20/07/2026
Passe para o lado e leia as legendas:
Ninguém é tão extraordinário que justifique você sustentar, sozinha, o peso de um silêncio que nunca se explica. Toda relação atravessa ausências. O problema é quando elas deixam de ser ausência e passam a ser abandono.
Você pode entender racionalmente que merece mais. Pode repetir isso para si mesma todos os dias. Mas, se uma parte de você ainda acredita que precisa implorar por amor, aceitar migalhas ou se provar o tempo inteiro, o destino muda, mas o roteiro continua igual. É por isso que insight, sozinho, não transforma ninguém.
Ghosting também comunica. Comunica que a pessoa não soube, não quis ou não considerou importante usar palavras com você. O vazio que ela deixa já é a marca de um fantasma, e fantasmas não sustentam o tipo de vínculo que você procura.
Quando faltam palavras, as interpretações se multiplicam. Mas interpretar não é conhecer.
É por isso que faço análise. Não para encontrar respostas prontas, mas para interromper, por uma hora, a necessidade de responder ao mundo. A análise é um espaço em que, pela primeira vez, a pergunta deixa de ser “o que esperam de mim?” e passa a ser “o que eu quero?”. Há um tipo de cuidado que começa quando você finalmente se escuta.
Passei anos acreditando que amadurecer era aprender mais sobre os outros. Hoje, acho que amadurecer tem mais a ver com aprender a não se abandonar.
Algumas das coisas que mudaram a forma como eu me relaciono não vieram de livros, nem de frases prontas. Vieram da clínica, das minhas próprias análises e, principalmente, das vezes em que precisei rever aquilo que eu insistia em repetir.
Não são regras. São lembranças que tento não esquecer.
Agenda aberta.
Me chame para iniciar seu processo.