Alfeu Figueredo Do Prado. Psicólogo e Psicanalista

Alfeu Figueredo Do Prado.    Psicólogo e Psicanalista Psicólogo Clínico e Psicanalista.

13/06/2026

A lição importante do palhaço : O que realmente importa e o que fazem você se importar para te distrair.

01/06/2026

Homenagem à minha melhor parte: a parte técnica

“Sou eu que vou seguir você” — Toquinho

Há uma parte de mim que nunca negocia: a técnica. Aquela que estuda, que se aprofunda, que entrega além do esperado — mesmo quando o ambiente não pede, não entende ou simplesmente não valoriza.

Durante muito tempo, cada novo espaço foi encarado como desafio. E foi. Mas nem todo desafio é sinal de crescimento. Alguns apenas revelam desalinhamento. Lugares onde a excelência incomoda, onde o básico basta, onde fazer mais não muda nada.

A parte técnica não busca aplauso fácil. Ela busca coerência, resultado, consistência. E, quando colocada no ambiente errado, não diminui — apenas deixa claro que aquele não é o lugar.

Reconhecer isso não é desistir. É maturidade.

Hoje, a energia não é mais para provar valor onde ele não é percebido. É para direcionar essa capacidade para onde ela faz sentido. Onde técnica não é excesso — é requisito.

Porque, no fim, não se trata de fazer mais. Trata-se de fazer no lugar certo.

E é lá que a melhor versão de nós realmente constrói.

31/05/2026

Felicidade no lugar certo

“Se você julgar um peixe pela sua capacidade de subir em árvores, ele viverá a vida inteira acreditando que é incapaz.” — Albert Einstein

Há uma diferença silenciosa entre desafio e desperdício de energia. Nem todo lugar é terreno fértil para aquilo que você tem a oferecer. Às vezes, o esforço é real, a entrega é alta — mas o ambiente não reconhece, não absorve, não cresce junto.

Insistir em se provar onde não se espera excelência pode não ser força — pode ser desalinhamento. Destacar-se demais, em certos contextos, não é vitória: é sinal de que você está no lugar errado.

Felicidade também é estratégia. É entender onde colocar sua energia, seu conhecimento, sua intensidade. É escolher desafios que expandem, não que limitam. Porque não basta vencer obstáculos — é preciso que eles levem a algum lugar.

Há solos que não respondem, por mais que você plante. E há outros que multiplicam o que você é. Saber a diferença muda tudo.

Quando você encontra o ambiente certo, o esforço deixa de ser sobrevivência e passa a ser construção. E a felicidade deixa de ser busca — vira consequência.

Saúde mental e valor agregado como motor do desenvolvimento“Não é o que acontece com você, mas como você reage ao que ac...
30/05/2026

Saúde mental e valor agregado como motor do desenvolvimento

“Não é o que acontece com você, mas como você reage ao que acontece que importa.” — Epicteto

Há momentos em que a vida nos desloca do lugar que planejávamos ocupar. Planos interrompidos, ciclos curtos, mudanças inesperadas. À primeira vista, tudo isso pode parecer perda. Mas, com saúde mental e compromisso com o aprendizado, cada ruptura pode se transformar em geração de valor.

O que parecia fim, muitas vezes é abertura. O que parecia recuo, pode ser redirecionamento estratégico. Quando cultivamos equilíbrio emocional e disciplina intelectual, conseguimos extrair valor até das experiências mais breves. Nem sempre o tempo de permanência define o impacto — há vivências curtas que agregam conhecimento, ampliam visão e reposicionam trajetórias.

Transformar dificuldade em valor agregado exige consciência e atitude. É aprender com o processo sem carregar o peso do ressentimento, convertendo cada desafio em combustível para evoluir com consistência.

A verdadeira força está em seguir com lucidez, utilizando cada experiência como ativo de desenvolvimento. Porque crescer não depende do cenário ideal, mas da capacidade de transformar o vivido em valor — e o valor em movimento.

22/05/2026

Nossas 7 vidas , nossa saúde!

19/04/2026

Intensa e completamente hipnotizante... assim Sinéad O'Connor transformou o clássico "The House of the Rising Sun" em algo ainda mais profundo.

Originalmente uma canção folk tradicional eternizada por The Animals nos anos 60, essa música sempre carregou dor, destino e redenção... mas na voz da Sinéad, ela vira quase um lamento espiritual.

Essa performance aconteceu no The Danny Baker Show, no Reino Unido, em 1994, um programa conhecido por receber artistas em versões mais cruas e autênticas. E aqui, sem excessos, ela entrega tudo só com a voz... e arrepia.

Sinéad era famosa por rejeitar padrões da indústria e buscar interpretações mais emocionais do que técnicas e isso f**a claro nessa apresentação, onde cada palavra parece vivida, não apenas cantada.

Londres, Inglaterra. 1994

(Créditos Garagem tribal)

12/03/2026

Continuar em movimento

Fazer 60 anos costuma vir acompanhado de uma pergunta: quando parar?

Muitos, se aposentam cedo, convencidos de que isso os libertaria para viver melhor. Respeito essa escolha, mas minha visão segue outro caminho.

Sempre achei curioso o conceito de parar de trabalhar para só então descobrir algo legal para fazer. Para mim, o desafio é outro: construir uma trajetória em que o trabalho permaneça fonte de sentido, crescimento e vitalidade, tendo o lazer e a vida familiar como contraponto e complemento.

Talvez o problema não seja o trabalho em si, mas o lugar onde estamos. Quando o ambiente não nos permite crescer, a solução não é abandonar a vida produtiva, mas ter disposição e coragem para mudar, buscar novos desafios e encontrar espaços onde nossa contribuição faça cada vez mais sentido. Para isso, é fundamental ser fiel a si mesmo, estar disponível e motivado.

Talvez por isso este aniversário tenha um signif**ado especial. Chego aos 60 anos iniciando uma nova etapa profissional. A chegada a esta idade não traz uma linha de chegada ou um encerramento — é uma nova colheita.

A chamada 'terceira idade' costuma ser associada à desaceleração. Prefiro enxergá-la como maturidade produtiva, quando experiência e energia renovada caminham juntas. A potência, o desempenho e a performance nada têm a ver com a idade, nem com cansaço e desgaste. Muito pelo contrário.

No fundo, muitos querem se aposentar porque não conseguiram transformar o trabalho em ferramenta de satisfação e desenvolvimento, mas apenas em meio de sobrevivência.

Para mim, a resposta ao envelhecimento é apenas dar sentido a ele, ou seja, continuar em movimento produtivo. Isto sim traduz minha idade e meu momento.

25/02/2026

Porque Epstein e P Diddy não foram contidos pela opinião pública ou pela justiça desde o início?

Na psicanálise, a perversão é o "não castrado": quem recusa o limite simbólico da castração, negando a falta humana para encenar uma ilusão de poder total. Como um narcisista que usa o outro como brinquedo, sem freio ético interno.

Epstein e P Diddy exemplif**am isso. Seu poder — fortunas, conexões com elites — simulou onipotência, dissolvendo limites. Começaram com abusos isolados, mas contatos com juízes, políticos e mídia os blindaram, permitindo escalada a redes de exploração que remunerava e escalava outros ao prazer da falta de limites.

A justiça colabora por ser humana: juízes "não castrados" por cargos vitalícios interpretam a lei seletivamente, punindo o pobre mas negociando com o rico para preservar sua própria ilusão de autoridade. Exemplo: Epstein fez acordo brando em 2008, apesar de crimes graves.

A opinião pública falha igual: moldada por algoritmos de Big Techs (geridas por "não castrados" semelhantes), transforma denúncias em fofoca viral passageira, sem pressão real por punição. Redes sociais distraem com trends, suprimindo exposições que ameaçam o status quo desta elite que não enxerga mais a perversão comp tal.

Poder leva à não castração — sem vergonha ou consequência imediata, aberrações florescem compulsivamente. Como vício em dr**as: exposição crônica sem freios. O ciclo perverso persiste porque sistema e sociedade, feitos da mesma matéria, negam sua castração coletiva, o sistema que deveria controlar está dentro.

Só transparência radical sem gestão da informação e accountability externa romperiam isso, forçando o limite que falta ao "não castrado", mas quem neste grau de poder está fora e continua vivo?

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