20/07/2026
Quando falamos em obesidade, muita gente pensa apenas no excesso de peso.
Mas, para a medicina, ela representa muito mais do que isso.
A gordura corporal, principalmente a que se acumula na região do abdômen, não serve apenas para armazenar energia. Ela funciona como um tecido ativo, capaz de produzir substâncias que interferem no funcionamento do organismo.
Essas substâncias podem manter o corpo em um estado de inflamação crônica, alterar a produção de hormônios e favorecer um ambiente onde algumas células passam a crescer de forma desordenada.
É por isso que a obesidade está associada ao aumento do risco de diversos tipos de câncer, como os de cólon, estômago, pâncreas, fígado, esôfago e mama, entre outros. Isso não significa que toda pessoa com obesidade desenvolverá câncer.
Mas significa que existe um fator de risco que merece atenção e que, diferente da genética ou da idade, pode ser modificado ao longo da vida.
A prevenção do câncer não começa apenas com exames. Ela também começa nas escolhas que fazemos todos os dias.
Dr. Willer Fontanelli | Cirurgião Oncológico
CRM 228.539 • RQE 97.948