27/05/2026
Sim, e esse diagnóstico costuma ser muito mais comum do que muitos pais imaginam.
O problema é que, na infância, a dor de cabeça frequentemente é minimizada, confundida com “manha”, ou até mesmo relacionada ao excesso de tela.
A enxaqueca infantil pode se apresentar de forma diferente da observada em adultos. Nem sempre a criança vai relatar uma dor intensa e localizada. Em muitos casos, ela apresenta irritabilidade, sensibilidade à luz, náuseas, tontura, dor abdominal, palidez, necessidade de se isolar ou vontade de dormir durante as crises.
Em adolescentes, além da dor, também pode surgir dificuldade de concentração, queda no rendimento escolar e impacto emocional importante.
Do ponto de vista científico, sabemos que a enxaqueca possui forte influência genética e neurológica. Ou seja, crianças com histórico familiar de enxaqueca têm maior chance de desenvolver o quadro.
Observar mudanças de comportamento faz diferença. Quando a criança passa a evitar atividades, se isolar, chorar mais facilmente ou pedir para deitar em ambientes escuros e silenciosos, pode ser sinal de enxaqueca em crianças.
Se seu filho apresenta dores de cabeça frequentes, sensibilidade à luz, náuseas ou mudanças de comportamento, não normalize esses sinais.
Uma avaliação neurológica pode ajudar a entender o que está acontecendo e devolver mais qualidade de vida para todos.
Dra. Fabiani Honorato
Médica Neurologista
CRM 159.920 | RQE 658721