20/07/2026
↘️ Misturar uma profissão que existe para acolher o sujeito em sua singularidade com uma religião que chega pronta, com dogma e sentença, é grave.
Quando você se apresenta como psicólogo cristão ou qualquer variação religiosa está avisando que suas crenças vão estar na sala antes do paciente entrar.
O problema não é ter fé, o problema é colocar essa fé a serviço de uma função que existe para o outro, não para você.
Chega uma mulher que e sua religião trata isso como pecado, o que você faz com o julgamento que já estava formado antes da sessão começar?
Chega alguém que traiu o parceiro, você vai investigar o que aquilo signif**a ou vai procurar motivo para condenar?
O quanto realmente você vai acolher e o quanto você vai apontar o dedo? Você acabou de colocar a sua profissão junto com a sua religião quer dizer que você vai seguir os dogmas da sua religião.
Se sua religião dita regras e você decidiu abraçar isso como movimento do que você vai fazer em relação ao que o paciente chega automaticamente você vai tentar encaixar a demanda dele na sua crença.
Psicologia e religião não se misturam porque uma trabalha para tirar o julgamento de cena, enquanto a religião vem pra ditar as regras.
✅ Tenha a crença que você quiser, bote sua fé onde sentir que precisa, escolha aquilo que vai guiar sua vida, nada disso tem um problema, o problema é quando você esquece do seu lugar como psicólogo onde a sua régua não deveria estar!