Psicanalista Renata Floriano

Psicanalista Renata Floriano Psicoterapia Comportamental. Atendimento Online
Agende uma consulta De especialista em marketing a Psicoterapeuta. "A vida é uma contínua metamorfose"

Formada em psicanálise clínica, hipnose clínica e psicoterapia comportamental.

Lidar com adolescentes é como tentar segurar um sabonete molhado: se você apertar demais, ele escapa voando; se não segu...
18/03/2026

Lidar com adolescentes é como tentar segurar um sabonete molhado: se você apertar demais, ele escapa voando; se não segurar, ele cai. Nessa fase, o cérebro deles está passando por uma "reforma geral", e o que parece rebeldia, na maioria das vezes, é apenas a busca por identidade.
​Impor limites não precisa ser um ato de guerra. Na verdade, o limite é uma forma de cuidado.

​Antes de ditar uma regra, certifique-se de que o canal de diálogo está aberto. Se você só fala com seu filho para dar ordens ou criticar, ele vai parar de ouvir.
​A dica é, Interesse-se pelas coisas "bobas" dele (o jogo, a música, o meme). Quando o vínculo está forte, o adolescente aceita o limite com muito menos resistência porque ele confia em você.

​Adolescentes valorizam a lógica. Dizer "porque eu sou seu pai/mãe" encerra a conversa e gera ressentimento.
​Em vez de: "Você não vai sair e pronto."
​Tente: "Eu me preocupo com sua segurança nesse trajeto tarde da noite. Como podemos resolver isso para que você se divirta e eu fique tranquilo(a)?"

​Nem tudo precisa ser uma regra de ferro. Escolha suas batalhas para não desgastar a relação por bobagem.

​O castigo foca na dor ou na privação; a consequência foca no aprendizado.
​Castigo: "Chegou tarde? Está um mês sem celular!" (Isso gera raiva e vontade de mentir na próxima vez).
​Consequência: "Como você chegou tarde hoje, você provou que ainda não consegue gerenciar seu horário. No próximo sábado, você precisará voltar uma hora mais cedo para recuperar minha confiança."
​Seja o "Porto Seguro", não o "Juiz"
​Seu filho vai errar. Quando ele quebrar um limite, ele precisa saber que haverá uma consequência, mas que o seu amor amor por ele continua intacto.

Muita gente confunde o desejo de ser visto com o desejo de ser amado, mas existe um abismo psíquico entre essas duas exp...
17/03/2026

Muita gente confunde o desejo de ser visto com o desejo de ser amado, mas existe um abismo psíquico entre essas duas experiências.
​Na era do espetáculo, a atenção se tornou uma moeda de troca rápida. Ela é narcísica: eu busco o seu olhar para confirmar que eu existo, que sou interessante, que sou "visto". A atenção é um fecho de luz sobre a imagem, ela quer o brilho, o elogio, o preenchimento imediato.
​Já o amor... o amor opera em outra lógica.
​Para a psicanálise, amar não é apenas olhar para o outro, mas sim suportar o que o outro tem de desconhecido. Enquanto a atenção exige presença constante e performance, o amor suporta a ausência e a imperfeição.
​A atenção consome a imagem.
​O amor acolhe o sujeito.
​Amar alguém não é dar a essa pessoa toda a nossa atenção (o que seria sufocante e impossível), mas sim dar o que não se tem: o nosso próprio reconhecimento da falta. É permitir que o outro seja algo além do que projetamos nele.
​Se você precisa de plateia o tempo todo, talvez não esteja buscando amor, mas apenas um espelho para o seu próprio ego. O amor começa justamente onde a necessidade de atenção descansa.
​E você, tem buscado ser visto ou ser compreendido? 👇

Muitas vezes, esperamos que um filho chegue em casa e diga: "Papai, mamãe, estou sofrendo bullying". Mas o real sofrimen...
11/03/2026

Muitas vezes, esperamos que um filho chegue em casa e diga: "Papai, mamãe, estou sofrendo bullying". Mas o real sofrimento raramente usa palavras diretas. Ele usa o corpo, o humor e o isolamento.
​O que a psicanálise nos ensina é que o trauma silencia. Se o seu filho está sendo "alvo", ele pode sentir vergonha de não conseguir se defender, e essa vergonha vira um muro entre vocês.

​Fique atento a estes sinais silenciosos:
​A "Doença" da Segunda-Feira: Dores de cabeça, enjoos ou dores de barriga constantes antes de ir para a escola. O corpo somatiza o medo que a mente não consegue processar.

​Mudança Brusca no "Ritmo": Um filho que era comunicativo e f**a mudo; ou um que era calmo e se torna explosivo em casa. A agressividade sofrida na escola pode ser descarregada no ambiente seguro (a família).

​O Isolamento "Protetor": Ele parou de falar de amigos específicos? Não quer mais ir a festas ou eventos sociais? O isolamento é uma tentativa de não se expor ao olhar do outro, que se tornou persecutório.

​A Queda no Rendimento Escolar: Não é falta de inteligência, é falta de espaço psíquico. Quem gasta toda a energia tentando sobreviver emocionalmente no recreio, não tem energia para aprender em sala.

Não busque culpados imediatamente. Busque o sujeito. Em vez de perguntar "Quem te bateu?", tente: "Notei que você anda mais quietinho, quer me contar como você tem se sentido na escola?".
​O bullying ataca a autoestima. Seu papel é ser o porto seguro onde ele não precisa ter vergonha de ser quem é.
​Você tem notado alguma mudança de comportamento por aí? Vamos conversar nos comentários. 👇

Dizem que escolhemos nossos parceiros por afinidade, mas a psicanálise nos convida a olhar um pouco mais fundo. Muitas v...
06/03/2026

Dizem que escolhemos nossos parceiros por afinidade, mas a psicanálise nos convida a olhar um pouco mais fundo. Muitas vezes, não escolhemos quem queremos, mas quem o nosso inconsciente reconhece.
​Nossas primeiras experiências de cuidado, o colo que recebemos (ou a falta dele), o modo como fomos olhados e como nossos pais se amavam criam o que chamamos de matriz relacional.

​Na infância, aprendemos o que é "ser amado". Se o amor que conhecemos foi condicional, caótico ou distante, é comum que, na vida adulta, busquemos parceiros que nos deem essas mesmas sensações. O familiar, mesmo que doloroso, traz uma falsa sensação de segurança.

​Às vezes, passamos a vida adulta tentando "consertar" nossos pais através de nossos parceiros. Escolhemos pessoas indisponíveis para tentar, finalmente, convencê-las a nos amar... uma tentativa inconsciente de curar uma ferida antiga que ainda não cicatrizou.

​A boa notícia é que entender essa conexão não serve para culpar o passado, mas para libertar o presente. Quando compreendemos que estamos projetando carências da infância no outro, paramos de exigir que o parceiro cure uma ferida que ele não abriu.

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Quando uma criança ou adolescente se retrai, o silêncio costuma ecoar alto no coração dos pais. A primeira reação, muita...
04/03/2026

Quando uma criança ou adolescente se retrai, o silêncio costuma ecoar alto no coração dos pais. A primeira reação, muitas vezes, é o medo: “Será rebeldia? Ou será que algo está errado?”
​Na psicanálise, entendemos que o comportamento é uma forma de linguagem. Quando faltam palavras, o corpo e o isolamento "falam". Mas cuidado, introversão nem sempre é um problema, às vezes é uma proteção.

​Para muitos jovens, o mundo externo (escola, redes sociais, expectativas) é barulhento e invasivo demais. A introversão pode ser um esforço para preservar a própria identidade, um lugar onde eles podem "ser" sem a pressão de "parecer". Não é rebeldia, é preservação.

​O sinal de alerta deve acender quando a introversão vem acompanhada de paralisação. Se o jovem deixa de fazer o que gosta, se isola por medo ou apresenta uma tristeza profunda, o silêncio pode ser, sim, um pedido de ajuda mudo. Aqui, o isolamento não é um descanso, mas uma prisão.

​A chave não é forçar a entrada no quarto, mas fazer-se presente na porta.
​Substitua o interrogatório pela companhia... Às vezes, estar no mesmo ambiente lendo um livro ou assistindo algo, sem perguntas invasivas, comunica: "Eu respeito seu espaço, mas estou aqui se precisar".
​Valide o tempo deles, nem todo mundo processa o mundo na mesma velocidade. Respeitar o tempo subjetivo do seu filho é uma das maiores provas de amor.

A introversão não precisa ser "curada", mas compreendida. O objetivo não é transformar o introvertido em extrovertido, mas garantir que ele se sinta seguro o suficiente para sair do seu "castelo" quando desejar.
​Se o silêncio do seu filho te angustia, talvez o primeiro passo seja olhar para a sua própria dificuldade em lidar com o vazio. A psicanálise pode ser um caminho precioso para pais e filhos aprenderem a se comunicar além das palavras.

Na psicanálise,  chamamos isso de "compulsão a repetição". Pode parecer estranho,  mas o nosso inconsciente tem uma tend...
03/03/2026

Na psicanálise, chamamos isso de "compulsão a repetição". Pode parecer estranho, mas o nosso inconsciente tem uma tendência de buscar o que é familiar, mesmo que o familiar seja doloroso.
​A verdade é que a gente não escolhe o que quer, a gente escolhe o que reconhece. Repetir padrões é a maneira que a nossa mente encontra de tentar domar um trauma ou uma falta que ficou lá atrás.
​É como tentar ler o mesmo livro várias vezes esperando que o final mude. Mas o final só muda quando a gente para de ler e começa a escrever.
​A análise ajuda a transformar o "destino" em escolha. Já parou para olhar para o seu "dejà vu" emocional hoje? 🧠✨

adulto emocionalmente inseguro muitas vezes é o resultado direto daquela "liberdade/abandono" ou, no extremo oposto, de ...
26/02/2026

adulto emocionalmente inseguro muitas vezes é o resultado direto daquela "liberdade/abandono" ou, no extremo oposto, de uma superproteção que sufocou o desejo.
​Para a psicanálise, a insegurança não é apenas "timidez", mas uma falha na construção do Narcisismo Primário — aquela reserva de amor-próprio que nos diz que somos dignos de existir e de falhar.

​Imagine um prédio construído sobre areia movediça. Por fora, pode parecer uma estrutura funcional, mas qualquer tremor causa pânico. Aqui estão os pilares dessa insegurança:
​O inseguro vive em função do olhar do outro. Como ele não teve um contorno claro na infância (lembra da falta de limites ou do excesso de críticas?), ele tenta descobrir quem ele é através da aprovação alheia.
​O sintoma: "Será que ele gostou de mim?", "Será que fui chato?", "O que vão pensar se eu disser não?".
​Muitos adultos inseguros têm dificuldade em saber o que querem. Eles se tornam "camaleões emocionais": adaptam seus gostos, opiniões e até o tom de voz para agradar o ambiente.
​A lógica inconsciente: "Se eu for quem eu realmente sou, serei abandonado (ou julgado)".

​Ser inseguro é, de certa forma, estar muito ocupado tentando ser o que os outros esperam. Quando a gente "se aposenta" desse cargo, sobra muito mais energia para simplesmente ser.

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Liberdade ou Solidão? Onde a autonomia vira abandono. ​Muitas vezes, sob o pretexto de criar filhos "independentes", ent...
25/02/2026

Liberdade ou Solidão? Onde a autonomia vira abandono.
​Muitas vezes, sob o pretexto de criar filhos "independentes", entregamos a eles um peso que não lhes pertence: o de decidirem tudo sozinhos. Na psicanálise, aprendemos que a liberdade sem balizas pode ser profundamente angustiante.

​Para uma criança ou adolescente, o limite funciona como o contorno de um desenho. Sem o traço, a cor se espalha e se perde. Quando um pai ou mãe diz "não" ou estabelece um limite, eles estão dizendo, nas entrelinhas: "Eu me importo com você o suficiente para suportar o seu conflito."

​Quando a autonomia vira abandono?
​Se você nunca diz "não" para não se desgastar, a criança entende que os desejos dela não encontram resistência — e, portanto, não têm importância.
​ Pedir que um pequeno decida sobre rotinas complexas é "adultizá-lo" antes da hora. Ele ganha liberdade, mas perde o direito de ser cuidado.
​A autonomia saudável tem supervisão. O abandono disfarçado de "liberdade" deixa o jovem à deriva, sentindo que suas ações não geram impacto em quem ele ama.
​Educar dá trabalho. Dar limites gera atrito. Mas é esse atrito que molda o caráter e dá segurança emocional. Criar não é sobre dar tudo o que o outro quer, mas sobre ser o porto seguro enquanto ele aprende a navegar.​Reflexão do dia: Você está dando asas para seu filho voar ou está apenas soltando a mão dele antes da hora?

🌿 Orientação Parental - Por Renata Floriano

Dependência emocional não é excesso de amor.É repetição inconsciente.Na psicanálise, compreendemos que não escolhemos ap...
23/02/2026

Dependência emocional não é excesso de amor.
É repetição inconsciente.

Na psicanálise, compreendemos que não escolhemos apenas pessoas — escolhemos sensações familiares.

Quando alguém sente que precisa do outro para se sentir seguro, validado ou inteiro, geralmente não está vivendo apenas o presente.
Está reagindo a marcas emocionais antigas.
O medo do abandono, a angústia diante do silêncio, a dificuldade de se posicionar… quase nunca começam no relacionamento atual.
O vínculo amoroso apenas reativa experiências primárias de perda, ausência ou instabilidade.
Por isso, força de vontade não resolve.
Porque não é racional.
A dependência emocional é uma tentativa psíquica de evitar uma dor antiga.
E só quando essa dor é reconhecida e elaborada, o amor deixa de ser necessidade e passa a ser escolha.
O que mais dói no presente, às vezes, é eco do que nunca foi elaborado no passado.

Gerir a ansiedade é possível com pequenas mudanças e hábitos no dia a dia. Aqui estão algumas ferramentas que podem ajud...
16/02/2026

Gerir a ansiedade é possível com pequenas mudanças e hábitos no dia a dia. Aqui estão algumas ferramentas que podem ajudar:

1️⃣ Respiração consciente: Dedique alguns minutos para respirar fundo, inspirando lentamente pelo nariz e expirando pela boca. Isso ajuda a acalmar o sistema nervoso.

2️⃣ Pratique a escrita: Coloque no papel seus pensamentos e preocupações. Essa prática ajuda a organizar a mente e aliviar a carga emocional.

3️⃣ Estabeleça uma rotina: Ter horários regulares para dormir, se alimentar e se exercitar traz previsibilidade e segurança para o corpo e a mente.

4️⃣ Busque apoio profissional: Conversar com um terapeuta pode oferecer estratégias personalizadas para lidar com a ansiedade.

✨ Lembre-se: cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo. Você merece viver com mais equilíbrio!

📌Esse post de ajudou? Deixe seu comentário para eu saber e continuar trazendo conteúdos incríveis como esse!

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