23/07/2026
“Eu achei que era apenas desorganizada, ansiosa ou que estava sobrecarregada demais"... Essa é a frase que mais escuto no consultório de mulheres que descobrem o TDAH na vida adulta!
Por muito tempo, o TDAH foi associado àquela imagem clássica do menino hiperativo que não parava quieto na escola. Nas mulheres, o transtorno costuma se manifestar de forma diferente: mais voltado para a desatenção, o turbilhão mental, a impulsividade verbal e a quietude, o que faz com que ele passe completamente despercebido na infância e na adolescência.
Mas o que acontece depois dos 30 anos?
Com o acúmulo natural de responsabilidades dessa fase entre carreira, gestão da casa, relacionamentos, boletos e, às vezes, a maternidade, os mecanismos de compensação que a mulher usou a vida inteira (como o perfeccionismo rígido e a própria ansiedade como motor) começam a colapsar. O que parecia "cansaço crônico" ou "falta de foco", na verdade, é um cérebro neurodivergente exausto!
Descobrir o diagnóstico tardio não é um peso, mas sim uma libertação. Permite que você pare de se culpar por não funcionar como os outros e comece a tratar a sua mente com a estratégia correta.
Você recebeu seu diagnóstico na vida adulta ou se identifica com essa jornada? Vamos conversar!
Dra. Priscilla Maistro
Psiquiatria & Estilo de Vida
CRM 29612 | RQE 20639