Igor B. Garcia - Fisioterapeuta

Igor B. Garcia - Fisioterapeuta Nossa missão é difundir um atendimento diferenciado e humanizado, com qualidade e eficiência. Levamos conosco o amor ao toque.

Embasado em evidências científ**as, buscamos a Terapia mais qualif**ada para cada quadro clínico.

Conheça a Fisioterapia Neuropediátrica. Conheça um toque de amor!
09/08/2020

Conheça a Fisioterapia Neuropediátrica. Conheça um toque de amor!

A Síndrome de Down (SD) é considerada a alteração cromossômica mais comum entre os nascidos vivos e resulta em vários co...
25/07/2020

A Síndrome de Down (SD) é considerada a alteração cromossômica mais comum entre os nascidos vivos e resulta em vários comprometimentos. Dentre eles há a inclusão do atraso do desenvolvimento neuropsicomotor, hipotonia, distúrbios intelectuais, presença de características físicas peculiares, presença de cardiopatias, e maior incidência de infecções respiratórias. A SD também pode ocasionar problemas de audição e visão, alterações da coluna cervical e distúrbios da tireóide.

A SD é o resultado de uma trissomia do cromossomo 21, no qual obtém-se 47 cromossomos ao invés de 46 ao final das divisões celulares, ocorrendo quando os cromossomos homólogos não se separam durante a meiose I, ou quando as cromátides irmãs não se separam durante a meiose II. A SD pode ser encontrada em três diferentes apresentações: trissomia simples (banda cromossômica 21q22), translocação (comum ocorrer no cromossomo 14 e 21) e mosaico (caracterizada por parte das células apresentarem a trissomia do cromossomo 21 e outra parte a quantidade normal de cromossomos).

Sua prevalência no mundo segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), é de 1 caso a cada 1000 nascidos vivos. Sua causa ainda se associa a fatores endógenos, como a elevada idade materna. A literatura expõe amplamente o aumento da incidência de acordo com o aumento da idade materna. Onde após os 35 anos de idade a probabilidade de uma mulher ter um filho(a) com SD é aumentada. Entre 40 e 44 anos de idade a proporção é de 1 caso para 100 nascidos vivos e após os 45 anos de idade é de 1 caso para cada 50 nascidos vivos. Há também, outras causas como os fatores exógenos, estes relacionados ao uso de substâncias tóxicas e contaminantes. Existem ainda os fatores genéticos.

O acompanhamento deve ser multidisciplinar. O tratamento fisioterapêutico está voltado a estimulação do desenvolvimento neuropsicomotor devido os atrasos relacionados as aquisições motoras. Visando o ajuste postural, melhora da força, coordenação, equilíbrio estático e dinâmico, transições posturais, bem como para a criança manter-se em ortostase (f**ar de pé) e para promover o treino de sua marcha (andar independente), estimular o planejamento motor e habilidades motoras gerais. Emprega-se também a fisioterapia respiratória, cardiovascular e o estímulo cognitivo. A fim de proporcionar sempre a melhor qualidade de vida ao paciente.

Para mais informações ou agendamentos, acesse à página do Facebook, ou dirija-se ao consultório, na Rua pica pau, 1443, Centro.

Defini-se Paralisia Braquial Obstétrica, ou como vem se modif**ando a nomenclatura atual para Perinatal. Uma incapacidad...
12/07/2020

Defini-se Paralisia Braquial Obstétrica, ou como vem se modif**ando a nomenclatura atual para Perinatal. Uma incapacidade que ocorre no momento do nascimento, resultando em paralisia flácida associada ou não a perda da sensibilidade no membro afetado. Caracterizada como uma lesão que é provocada no plexo braquial por estiramento dos troncos nervosos ou avulsão radicular.

A Paralisia Braquial Perinatal (PBP), tem prevalência entre 0,13 a 5,1 para 1.000 nascidos vivos. Não sabendo ao certo sua prevalência no Brasil, mas acredita-se ser baixa. A lesão geralmente é uma consequência do trabalho de parto.

Quanto aos fatores de risco, existem alguns que podem contribuir, como: apresentação pélvica da criança, malformações pélvicas maternas, macrossomia fetal (peso igual ou superior a 4.000 kg), gemelaridade, uso inadequado do fórceps, encravamento do ombro fetal sob o púbis materno (distócia de ombros) e anóxia (ausência de oxigênio no sangue arterial). Outros fatores são o histórico materno, como: obesidade, diabetes mellitus, baixa estatura, multiparidade (múltiplas gestações) e idade materna superior a 35 anos.

Podem haver ainda alguns comprometimentos associados a PBP, como: paralisia facial, subluxação do ombro, fraturas de úmero e clavícula, torcicolo, lesões da coluna ou da medula cervical.

Seu quadro clínico é composto por fraqueza muscular, desalinhamento postural, atrofia/hipotrofia muscular, dificuldades nas transferências posturais com dificuldades para transferir o peso e dificuldades nas funções do membro superior. Isso tudo, no membro superior que for acometido.

Na Maioria dos casos a lesão mecânica ocorre na fase final do parto, por tração lateral da cabeça e ombro o que estira as raízes do plexo braquial e favorece suas rupturas parciais ou totais. Em casos raros pode ocorrer também em consequência de fatores intrauterinos, como útero bicorne (má formação uterina, onde o útero é dividido em dois lados), oligohidrâmnio (volume deficiente de líquido amniótico) ou bandas amnióticas (anomalia rara congênita onde o útero comprime estruturas fetais causando deformidades corporais diversas).

A recuperação da PBP ocorre de acordo com a gravidade da lesão. Existem três tipos de lesões, a Neuropraxia (estiramento, edema e hemorragia da estrutura nervosa, com recuperação espontânea e completa em aproximadamente 1 mês). Axoniotmese (destruição do cilindro eixo, com crescimento das fibras nervosas, leva aproximadamente 9 meses com recuperação não completa). Neurotmese (ruptura completa das estruturas nervosas, com paralisia dos músculos correspondentes).

Seu prognóstico pode variar de acordo com a extensão e gravidade das lesões, as lesões do plexo superior (Erb-Duchene é menos grave).

Existem três classif**ações para está patologia. A primeira delas é a Paralisia de Erb-Duchene, também chamada paralisia alta, corresponde de 80% a 90% dos casos e compromete as raízes nervosas C5, C6 e C7, onde o recém nascido apresenta paralisia da abdução (elevar lateralmente o braço) e rotação externa (rodar o braço para fora), associada a ausência da flexão do cotovelo, apresentando o sinal clássico da "Mão em gorjeta". A segunda é a Paralisia de Klumpke, caracterizada por paralisia baixa, sendo mais rara correspondendo a 5% ou menos dos casos, nessa o comprometimento está nas raízes nervosas de C8 a T1, causando o acometimento dos músculos da mão com ausência do reflexo de preensão palmar (fechar a mão quando sua palma é estimulada com pressão). A terceira é a Paralisia de Erb Klumpke ou Completa, onde todo o membro está acometido com paralisia flácida e todos os reflexos ausentes, podendo os dedos permanecerem em garra e haver perda da sensibilidade.

O diagnóstico é feito por exame de imagem e eletroneuromiografia.

O acompanhamento deve ser multidisciplinar. O Fisioterapeuta desempenha um papel de destaque no tratamento conservador dos pacientes com a lesão do plexo braquial, atuando com objetivos específicos, a fim de estimular o desenvolvimento motor da criança de acordo com a sua fase do desenvolvimento, embasado nos marcos do desenvolvimento motor típico. Atuando visando previnir retrações, encurtamentos e deformidades, melhorar a coordenação motora, fortalecer grupos musculares, manter e/ou ganhar amplitude de movimento e principalmente garantir a funcionalidade e independência do paciente na execução de suas atividades de vida diárias. Além de prescrever órteses e orientar os país.

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Autismo é um distúrbio do desenvolvimento humano, o qual vem sendo estudado a cerca de 60 anos. Na patologia ocorre uma ...
04/07/2020

Autismo é um distúrbio do desenvolvimento humano, o qual vem sendo estudado a cerca de 60 anos. Na patologia ocorre uma severa alteração da personalidade, desenvolvimento anormal da linguagem, onde ocorrem perdas na interação social e comunicação com a característica de apresentar comportamentos, interesses e atividades esteriotipadas, ou seja, com movimentos repetitivos e sem finalidade, frequentemente ritmados. O que influência diretamente no desenvolvimento neuropsicomotor da criança. Suas características geralmente são identif**adas nos três primeiros anos de vida, com fechamento do diagnóstico por volta de 3 ou 4 anos de idade, a depender do grau da doença.

O autismo se refere a disfunção neurológica, que se manifesta com as alterações do comportamento e atraso nas aquisições do neurodesenvolvimento.

Atualmente o termo correto para se nomear a patologia é Transtorno do Espectro Autista (TEA), para englobar o Autismo, Síndrome de Asperger (considerado um transtorno do desenvolvimento que afeta a capacidade de se socializar e de se comunicar com eficiência) e o Transtorno Global do Desenvolvimento. Todavia sabemos que a TEA engloba variadas características, podendo envolver de forma mais ou menos acentuada cada indivíduo, não se tratando de apenas uma alteração única e exclusiva, mas sim de um conjunto de alterações.

Existem aproximadamente 5 casos de autismo em cada 10.000 crianças, em uma proporção de 2 a 3 homens para 1 mulher. Porém, esses dados vem amentando nas últimas décadas, alguns dados recentes estipulam que 1 a cada 88 crianças apresentam TEA. É predominante no s**o masculino e suas características mais marcantes são: ausência de contato com a realidade externa, dificuldades na interação social, necessidade de manter inalterado o ambiente habitual, comportamento repetitivo, dificuldades em manter o contato visual, expressão facial reduzida, posturas alteradas, distúrbios da linguagem e prejuízos na comunicação. A criança apresenta alterações na capacidade de entender, interpretar, simpatizar e reagir a outras pessoas.

É mais frequente em pacientes com condições genéticas ou cromossômicas, cerca de 10% das crianças com TEA também tem Síndrome de Down ou síndrome do X frágil (doença genética que causa deficiência intelectual de leve a grave).

Sua etiologia é pouco conhecida, mas existem fatores ambientais que podem contribuir, como: exposição fetal a inseticidas, exposição de mães grávidas (no primeiro ou segundo trimestre gestacional) a infecções congênitas, por vírus ou bactérias.

Cerca de 70% das pessoas que apresentam TEA tem algum grau de atraso neurológico e no desenvolvimento da linguagem. Já nos 30% restantes, encontram-se uma inteligência (QI - quociente de inteligência), acima da média, porém focada em algo específico, voltada a atividades de seu interesse.

O acompanhamento deve ser multidisciplinar. A função do Fisioterapeuta no acompanhamento desse paciente relaciona-se com o trabalho voltado para o desenvolvimento motor e posteriormente a ativação das áreas da concentração e interação social. A Fisioterapia estimula a variabilidade de movimentos visando a função, equilíbrio, lateralidade e funções básicas para autonomia e as aprendizagens cognitivas, onde por sua vez o distúrbio tende a prejudicar a estruturação do esquema corporal da criança.

O profissional deve sempre manter atenção a medicação ao qual a criança faz uso, pois essa pode ter ação direta sobre o sistema motor.

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As Atrofias/Amiotrofias Musculares Espinhais (AME), são doenças genéticas de herança autossômica recessiva, ou seja, a r...
27/06/2020

As Atrofias/Amiotrofias Musculares Espinhais (AME), são doenças genéticas de herança autossômica recessiva, ou seja, a resposta do cruzamento de um gene recessivo do pai e outro da mãe faz com que a doença se manifeste, nessa teoria isso ocorre se existir 2 genes recessivos neste cruzamento. Outra teoria imposta por outros estudos, menos relatada, é de que a doença também possa se manifestar da forma autossômica dominante, ou seja, a forma pelo qual a doença é passada de geração em geração, devido o genitor ter um alelo com alteração. Dessa forma, quando este indivíduo com alteração do gene decidir ser pai, mesmo que não saiba, terá 50% de chances de que seus filhos herdem esse alelo alterado e de manifestarem a doença e assim sucessivamente, de geração a geração.

A AME é classif**ada como doença neuromuscular, que envolve a degeneração dos neurônios localizados no c***o anterior da medula espinhal (neurônios motores) e de núcleos motores do tronco encefálico. Essa degeneração afeta a musculatura esquelética, causando atrofia e fraqueza muscular generalizada. Seus sinais clínicos são compostos por: hipotonia, paresia, arreflexia, amiotrofia e miofasciculação.

A Doença pode ser classif**ada em quatro tipos:
- AME Tipo 0: Apresenta início intrauterino e hipotonia com curso progressivo.
- AME Tipo I ou Doença de Werdining-Hoffmann: Apresenta hipotonia, controle cervical e reflexos reduzidos.
- AME Tipo II (intermediária): Apresentação de paresia associada a arreflexia e hipotonia.
- AME Tipo III ou Doença de Kugelberg-Welander: Forma de desenvolvimento juvenil, são formas mais tardias e menos graves.
- AME Tipo IV: Forma adulta, onde ainda existem alterações funcionais, está forma é muito parecida com a AME do tipo III, porém seu desenvolvimento se dá por volta dos 30 anos ou mais.

Independente de seu tipo a AME é condicionada pelo mesmo gene SMN1, que por sua vez, se localiza no braço curto do cromossomo 5, em uma região denominada de 5q13. O SMN1 atua de forma a promover a manutenção e integridade dos neurônios motores, de forma geral garante sua sobrevivência. Grande parte dos pacientes apresentam a deleção no exon sete /e ou sete e oito (exon é um segmento do DNA de um gene, responsável por codif**ar os aminoácidos de uma proteína, constituindo parte estrutural), isso justif**a a diferença entre os tipos da doença.

A patologia repercute em variados sistemas, como o cardiorrespiratório, osteomioarticular e gastrointestinal. As complicações respiratórias são as mais frequentes nestes pacientes.

A Fisioterapia juntamente com a equipe multidisciplinar, atua de modo a previnir ou reduzir os sinais e sintomas, contribuindo para maior sobrevida, melhorar a qualidade dos movimentos, permitindo ao paciente participação mais ativa ao meio, além da fisioterapia respiratória que atua na higiene brônquica e manobras que visam a reexpansão e melhor ventilação pulmonar. A Fisioterapia atua tanto na função respiratória, quanto motora. A literatura demostra estudos que incentivam atividades físicas de intensidade leve a moderada, respeitando sempre os limites funcionais de cada paciente. Para estes, a atividade física em portadores de AME pode aumentar a função muscular, diminuir a perda de moto-neurôneos e levar a melhor espectativa de vida dos pacientes. Claro que, quando associado ao tratamento medicamentoso ideal para evitar a progressão da doença, suas melhoras se tornam mais evidentes e observáveis.

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O desenvolvimento motor segue uma ordem cronológica e evolutiva, com etapas distintas e previsíveis, com características...
01/06/2020

O desenvolvimento motor segue uma ordem cronológica e evolutiva, com etapas distintas e previsíveis, com características observáveis, dente elas as mudanças nos padrões de movimentos e habilidades que ocorrem ao longo do desenvolvimento.

O desenvolvimento neuropsicomotor da criança, pode ser afetado negativamente por vários fatores. Estes que podem acorrer nós períodos Pré (antes do nascimento), Peri (no momento do nascimento) ou Pós natais (após o nascimento). Diversas ocorrências nestes períodos, podem levar a repercussões onde a criança apresenta alterações na aquisição de habilidades motoras, cognitivas e psicossociais.

Essas ocorrências podem ser: déficits neuromotores ou atrasos no desenvolvimento, que são decorrentes de inúmeras situações clínicas. Porém, independente da condição, estás situações podem resultar em limitações nas habilidades funcionais, mobilidade, auto-cuidado e independência em geral.

A abordagem profissional com intervenção precoce nos atrasos evolutivos e a identif**ação de distúrbios no desenvolvimento é imprescindível, ou seja, o quanto antes esta for abordada melhor repercussão isso trará para o desenvolvimento da criança. Sabemos que nos primeiros 2 anos de vida, é o onde ocorre o pico neuroplástico (capacidade do sistema nervoso central em criar novas conexões neuronais, com repercussão funcional e estrutural ao encéfalo em maturação). Estudos identif**am que abordagens antes dos 3 anos de idade, apresentam maiores chances em previnir e/ou minimizar a instalação de padrões posturais e movimentos anormais.

Para a Fisioterapia, a estimulação precoce tem como base a realização de exercícios que visam o desenvolvimento da criança, de acordo com a fase em que ela se encontra, destinado a proporcionar á criança o alcance do pleno desenvolvimento, isso visado para cada condição clínica. Permitindo a criança o melhor nível de independência para sua idade e buscando a funcionalidade, através de estimulações motoras e sensoriais.

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A Rizotomia Dorsal Seletiva (RDS), é um procedimento cirúrgico neurológico utilizado em crianças com espasticidade, devi...
10/05/2020

A Rizotomia Dorsal Seletiva (RDS), é um procedimento cirúrgico neurológico utilizado em crianças com espasticidade, devido ao comprometimento encefálico referente a alguma desordem, lesão ou mal formação do Sistema Nervoso Central.

Este procedimento é considerado eficiente, quando outros tratamentos não apresentam resultados satisfatórios. Com maior frequência, segundo a literatura científ**a de realizações em nível lombossacral. Onde baseia-se na interrupção do estímulo aferente (sensorial), do reflexo de estiramento.

Reflexo esse, que torna a espasticidade tão ativa nestes Pacientes, assim neste processo é realizado a secção (corte), de fibras sensoriais que estejam mais relacionadas com a espasticidade, para aqueles que não sabem o que é espasticidade, vamos lá. Esse é um termo utilizado para descrever o aumento do tônus muscular exacerbado (tônus, é o estado de tensão muscular), que em determinadas condições neurológicas a criança apresenta uma repercussão motora de espasticidade, ou seja, basicamente a musculatura f**a rigida e dificulta muito as atividades voluntárias, aquilo que a criança deseja e quer realizar.

A RDS, teoricamente interrompe a transmissão destes impulsos do seguimento abaixo ao local da cirurgia. Por exemplo, se a criança é submetida a este procedimento a nível lombossacral, sua espasticidade f**ará reduzida e/ou melhor tratada em seus membros inferiores (de cintura pélvica abaixo). É importante ressaltarmos que esse procedimento, não é de um benefício total, os estudos apontam que devido ao procedimento, ocorre uma redução de força muscular signif**ativa, perdas sensoriais e proprioceptivas após a intervenção, deste seguimento abaixo.

Sendo de fundamental importância a realização de um programa de Fisioterapia específico, após o procedimento cirúrgico. Claro que tudo com os devidos cuidados, respeitando o período de recuperação, cicatrização e movimentos que a princípio apresentam-se contraindicados.

Nas primeiras semanas, enfatizamos o cuidado pós-operatório em relação ao procedimento ósseo vertebral. Posteriormente, visamos a melhora das funções motoras, força muscular, propriocepção, equilíbrio, etc.

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A palavra torcicolo vem do latim (tortum collum) e define a alteração, congênita ou adquirida, caracterizada pela inclina...
29/01/2020

A palavra torcicolo vem do latim (tortum collum) e define a alteração, congênita ou adquirida, caracterizada pela inclinação lateral da cabeça para o ombro homolateral (mesmo lado ao afetado) e rotação da cabeça para o lado contralateral (lado contrário ao afetado). O Torcicolo Muscular Congênito (TMC) é uma alteração do pescoço envolvendo primariamente um encurtamento do músculo esternocleidomastoideo que é detectada ao nascimento ou logo após o nascimento.

A sua incidência varia de 0,3% a 1,9% dos recém nascidos e a patogenese exata é ainda desconhecida, embora existam várias explicações etiológicas.

As hipóteses relativas à etiologia da condição se relacionam ao tocotraumatismo cervical (traumas durante o parto próximo a região cervical), à isquemia arterial (redução do fluxo sanguíneo ao tecido) com hipofluxo (baixo fluxo) sanguíneo para o esternocleidomastoideo, à
obstrução venosa do esternocleidomastoideo, ou mal posicionamento intrauterino e à hereditariedade.

O diagnóstico é feito clinicamente, observando-se as limitações nos movimentos do pescoço, a elevação do ombro no lado do músculo contraturado e a posição da cabeça em inclinação ipsilateral (mesmo lado ao afetado) e rotação contralateral. Um nódulo pode estar presente na porção média do músculo esternocleidomastoideo em aproximadamente 20% dos pacientes. Com muita frequência, este nódulo é detectado entre 10 e 14 dias de vida e pode crescer durante duas a quatro semanas, até atingir o tamanho aproximado de uma amêndoa, quando então começa a regredir e pode desaparecer completamente
até o oitavo mês de vida.

Devido ao encurtamento muscular unilateral, a criança com TMC prefere dormir na posição prona (barriga para baixo), com o lado afetado para baixo. Tal posição provoca pressão assimétrica no crânio e nos ossos faciais em desenvolvimento. Esta pressão constante na cabeça pode levar a um remodelamento nos ossos da face e resultar em hemihipoplasia facial (diminuição da atividade formadora dos tecidos orgânicos como pele, músculos e etc.) ou em plagiocefalia (aparência assimétrica da cabeça).

Com o tratamento fisioterapêutico, 90% a 95% das crianças melhoram antes do primeiro ano de vida e 97% dos pacientes melhoram se o tratamento for iniciado antes dos primeiros seis meses. Quando o tratamento fisioterapêutico é tardio, os pacientes podem apresentar complicações como escolioses cervicais e/ou torácicas compensatórias e dores crônicas.

Uma vez feito o diagnóstico e iniciado o programa fisioterapêutico, existe a necessidade de complementar o tratamento com cuidados domiciliares, pois a realização diária e constante dos exercícios melhora o TMC. Os pais devem ser orientados e encorajados a participar, realizando os exercícios propostos, e a quantidade de sessões pode influenciar o tempo de resolução da doença. Assim, o tratamento intensivo pode ter melhor resolução e durar menos tempo.

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Em geral, trauma no joelho causa o estiramento dos ligamentos externos (colateral medial e colateral lateral) e internos...
23/01/2020

Em geral, trauma no joelho causa o estiramento dos ligamentos externos (colateral medial e colateral lateral) e internos (cruzado anterior e posterior) ou lesões nos meniscos. Os sintomas incluem dor, edema, instabilidade e bloqueio articular quando ocorre determinadas lesões nos meniscos. O diagnóstico consiste em exame físico, e algumas vezes confirmado através da Ressonância Nuclear Magnética. O tratamento consiste inicialmente em um protocolo, para que ocorra a redução do processo inflamatório, constituído por (proteção, repouso, gelo, compressão e elevação do membro comprometido). Para as lesões mais graves, gesso ou reparo cirúrgico.

As estruturas articulares do joelho que fornecem estabilização, incluem a cápsula articular e os ligamentos cruzados que são altamente vascularizados. Os Meniscos (medial e lateral) são estruturas cartilaginosas intra-articulares que fornecem absorção de choque e estabilização articular, suas regiões centrais são consideradas muito pouco vascularizadas, isso por apresentarem pouquíssimos vasos sanguíneos nessa região, o que dificulta o processo de cicatrização natural do organismo.

As estruturas lesionadas mais comuns do joelho são os ligamentos cruzado anterior e colaterais. Os sinais e sintomas são representados pelo edema e espasmo muscular, a dor geralmente é de moderada a forte, podendo variar em alguns casos. Alguns pacientes ouvem ou sentem um estalido quando ocorre a lesão. Esse resultado sugere ruptura ligamentar em sua grande maioria.

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A Mielomeningocele é considerada uma das mais comuns Malformações ao nascimento. É a Segunda causa mais frequente de des...
13/01/2020

A Mielomeningocele é considerada uma das mais comuns Malformações ao nascimento. É a Segunda causa mais frequente de desabilidade na criança, depois da Encefalopatia Crônica não Progressiva (Paralisia Cerebral).

Ocorre devido uma falha no fechamento dos arcos vertebrais posteriores na fase embrionária, com ou sem o extravasamento de material nervoso. Isso acontece por volta do 24° ao 26° dia de gestação.

Sua causa é muito variada, podendo haver influência genética, ambiental e dietética. Onde acredita-se atualmente que o principal fator seja os baixos níveis de ácido fólico materno antes da concepção. O ácido fólico desempenha um papel fundamental para que ocorra o fechamento do tubo neural, região essa a qual dará origem a coluna vertebral do bebê.

Sua incidência pode variar muito dependendo da origem étnica e geográf**a dos pais, podendo corresponder de 0,4% a 6% dos recém nascidos, a cada 1.000 bebês nascidos vivos.

Essas crianças podem apresentar comprometimento do sistema nervoso, músculoesquelético e genito urinário. Podendo ainda vir acompanhada de Hidrocefalia e Malformação de Arnold Chiari do tipo I, II ou III.

Atualmente a intervenção cirúrgica pode ser feita em alguns centros de modo intrauterino, ou poucas horas após o nascimento do bebê.

A Fisioterapia é Fundamental devido ao atraso no desenvolvimento motor da criança, fraqueza muscular, alterações sensitivas, de equilíbrio e muito maís. Além de previnir várias complicações osteomioarticulares devido ao desuso. Atua também na prescrição de órteses, para tornar a criança o mais independente e funcional possível, para que seja capaz de realizar suas atividades de vida diária com seu melhor desempenho.

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A Encefalopatia Crônica Não Progressiva ou Não Evolutiva é popularmente conhecida como Paralisia Cerebral (PC). É defini...
08/01/2020

A Encefalopatia Crônica Não Progressiva ou Não Evolutiva é popularmente conhecida como Paralisia Cerebral (PC). É definida como um distúrbio permanente não invariável do movimento e da postura, proveniente de lesões não progressivas no encéfalo, que se iniciam nos primeiros anos de vida. A PC é determinada pela mudança de movimentos posturais dos pacientes, em decorrência a uma lesão, ou disfunção do Sistema Nervoso Central, não sendo causado por doença degenerativa.

A PC é a alteração motora mais comum em crianças, ocorrendo com maior frequência em prematuros, crianças com peso menor que 1,5 kg ao nascer, problemas durante o estado gestacional e doenças que causem anormalidades no fluxo sanguíneo da placenta ou útero.

Está lesão pode ser causada por diversos fatores como Malformações Genéticas, Traumatismo Crânioencefálico, Prematuridade e Infecções Congênitas, ou seja, infecções que ocorrem quando o bebê está no útero materno. Como por exemplo a Rubéola, Sífilis, AIDS, Citomegalovirus e Toxoplasmose. Ou ainda o consumo de dr**as como o álcool, ci****os, fármacos e outras dr**as durante a gestação.

Essas crianças apresentam como prevalente aspecto o comprometimento motor, que influência seu desempenho funcional, mas isso não determina o seu comprometimento cognitivo.

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A área de Geriatria e Gerontologia está atualmente muito visada, pois com o aumento da expectativa de vida, os idosos fo...
04/01/2020

A área de Geriatria e Gerontologia está atualmente muito visada, pois com o aumento da expectativa de vida, os idosos formam o segmento que mais cresce no Brasil. Fisioterapia em Geriatria tem como objetivo a promoção, manutenção e recuperação da saúde específ**a do idoso, em todas as áreas de atuação do fisioterapeuta.

Quanto à atuação, a mesma busca reabilitar, prevenir e manter a funcionalidade do idoso em sua amplitude. As técnicas utilizadas para a estimulação dos idosos incluem exercícios ativos que buscam a manutenção do equilíbrio (sendo esse o principal fator de acometimento e desenvolvimento de patologias devido ao grande risco de quedas nessa faixa etária) e da funcionalidade como um todo.

A capacidade funcional na dimensão motora é uma das características mais enfatizadas no processo de envelhecimento. A perda da capacidade associa-se à predição de fragilidade, dependência, institucionalização, risco de quedas, morte e problemas de mobilidade que são percebidos ao longo do tempo. Por isso a fisioterapia visa melhorar tais condições de forma que o idoso possa sentir-se útil e capaz de realizar as próprias atividades sem que haja dependência de outras pessoas.

Porém, a fisioterapia também tem atividade constante em idosos que já apresentem alterações funcionais, patologias ortopédicas, traumáticas, neurológicas, cardiorrespiratórias, ou quando o mesmo já se apresenta em fase terminal pela senilidade ou por patologias. Dependendo de cada caso, a fisioterapia pode ser realizada em clínicas, instituições de longa permanência, hospitais e domiciliar, para que o acesso à mesma seja facilitado, possibilitando que o idoso tenha acesso ao recurso que promoverá sua melhora. Devido ao grande desenvolvimento, tem-se ampliado o acesso ao atendimento fisioterapêutico geriátrico, trazendo as mais diversas técnicas dentro da cinesioterapia, técnicas de mobilização, eletroterapia (analgesia quando necessário), além da recomendação da prática de atividade física assistida afim de ampliar os ganhos que a fisioterapia preconiza e como forma de manutenção do tratamento anteriormente iniciado.

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