02/08/2026
Dia Mundial da Amamentação. 🤍
Nem sempre a amamentação acontece da forma como imaginamos. Comigo também não foi fácil. Nos primeiros dias do puerpério, senti dor, enfrentei dificuldades na pega e cheguei a desenvolver mastite. Houve momentos de cansaço, insegurança e vontade de desistir.
Mas, com apoio, informação e persistência, seguimos em frente.
Naquele momento, eu ainda não fazia ideia do quanto essa decisão seria importante para nós.
A Maria Helena é APLV e, pela graça de Deus, durante todo o período em que foi amamentada exclusivamente, nunca apresentou qualquer reação ao meu leite, mesmo eu consumindo leite e derivados normalmente. Só descobrimos a alergia após os seis meses, quando tentamos iniciar a complementação com fórmula e ela apresentou a reação clássica. Foi um momento de muito medo, desespero e inúmeras dúvidas.
Mais uma vez, tivemos que nos reinventar e seguir em frente. Vieram meses de ordenha, de organização da rotina, de cansaço e de muita dedicação para que ela continuasse recebendo o meu leite enquanto fazia a introdução alimentar e eu retornava ao trabalho.
Hoje continuo amamentando minha filha e posso dizer que foi uma das experiências mais intensas e transformadoras que vivi. Existe uma conexão única nesse momento, e conhecer de perto o poder do leite materno — alimento completo, proteção, carinho e vínculo — só aumentou minha admiração por esse processo.
Por outro lado também aprendi algo muito importante: nem toda mulher consegue amamentar, e tá tudo bem. Existem histórias, desafios e circunstâncias que só quem vive conhece. Nenhuma mãe deve ser julgada pela forma como alimenta seu filho.
Meu desejo é que toda mãe encontre acolhimento, orientação e respeito. Que aquelas que desejam amamentar recebam o suporte necessário para conseguir. E que aquelas que não puderam ou não conseguiram encontrem compreensão, nunca culpa.
Amamentar é um ato de amor. Mas amar vai muito além da amamentação. 💛