14/03/2022
📌 De longe, a patologia mais comum envolvendo cálculos e a árvore biliar é a colelitíase. A presença de cálculos biliares é relativamente comum em adultos; estudos epidemiológicos e de investigação clínica demonstram uma incidência de litíase biliar em cerca de 20 a 30% da população, sendo que a grande maioria dos pacientes são assintomáticos.
📌 Os cálculos biliares são classificados em cálculos de colesterol e cálculos pigmentares, sendo o primeiro o mais comum.
📌 Os principais fatores de risco para a presença de colelitíase são os famosos 4 F’s, ou seja, sobrepeso ou obesidade (fat), s**o feminino (female), idade fértil (fertility) e 40 (forty) ou mais anos de idade.
📌 A principal queixa relacionada à colelitíase é a dor aguda contínua caracteristicamente localizada em hipocôndrio direito/epigástrio que, por vezes, pode irradiar para a região escapular. Alguns pacientes referem que a dor surge cerca de 1 hora após refeições ricas em gorduras e pode durar até 6 horas.
📌 Diante de um paciente que se apresenta com as queixas anteriormente citadas devemos confirmar a suspeita diagnóstica de colelitíase com uma ultrassonografia (USG) abdominal, sendo um método altamente sensível e disponível.
📌 Uma vez diagnosticada colelitíase em paciente sintomático, o tratamento definitivo é a colecistectomia (convencional ou laparoscópica). Em alguns casos mesmo sem sintomas indicamos a cirurgia, agende uma consulta.