiro entre 30 de setembro e 3 de outubro de 2026 pela Inter...
04/10/2026

O 20º Congresso Mundial de Menopausa, realizado no Rio de Janeiro entre 30 de setembro e 3 de outubro de 2026 pela International Menopause Society em parceria com a SOBRAC, reforçou uma mensagem essencial:

Cuidar da menopausa é cuidar da mulher por inteiro.

A menopausa não se resume aos hormônios — e tampouco os sintomas devem ser minimizados. Fogachos, insônia, alterações de humor, aumento de gordura abdominal, perda de massa muscular e óssea, mudanças na sexualidade e sintomas urinários podem impactar profundamente a saúde, a rotina e a qualidade de vida.

A terapia hormonal é uma ferramenta importante e pode trazer grande benefício para mulheres selecionadas, desde que haja indicação individualizada e avaliação adequada de segurança. Mas o cuidado vai além: inclui exercício de força, alimentação, sono, saúde cardiovascular, saúde mental, sexualidade e vínculos sociais.

Menopausa não é doença. Mas viver com sintomas importantes, em silêncio ou sem acolhimento, também não deveria ser considerado normal.

Informação de qualidade, escuta atenta e decisões compartilhadas permitem atravessar essa fase com mais autonomia, bem-estar e qualidade de vida.

Entre 30 de setembro e 3 de outubro estarei no Rio de Janeiro para o 20th World Congress on Menopause, da International ...
28/09/2026

Entre 30 de setembro e 3 de outubro estarei no Rio de Janeiro para o 20th World Congress on Menopause, da International Menopause Society — um dos principais encontros internacionais dedicados à saúde da mulher no climatério e na menopausa.

A menopausa não é um evento isolado: ela se conecta à saúde cardiovascular, óssea, metabólica, cerebral, sexual e emocional. Por isso, buscar atualização científica contínua é parte essencial de um cuidado seguro, individualizado e baseado nas melhores evidências.

Atualização científica, troca com especialistas de diferentes países e, sobretudo, mais repertório para transformar evidências em decisões clínicas individualizadas para cada paciente.

O que estará em pauta

• Terapia hormonal da menopausa: indicações, individualização, benefícios, riscos, contraindicações e novas perspectivas.

• Sintomas vasomotores — como fogachos e sudorese noturna — incluindo opções hormonais e não hormonais em estudo.

• Saúde cardiovascular e risco cardiometabólico feminino ao longo da transição menopausal.

• Prevenção, diagnóstico e tratamento da perda óssea, osteopenia e osteoporose.

• Cognição, humor, sono e saúde mental na meia-idade.
• Sexualidade, saúde urogenital e qualidade de vida.

• Transição menopausal, insuficiência ovariana prematura e menopausa precoce.

• Exercício físico, nutrição, obesidade pós-menopausa e medicina do estilo de vida, com foco em prevenção e envelhecimento saudável.

Meu compromisso é voltar com mais conhecimento para oferecer uma assistência cada vez mais completa, acolhedora e personalizada às minhas pacientes. 💚

25/09/2026

A perda de massa muscular é uma grande preocupação no tratamento da obesidade com as chamadas “canetas” para emagrecer.

Mas isso talvez possa mudar no futuro.

Existe uma medicação em estudo chamada trevogrumab, um anticorpo monoclonal que atua bloqueando a miostatina.

E o que é a miostatina? #

É uma proteína que funciona como um freio para o crescimento muscular, limitando o anabolismo.

Ao bloquear essa proteína, o trevogrumab pode ajudar a reduzir a perda de massa magra durante o emagrecimento.

Em estudos iniciais, quando associado à semaglutida, ele reduziu aproximadamente pela metade a perda de massa magra observada com a semaglutida isolada, além de favorecer maior perda de gordura.

Isso pode ser especialmente importante para pacientes mais velhos, pessoas com diabetes tipo 2, pacientes com risco de sarcopenia e também em situações de perda de peso muito rápida ou muito intensa.

Mas é importante lembrar:

o trevogrumab ainda está em pesquisa e não está disponível para uso clínico de rotina.

O futuro do tratamento da obesidade não é apenas perder mais peso. É perder gordura, preservando saúde, força e massa muscular.

23/09/2026

Você já usou algum suplemento ou vitamina por conta própria?

Estudos mostram que essa prática é muito comum: nos Estados Unidos, cerca de 8 em cada 10 pessoas relatam usar suplementos sem prescrição. No Brasil, a realidade provavelmente não é tão diferente.

Mas “natural” não significa isento de riscos.

O uso sem avaliação profissional pode causar:

• Intoxicação por doses excessivas
• Interações com medicamentos de uso contínuo
• Piora ou mascaramento de problemas de saúde
• Gastos elevados com produtos sem benefício comprovado
• Em situações graves, hospitalização e até risco de morte

Alguns suplementos têm indicações bem estabelecidas — por exemplo, ferro, vitamina B12 e ácido fólico em contextos específicos, cálcio e vitamina D quando necessários, além de creatina e proteína do soro do leite (whey protein) para objetivos e perfis selecionados.

A questão não é ser contra suplementos. É usá-los com propósito, na dose correta, pelo tempo adequado e com acompanhamento profissional.

Antes de começar qualquer vitamina ou suplemento, procure orientação médica ou de um profissional habilitado. Seu corpo não precisa de “mais”, precisa do que realmente faz sentido para você.

18/09/2026

Queda de cabelo durante o uso de medicamentos como tirzepatida, conhecida pela marca Mounjaro e semaglutida pode acontecer, especialmente quando há perda de peso mais rápida ou expressiva.

Estudos recentes observaram uma associação entre o uso dessas medicações e maior relato de queda de cabelo.

Porém, na maioria das vezes, não se trata de um efeito direto do medicamento sobre o fio de cabelo.

O mecanismo mais provável é o eflúvio telógeno: uma queda difusa, geralmente temporária e reversível, desencadeada por um estresse importante para o organismo, como a perda de peso acelerada.

Essa queda costuma aparecer cerca de dois a três meses após o gatilho. O mesmo pode ocorrer em outras situações de estresse físico importante, como internações prolongadas, cirurgias bariátricas, infecções, pós-parto ou dietas muito restritivas.

Durante o emagrecimento, fatores como redução importante da ingestão alimentar, baixa ingestão de proteínas e possíveis deficiências nutricionais podem contribuir para a alteração do ciclo do cabelo. Por isso, o tratamento precisa ser acompanhado por um profissional de saúde.

É importante avaliar a velocidade da perda de peso, a ingestão adequada de proteínas e, quando houver indicação clínica, investigar deficiências de ferro e ferritina, vitamina B12, vitamina D e zinco.

E atenção: nem toda queda de cabelo é eflúvio telógeno. Queda em placas, coceira, descamação, dor no couro cabeludo ou queda persistente devem ser avaliadas individualmente.

09/09/2026

Pelos na região íntima ou nas axilas, odor corporal forte, pele oleosa ou acne antes dos 8 anos em meninas: isso merece atenção.

Durante o desenvolvimento infantil, ocorre a adrenarca: uma fase natural em que as glândulas adrenais aumentam a produção de hormônios, principalmente o DHEA-S.

Esses hormônios podem levar ao surgimento de odor nas axilas, pelos, oleosidade e acne.

Quando esses sinais aparecem antes dos 8 anos, chamamos de adrenarca precoce.

Nem sempre isso representa puberdade precoce ou uma doença grave, mas é importante avaliar para entender a causa, acompanhar o crescimento e identificar possíveis fatores de risco.

A adrenarca precoce pode estar associada a nascimento prematuro, baixo peso ao nascer, ser pequena para a idade gestacional, ganho de peso rápido nos primeiros anos de vida, sobrepeso, obesidade e resistência à insulina.

O excesso de peso e a resistência à insulina podem estimular uma maior produção de andrógenos.

Por isso, além de observar os sinais físicos, é essencial acompanhar peso, crescimento, desenvolvimento puberal e, quando necessário, exames hormonais e metabólicos.

Algumas meninas podem apresentar, no futuro, maior risco de obesidade, resistência à insulina, diabetes, alterações cardiovasculares e síndrome dos ovários policísticos — condição que pode afetar ciclos menstruais, ovulação e fertilidade.

Se sua filha apresentou esses sinais antes dos 8 anos, procure avaliação com endocrinologista pediátrico.

Identificar precocemente permite orientar a família e cuidar da saúde metabólica e hormonal desde a infância.

Entrando na trend dos anos 80… ✨Na endocrinologia, muita coisa mudou.• Emagrecimento e obesidade: nos anos 80, a obesida...
08/09/2026

Entrando na trend dos anos 80… ✨

Na endocrinologia, muita coisa mudou.

• Emagrecimento e obesidade: nos anos 80, a obesidade era muitas vezes vista como “falta de força de vontade”. Dietas restritivas e fórmulas para emagrecer, por vezes com anorexígenos, eram comuns. Hoje entendemos que o peso envolve hormônios, genética, sono, estresse, comportamento, medicamentos e ambiente. Temos acompanhamento multiprofissional, mudanças de hábitos, medicamentos como liraglutida, semaglutida e tirzepatida — além da cirurgia bariátrica quando indicada.

• Diabetes: saímos das medições pontuais e esquemas rígidos para sensores de glicose, bombas de insulina e tratamentos mais individualizados.

• Crescimento e puberdade: hoje acompanhamos curvas de crescimento e sinais de puberdade precoce ou tardia com mais atenção, investigação e possibilidade de tratamento quando necessário.

• Tireoide, menopausa e saúde óssea: exames mais precisos, prevenção de fraturas e cuidados individualizados transformaram o acompanhamento.
A maior evolução foi olhar além dos exames e da balança: cuidar da pessoa inteira, com ciência, escuta e individualização.

Ainda bem que muita coisa mudou. Mas será que mudou o suficiente?

05/09/2026

Seu filho tem baixa estatura? Nem sempre isso é um problema, mas nunca deve ser ignorado.

✅Baixa estatura é quando a altura da criança está abaixo do percentil 3 na curva de crescimento, ou quando ela cresce muito abaixo do esperado para a altura da família.

🚨E atenção: estar abaixo da curva não significa, automaticamente, ter uma doença.

Algumas crianças são naturalmente menores porque isso faz parte do padrão familiar.

Outras podem ter nascido pequenas, prematuras ou apresentarem um ritmo de crescimento diferente.

Mas existem situações que exigem investigação.

Por isso, na avaliação, não olhamos apenas para um número da altura.

Avaliamos:
• A velocidade de crescimento: quanto essa criança cresce por ano?

• A altura do pai e da mãe e o alvo de estatura familiar

• A história gestacional e o peso ao nascer

• Doenças crônicas ao longo da infância

• Alimentação, sono e desenvolvimento puberal

• Uso de medicamentos, especialmente corticoides

O ponto principal é: uma criança pode ser baixinha e saudável. Mas também pode estar sinalizando algo que merece cuidado.

Não é sobre fazer toda criança ficar mais alta.

É sobre garantir que ela esteja crescendo de forma saudável, segura e dentro do seu potencial.

Se o seu filho parou de acompanhar a curva de crescimento, cresce pouco ao longo do ano ou está muito abaixo do esperado para a família, procure avaliação com endocrinologista pediátrico.

03/09/2026

Terapia hormonal na menopausa!

A terapia hormonal é o tratamento mais eficaz para aliviar fogachos e suores noturnos.

Quando bem indicada, também pode melhorar o sono, o bem-estar, a qualidade de vida e ajudar a prevenir a perda de massa óssea.

Ela não é “vilã” — mas também não é indicada para todas as mulheres.

A decisão deve ser individualizada e compartilhada, considerando os sintomas, a idade, o tempo desde a menopausa, histórico pessoal e familiar de câncer de mama, risco de trombose, saúde cardiovascular e preferências da paciente.

E o câncer de mama?
O risco varia conforme o tipo de hormônio, a associação com progestagênio, o tempo de uso e os fatores individuais. Por isso, a conversa deve ser clara, sem alarmismo e baseada no perfil de risco de cada mulher.
História familiar de câncer de mama não contraindica automaticamente a terapia hormonal, mas exige avaliação mais cuidadosa. Nódulo mamário recente, investigação em andamento, sangramento uterino sem causa definida ou antecedente pessoal de câncer hormônio-dependente devem ser avaliados antes do início do tratamento.

Proteção do endométrio:

Mulheres sem útero podem, em geral, usar estrogênio isolado, se não houver contraindicações.

Já as mulheres com útero precisam associar um progestagênio ao estrogênio para proteger o endométrio.

A progesterona micronizada oral e a didrogesterona são opções frequentemente utilizadas.

🚨Cremes e géis de progesterona não oferecem proteção endometrial adequada quando associados ao estrogênio sistêmico.

Saúde cardiovascular:

A terapia hormonal não deve ser usada para prevenir infarto ou AVC. Porém, em mulheres saudáveis, com menos de 60 anos ou próximas ao início da menopausa, o equilíbrio entre benefícios e riscos tende a ser mais favorável.

A menopausa não precisa ser uma fase de sofrimento.

Com indicação adequada e acompanhamento médico, é possível tratar os sintomas com segurança e preservar qualidade de vida.

01/09/2026

Hoje celebramos o Dia da Endocrinologia. A especialidade que acompanha a saúde hormonal e metabólica em todas as fases da vida.

Da infância à maturidade e ao envelhecimento saudável, a Endocrinologia está presente no crescimento, na puberdade, na tireoide, no diabetes, no colesterol, na obesidade, na fertilidade, na saúde óssea, na menopausa, na andropausa e na prevenção de doenças.

Mais do que analisar exames, cuidar da saúde endocrinológica é compreender como os hormônios influenciam energia, sono, peso, humor, desenvolvimento, força e qualidade de vida.

Porque cuidar hoje é construir um futuro com mais saúde, autonomia e longevidade. 💙

Qual tema da Endocrinologia você gostaria de entender melhor? Deixe nos comentários!

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